É apresentado na noite desta quinta-feira, no Ecomuseu de Barroso o livro Portugal a Pé, da autoria do jornalista Nuno Ferreira.
Reportagens em exclusivo feitas com os caminhos que o jornalista percorreu a pé. Nesta publicação estão rostos, paisagens, tradições de um Portugal por vezes recôndito.
Em Junho de 2010, Nuno Ferreira passa por Montalegre e é este o registo que fica do jornalista:
"Descia um caminho pedregoso perto da aldeia de Azevedo quando ouvi chocalhos. Avistei as cabras, primeiro. Depois, surgiu o aldeão, bordão assente no ombro direito. «Você atravessa o Cávado naquela ponte lá em baixo e segue sempre para Covêlo», explicou, um sorriso largo e genuíno, que lhe engelhou as rugas junto aos olhos e exibiu uma falha nos dentes.
Aquilo era o que queria ouvir. Avistara a ponte lá em baixo junto à pequena corrente que desemboca na Barragem da Venda Nova e decidira desistir de seguir pela margem direita depois de outro aldeão em Azevedo me descrever o caminho até São Lourenço, já para as bandas de Cabril, como um mar de silvas.
A caminho de Ferral e mais tarde Venda Nova, já no perímetro da albufeira, entre vacas muito castanhas e cornos altivos espreitando cada passo meu entre arremedos de vinhas e espigueiros, comecei a perceber que se aproximava a minha despedida do enorme concelho de Montalegre.
Um pé na Serra da Cabreira e outro ainda no território verde, mágico e hospitaleiro do Barroso, vieram-me à memória cenários, frases soltas, personagens, contadores de histórias que ia deixar para trás. «O povo barrosão é são», definira-me Fernando Moura, mais conhecido por Fernando do «Barracão», o rei das chegas de bois barrosos. «O barrosão abre-se para qualquer pessoa, é capaz de dar a camisa, dar de comer, dar a casa mas se desconfiar e sentir-se ferido, nunca mais».
Ao longo da estrada barrosã, entre fornos do povo, vestígios romanos, carvalhos e urze a despontar nos campos, fui encontrando cicerones, contadores dos tempos que acabaram. «Nem neve nem chuva, não entrava nada nas croças de junco, andávamos com o gado pelo monte e até suávamos porque ainda botávamos a capa de burel por baixo se estivesse muito frio», contou-me o Ti Joaquim, 85 anos, o último croceiro do concelho.
Na Solveira, o meu anfitrião foi Jaime da Silva, ex-ferreiro, ex-emigrante em França, defensor do património da aldeia e coleccionador de tudo o que é antigo. «Vê esta sineta em pedra? Era aqui que se chamava o gado para pastar em vezeira, à vez, tudo em comunidade…» Bem mais adiante, já em Montalegre, Fernando Moura lembrou quando em criança organizava chegas improvisadas. «A minha aldeia era ponto de passagem das manadas. Esperávamos que os guardadores fossem dormir, tirávamos o boi mais forte e punhamo-lo a chegar com o nosso».
Às vezes, a brincadeira corria mal: O boi escapava-se estrada acima ou então não queria sair e bruava, acordando os guardadores. O resultado era umas quantas vergastadas, que não arrefeceram nunca a paixão de Fernando pelas chegas. Onde houver uma, lá está ele a relatar para a Rádio Montalegre e para a TV Barroso: «Já pegaram, já pegaram, o boi do Domingos está a roncar, vamos lá a ver, já estão a torrar a valer, a esgalhar bastante bem, ei, eh touro, o outro já foge, bela chega! Miguel, Miguel, para a TV Barroso, satisfeito com a vitória do teu touro?»
De modos que me despedi num dia de sol, a assistir a um chega de bois. No estádio vizinho, o Desportivo de Montalegre falhava a manutenção na Terceira Divisão mas ali, a excitação antecipava a do começo do Torneio de Chegas de Bois Barrosos, quarta-feira, dia 9 de Junho: «Berra pelo touro, berra por ele! Eh Mané!»"
Sobre o autor:
Nuno Ferreira nasceu em Aveiro em 1962. Licenciou-se em comunicação social na Universidade Nova de Lisboa. Foi colaborador permanente do semanário Expresso de 86 a 89, ano em que ingressou nos quadros do jornal Público (até 2006). Nos últimos 20 anos fez reportagens de cariz social. No Jornal Público manteve uma crónica satírica intitulada “Ficções do País Obscuro” e escreveu sobre música popular americana. Recebeu, entre outros, o Prémio de Jornalismo de Viagem do Clube de Jornalistas do Porto com o trabalho «Route 66 a Estrada da América» (1996). No ano seguinte recebeu o Prémio de Jornalismo de Viagem do Clube Português de Imprensa com o trabalho «A Índia de Comboio». Em 2007 publicou conjuntamente com Pedro Faria o livro «Ao Volante do Poder».
Chama-se “O MEU PEQUENO MUNDO” programa da SIC, enquadrado entre a reportagem e o documentário.
Programa de informação, onde as histórias são tecidas de forma arrojada. Cinco episódios, cinco microcosmos.
Num desses episódios, agendado para 2 de Fevereiro, está o universo TVBarroso.
A equipa de reportagem da SIC Ana Sofia Fonseca e Paulo Cepa, esteve durante uma semana em Montalegre, a acompanhar as actividades da wev tv, onde registou o dia-a-dia da equipa, bem como tradições, paisagens e gentes do concelho de Montalegre.
“Todos somos, todos vivemos em microcosmos. Este programa dá espaço a esses pequenos mundos e às suas intimidades. São retratos “da casa” do vizinho. Segredos de realidades que julgamos conhecer e também histórias de realidades que nem imaginamos. “ Pode ler-se no site oficial da estação televisiva.
Todas as semanas, à quinta-feira, no “Jornal da Noite”, mundos do país inteiro. Sempre uma viagem a um microcosmo diferente, através das vivências, dos sentimentos, das memórias e das rotinas das suas gentes.
Um olhar diferente sobre os nossos mundos. Um programa onde os lugares têm voz. Porque cada mundo é uma história. A da TVBarroso é contada dia 2 de Fevereiro.
Faça o favor de entrar.
26 de Janeiro - Hospital 2 de Fevereiro – TV Barroso
9 de Fevereiro - Metro
23 de Fevereiro – Bairro Alto
1 de Março – Ringue
A Serra do Larouco, (Montalegre) recebe este ano de 14 a 21 de Julho a elite mundial de pilotos de parapente que vai disputar a terceira prova do Campeonato do Mundo da modalidade, a ter inicio no Brasil a 17 de Março, decorrendo até finais de Agosto, nos Estados Unidos da América.
As excelentes condições de segurança e meteorológicas da Serra do Larouco, são a garantia para que esta competição venha a ser um sucesso.
Recorde-se que esta competição, passou pelos céus do Barroso em 2003.
Portugal foi escolhido pelos 27 países representados na Assembleia Geral da Comissão Internacional de Voo Livre para organizar o campeonato do Mundo de Parapente. Volvidos oito anos, o cenário idílico da Serra do Larouco serve de palco para o espectáculo que vai colorir os céus desta região transmontana.
Esta prática desportiva é um cartão de visita para a região de paisagens e recursos naturais únicos.
O que é o Parapente
O parapente é um desporto aéreo que surgiu quando pára-alpinistas resolveram encurtar a descida utilizando os pára-quedas desenvolvidos pela NATO, para lançar tanques a partir de aviões. Esses pára-quedas revolucionários imprimiam, pela primeira vez, velocidade horizontal aos pára-quedas, de forma a que a chegada ao solo fosse mais suave.
Chegou à Europa pelas mãos de Jean-Claud Bétemps e Gerard Bousson em 1978 e desde aí não parou de evoluir em segurança e performance.
Para voar necessita de um desnível, voando-se frequentemente nas falésias, junto às praias e na montanha, com o extraordinário recorde de cerca 330 Km, em linha recta, sem qualquer apoio mecânico, que não seja uns metros de pano, alguns metros de fio e correntes térmicas ascendentes.
No nosso país é já um desporto federado, com vários clubes e cerca de 800 praticantes. Realizam-se anualmente várias competições nacionais, que têm tido uma cobertura televisiva, em revistas e jornais, acima de todas as expectativas.
Em destaque 25 toneladas de fumeiro, onde estão o salpicão, o toucinho, os rojões, as chouriças, uma grande variedade de enchidos e as papas de sarrabulho, que fazem do porco uma das matérias-primas essenciais da gastronomia do Barroso..
No certame haverá várias tasquinhas onde poderão ser apreciadas as especialidades gastronómicas locais, como o cozido e a feijoada à barrosã, os rojões no pote, o arroz de costelas e chouriça, as costeletas de vinha de alho, o caldo barrosão, vários tipos de fumeiro, presunto e ainda pão de centeio e vinhos regionais.
A Feira Gastronómica do Porco tem um grande significado para a economia local, em especial para aqueles que continuam a criar o porco e a fazer enchidos da forma tradicional. Prova disso é a participação no certame de cerca de meia centena de produtores, aos quais se juntam 20 stands de exposição e venda de artesanato. Os restaurantes do concelho de Boticas também se associam à feira, incluindo nas suas ementas pratos à base da carne do porco.
O programa dos três dias de feira inclui várias acções de animação, como as famosas "chegas de bois", geradoras de autênticas romarias à região do Barroso.
Foi apresentado hoje à comunicação social, o certame Sabores e Saberes no salão nobre da autarquia flaviense, evento que acontece em Chaves de 3 a 5 de Fevereiro.
João Baptista, presidente do município refere que a meta maior desta feira passa pelo combate à desertificação rural, que tem como objectivo valorizar os produtos locais e regionais e dar algum retorno financeiro aos produtores.
Esta edição conta com 78 expositores, dos quais 40 agroalimentares e 38 dedicados ao artesanato local. Poderá comprar-se o Pastel e Folar de Chaves, a Batata de ´Trás-os-Montes, a Couve Penca de Chaves, bem como fumeiro e presunto.
Paralelamente no espaço multiusos do Mercado Municipal, terá lugar o fim-de-semana gastronómico, com tasquinhas que propõe ao visitante experimentar e degustar algumas das iguarias da região.
Recorde-se que em 2011, mais de 40 mil pessoas passaram pelos Sabores e Saberes, vendendo-se 25 toneladas de fumeiro e 50 mil unidades de pastéis de Chaves, um volume de negócio que rondou meio milhão de euros da facturação.
João Baptista, acredita que "a crise não irá afectar esta feira, contamos manter o mesmo nivel de vendas que o ano passado" referiu.
Quanto aos preços, mantêm-se iguais aos da edição anterior.
Sabores e Saberes, em Chaves de 3 a 5 de Fevereiro.
No mês em que se assinala o Dia Mundial do Braile, entramos no mundo de um barrosão invisual, e fomos sentir as dificuldades existentes em Montalegre, no dia-a-dia de João de 47 anos, cego desde os 31.
Uma reportagem para ser ouvida este fim de semana no Vozes do Povo da Rádio Montalegre.
Este ano no distrito de Vila Real, perto de 500 pessoas pediram ajuda à APAV, a maioria mulheres vítimas de violência doméstica.
Uma reportagem para ser ouvida no Vozes do Povo desta Semana na Rádio Montalegre.
Francisco José Viegas, actual Secretário de Estado da Cultura, está este fim-de semana no Vozes do Povo da Rádio Montalegre. Referências no Barroso? Muitas: « O jornal Correio do Planalto era o nosso modelo. O Jornal do Bento da Cruz era para nós a referência. Não só era diferente do resto da imprensa que havia nessa altura (e que era em geral muito má). Como tinha também um toque literário. Vidago não tinha Jornal, Montalegre não tinha jornal, mas a terra de Bento da Cruz tem...» - Se não fosse escritor, o que poderia ter sido? - « Um geógrafo ou um homem da metereologia..» Uma conversa para ser ouvida sábado, repete domingo na RM.
No Vozes do Povo desta semana na Rádio Montalegre falamos dos malefícios do fumo do tabaco com a cardio-pneumologista Carla Paradela.
- Sabia que o pulmão só atinge a maturidade de crescimento aos 25 anos? -
Uma conversa para ser ouvida este sábado, repete domingo em 97.5 fm ou em www.radiomontalegre.net
Amanhã no Vozes do Povo falamos de...Comer bem.
Alimentação saudável com a nutricionista Ana Margarida do Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso.
"Não queremos o tormento, queremos o aquecimento." Palavras que se ouviam alto e a bom som nas portas da Escola Secundária Dr. Bento da Cruz - Montalegre na manhã desta sexta-feira.
Trata-se de uma greve, promovida e organizada pelos alunos daquele estabelecimento de ensino que reivindicam aquecimento dentro da sala de aula:"estamos numa terra muit...o fria, não conseguimos escrever sequer" diz uma aluna que envolta numa manta e com um cartaz nas mãos, manifesta o seu descontentamento.
João Surreira, presidente da CAP, explica que o principal problema reside na avaria de uma caldeira "quando esteve mais frio, tentamos ligá-la e incendiou-se. Garantiram-nos que dia 31 de Outubro o problema está resolvido".
No entanto, a este questão, junta-se também o factor económico, que segundo o presidente, os recursos têm de ser rentabilizados:"Os orçamentos das escolas também provêm do orçamento de estado, e neste sentido temos que economizar, para que durante o ano, não haja dificuldades. Até à data não se justifica o aquecimento ligado diariamente."
Porém, segundo os alunos esta medida economicista, não se aplica à escola toda: "Os funcionários, têm aquecimento. Vimos isso quando fomos buscar fotocópias e na biblioteca também, não é justo" dizem.
Situação desmentida por João Surreira: "O ano passado sim, acontecia. Este ano decidimos cortar com todo o aquecimento, para além do gasóleo, incluindo os ligados à energia eléctrica."
Manifestação envolta de mantas e palavras de ordem, esta manhã na Escola Bento da Cruz, os alunos reclamam aquecimento dentro da sala de aula.
No Vozes do Povo desta semana, abordamos o actual estado da nação.
Afinal como viemos parar a esta situação?
Qual o papel da classe-média na economia portuguesa?
Porque é que os ricos são cada vez mais ricos?
Estará a política subjugada aos interesses económicos de grandes potências empresariais?
Qual a semelhança na realidade económica dos EUA a partir dos anos 80, com a actual portuguesa?
Estas e outras questões serão abordadas este sábado na Rádio Montalegre, no âmbito do programa Vozes do Povo, numa entrevista a António Chaves, economista.
O Dia Mundial da Alimentação é celebrado hoje no Centro de Saúde de Montalegre, embora a data oficial seja 16 de Outubro.
No âmbito das celebrações consta a exposição dos diferentes grupos, presentes na roda dos alimentos onde são fornecidas informações sobre como fazer uma alimentação equilibrada.
Podem ver-se diferentes menús saudáveis desde o início do dia até à noite.
Presentes estão também os denominados "intrusos" que correspondem aos doces, guloseimas, que "devem ser consumidos muito moderadamente, senão podem provocar inúmeras doenças" diz Maria do Carmo Soqueiro (enfermeira responsável por esta iniciativa) às crianças do 1º Ciclo da Escola de Montalegre que visitam esta exposição no Centro de Saúde.
A lição parece bem assimilada, "devemos comer fruta, vegetais e reduzir os doces" diz Sofia Flambó, aluna do 3º ano, "senão ficamos gordos e com outros problemas".
Também a escola durante esta semana, comemora o Dia Mundial da Alimentação, com actividades várias dentro da sala de aula, na biblioteca, "inclusivé há ja uma música sobre o pequeno-almoço, que mostra a importância desta refeição no começo do dia" refere Ermelinda Santos, Coordenadora do 1º Ciclo de Montalegre.
Ensinamentos que contribuem para a protecção da saúde e a redução do risco de doenças, são mais focados esta semana em Montalegre, numa altura em que se assinala o Dia Mundal da Alimentação.
… Depois da Maça gigante de Sabuzedo a Pêra Rocha do Sr. Luís Barroso da Fonte de Codeçoso, freguesia de Meixedo.
Ora, aqui fica a prova que a fruta de Montalegre é de calibragem extra.
Luís Barroso da Fonte ofereceu esta belíssima Pêra Rocha á Rádio Montalegre (ao pessoal que a rádio não come) para já está em exposição no estúdio de emissão.
Montalegre, arrecadou 2 de 3 prémios que tinha na corrida na 4ª edição do Art & Tur Festival Internacional de Filmes de Turismo em Barcelos.
Reportagem TV Barroso
A concurso estava o"O Boi do Povo" de José João Sardinha, D. Nuno Álvares Pereira e O Ecomuseu de Nunes Fortes. Estes dois últimos foram galardoados na categoria de Turismo Religioso e Turismo Cultural.
Nunes Forte, realizador dos documentários galardoados refere "tendo em conta a concorrência que é enorme, perto de 300 filmes provenientes de 38 países, diria que o Barroso está no topo deste festival. Já se diz, que são os Óscares do Turismo."
Estas produções contaram com a colaboração do historiador barrosão José Dias Baptista, e de gente dos 8 aos 80.
Relativamente ao Ecomuseu de Barroso, diz ser "um projecto interessante, moderno que tira da ideia o "velho" conceito de Museu." De referir que a Rádio Montalegre é também parceira deste certame.
A colheita deste ano deu uma maça gigante á prima do Sr. Manuel Alves Rodrigues de Sabuzedo, aldeia da freguesia de Mourilhe, concelho de Montalegre.
O suculento fruto pesa 715 gramas.
Oferecida esta quinta-feira de manhã, (13 de Outubro), o Sr. Manuel veio apresentá-la nos estúdios da rádio Montalegre, para já ficam as imagens.
Rádio Montalegre parceira de mais um grande evento de âmbito internacional. Acontece de 26 a 30 de Setembro em Barcelos o Art & Tur o maior certame de produção audiovisual turística. Aqui concorrem inúmeras produções (como para o National Geographic, por exemplo).
Conta com participação de especialistas nacionais e internacionais do cinema, turismo, etc. Nunca é demais realçar que o Barroso se faz representar com o documentário "O Boi do Povo" de José João Sardinha, produzido para o Ecomuseu de Barroso. No entanto...soubemos também, que sobre a nossa região há mais 3 filmes na corrida.
A RM estará presente, para levar até si minuto-a-minuto numa reportagem especial sobre este grandioso evento.
O ART&TUR – Festival Internacional de Filmes de Turismo, afigura-se-nos como um evento único, inovador e com elevado reconhecimento internacional. É organizado e promovido pela APTUR – Associação Portuguesa de Turismologia e com o alto patrocínio da Câmara de Barcelos.
Com realização anual, o festival ART&TUR... é membro do CIFFT - Comité Internacional dos Festivais de Filmes de Turismo, entidade com sede em Viena, reconhecida pela Organização Mundial do Turismo para o sector do audiovisual turístico, fazendo assim parte de uma rede mundial de 15 festivais internacionais, que organiza anualmente, em Viena, o Festival dos Festivais. Assim, adquire um cariz fortemente internacional e um meio promocional de excelência para todas as produções audiovisuais relacionadas com o turismo.
Em 2011 irá para a sua 4ª Edição, na sua 3ª edição em 2010 contou com a inscrição de 285 filmes provenientes de mais de 30 países consolidando-se como um dos maiores festivais de filmes de turismo do mundo.
De 27 de Setembro a 30 de Setembro, 2011. Barcelos, recebe os “Óscares do Turismo”, onde a nossa região através do Ecomuseu de Barroso tem um fime a concurso "O Boi do Povo", no entanto sabe-se que há mais 3 produções do Barroso, ou sobre o Barroso na corrida.
O objectivo destas produções audiovisuais, como referiu Francisco Dias, director do evento "é mostrar como através do audiovisual se pode promover uma região".
Vicky Christina Barcelona,um filme de 2008, escrito e dirigido por Woody Allen com Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem e Penélope Cruz filmado em Barcelona e Oviedo é um exemplo do que se trata neste festival. Através desta película, aquela região viu o seu turismo disparar até quase ao limite durante o ano todo.
A Rádio Montalegre, nesta edição é também parceira. Vamos levar até si o que se vai passar no Hollywood dos filmes de Turismo que acontece em Barcelos e onde Barroso, estará também a concurso.
"Nas portas de mais um Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, vira-s...e o feitiço contra o feiteiceiro. A jornalista lê as cartas ao Bruxo-Mor....(vamos lá ver...o que sai)...hahah"
Saimos à rua e rumamos até Vilar de Perdizes. Destino: a casa do Padre Fontes. Eram 19h00, estava uma brisa amena. Sentados perto do jardim entre uma jogatana de cartas e uns truques de Magia, fomos viajando no tempo. A conversa começa em 1974. A revolução aqui...era outra. Oiça a conversa este sábado no Vozes do Povo da Rádio Montalegre.
A Rádio Montalegre, entrevistou de forma exclusiva a banda Quinta do Bill. Grupo que esteve em destaque durante o mês de Agosto no Artista-do-Mês desta Rádio.
A conversa pode ser ouvida esta sexta (2 de Setembro) à tarde no TOP com Maria José Afonso.
As portas voltaram a abrir-se, e no quadro, no qual ainda se escreve a giz, estava escrito: 6 de Agosto de 2011, tributo à escola e ao emigrante. O dia não era de aulas, pois a escola de Pondras encerrou portas corria o ano de 2004, quando existiam apenas duas alunas, a frequentar aquele estabelecimento de ensino.
Sem crianças, que a preencha, e que lhe dê vida, a escola viu o seu espaço físico degradar-se, caindo ao abandono, pela de falta de utilidade, pela falta de gente que saiu, e outra que vai envelhecendo.
No entanto, recentemente as coisas mudaram de figura, já sem vidros partidos, paredes pintadas e outras coisas mais, a escola emana vida, energia. Trabalho de um grupo de jovens da zona, ao qual a (pouca) população também aderiu. Chama-se Associação Pondras em Movimento (APeM) e nasceu há uns meses, precisamente numa conversa entre filhos da terra, uns habitantes outros radicados em cidades próximas, que tinham como ideal, devolver à pequena aldeia aquilo que se foi desvanecendo com o tempo: a confraternização, o comunitarismo, a dignidade em ser do Barroso. «No inicio achamos que era um sonho, pelo facto de ser uma aldeia pequenina, com trinta habitantes (se tanto) mas a verdade é que foi surpreendente a concretização nesta realidade. As pessoas estão muito empenhadas, é gratificante.» Refere Alberto Mateus, vice-presidente da Associação.
O lume está aceso, com os potes ao lume para ser cozinhada a meia-vitela vitela oferecida por António Santos, ele também antigo aluno daquela casa. Das memórias guarda entre outras coisas a imagem da professora «ser um bocadinho má, era de Cervos», diz.
As concertinas começam a tocar. «Já não me atrevo a dançar, já estou velhota, mas vim, quero participar.» Comenta uma senhora menos jovem sentada no muro. Arménio, habitante de Pondras afiança: «O que faz falta isto! Pena é não termos gente. Mas olhe assim, a escola “ia à vida” e assim, reunimos nos aqui, como hoje, por exemplo.»
As últimas alunas, hoje adolescentes, concordam com esta dinamização: «Ao utilizarem a escola, anima, até para os locais, por norma vivemos separados, assim é um ponto de encontro. Nós ajudamos no que for preciso.»
No espaço de 3 meses, foram realizadas já várias actividades. A primeira aconteceu dia 25 de Abril, seguindo-se depois uma excursão à Povoa de Varzim, S. Pedro de Rates, santo padroeiro da aldeia. “Autocarro cheio, principalmente com pessoas idosas, e que por sinal, algumas, nunca tinham saído da terra. “ Refere o vice-presidente da APeM.
Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre presente também no festim enaltece esta atitude: «Vim aqui para agradecer a associação e também as pessoas que aqui se reuniram. A escola não tem alunos, porque há poucas crianças, há uma estratégia de concentração. E eis que surge um grupo de jovens que desafia a câmara para a autarquia deixar utilizar a escola.
Hoje é com satisfação ver aqui esta gente reunida, os emigrantes, e mesmo aqueles que estando noutras cidades, se encontram aqui ao fim-de-semana e fomentam o espírito fraterno da nossa gente. É dar vida a este espaço, mantê-lo, recuperá-lo, mas sobretudo recuperar um pouco da vida, da memória, das tradições. Parabéns a todos.» Concluiu.
Em agenda, e até ao final do ano estão previstas outras actividades como uma noite de fados, poesia, teatro, e uma atoleira.
O candidato à presidência da Liga dos Bombeiros Portugueses para o triénio 2011-2014, Rebelo Marinho, esteve esta sexta-feira (22 de Julho) de visita às corporações dos Bombeiros Voluntários de Salto e Montalegre. Explicou que esta visita se insere no âmbito desta candidatura, no sentido de constatar no terreno a realidade e dificuldades vividas pelas corporações e associações de bombeiros.
Refere que à semelhança do país, Salto e Montalegre «têm uma preocupação muito grande com os transportes de bombeiros, que é uma área que tem registado diminuições significativas em termos de requisição e credenciais o que implica consequências financeiras e a nível de postos de trabalho. Se não houver aqui nenhuma intervenção, no sentido de encontrarmos um modelo de organização diferente, naturalmente que alguns postos de trabalho poderão estar ameaçados bem como a qualidade e manutenção de viaturas.»
Rebelo Marinho mostra-se ainda preocupado com a actual ausência das funções de coordenação dos meios de protecção civil que carecem actualmente de titular e que precisam de ser nova e urgentemente atribuídas, antes que se note tal ausência na prática, com “consequências que poderão redundar em prejuízos graves. “
Apela à Administração Interna que redistribua tais responsabilidades. «Todo o dever político de protecção civil e igualmente a coordenação e articulação dos diversos agentes bem como o desencadeamento de acções de protecção civil estava sob a alçada do Governo Civil. Desta forma, na sua qualidade de presidentes das Comissões Distritais de Protecção Civil cabia a esta entidade o accionamento dos planos distritais de emergência, a requisição e accionamento de meios supra municipais e até a solicitação de colaboração das Forças Armadas, caso se justificasse» – defende.
Rebelo Marinho foi presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e vice-presidente da Liga, entre muitas outras funções, tendo sido fundador e presidente durante vários mandatos dos Bombeiros Voluntários do Sátão. Actualmente é presidente da Federação do Distrito de Viseu.
“Recuperar e reforçar a dignidade perdida dos bombeiros na sociedade portuguesa e nomeadamente na estrutura da Protecção Civil nacional” é um dos objectivos, avançados em nota de imprensa, da candidatura de Rebelo Marinho, que pretende ainda “a autonomização da Direcção Nacional dos Bombeiros no quadro da Protecção Civil de forma a individualizar e até melhor operacionalizar daqueles”.
Fundada em 1930, a Liga dos Bombeiros Portugueses é a Confederação das Associações e Corpos de Bombeiros de qualquer natureza, voluntárias ou profissionais, que, estando legalmente constituídas e em efectiva actividade, obedeçam aos requisitos da lei geral e dos Estatutos da Liga dos Bombeiros Portugueses. As eleições para decidir quem será a próxima equipa directiva da Liga têm lugar em Outubro, no âmbito do Congresso que se realiza em Peso da Régua.
A lei saiu em 2008 e alterou prazos, é desconhecida da maioria dos condutores. Muitos ainda crêem que só renovam a carta aos 65 anos, confiando cegamente na data de validade que tem na carta de condução. O que está errado, como referiu Pereira Ventura do Comando Territorial da GNR de Vila Real
Desde à 3 anos que o titulo legal que habilita a condução de veículos ligeiros e motos impõe a revalidação da carta aos 50 e aos 60 anos. Quem nasceu em 1948 2 1958 terá obrigatoriamente que regularizar a situação, para poder conduzir.
No entanto, num período de dois anos após a data prevista para a renovação da carta, no caso de fiscalização por parte da GNR o novo infractor cometerá uma contra-ordenação .
Já se ultrapassar os dois anos, tempo onde ainda pode ser renovado o titulo para conduzir, o infractor caso seja fiscalizado pla GNR será imediatamente detido e alvo de um processo-crime por conduzir sem qualquer título legal (desde 2008 já passaram os dois anos em que o documento é considerado caducado). E se estiver envolvido num acidente, é provável que a companhia de seguros não pague.
Desde 2008 que a lei mudou. Desconhecida para a maioria dos condutores no entanto, em Montalegre há alguns informados.
Com a mudança na lei, desde 2008, a revalidação da carta de condução acontece aos 50, 60, 65 70 anos de idade e a partir daqui de 2 em 2.
O terceiro trimestre do ano é para a maioria dos cidadãos um período de lazer, de festas e de romarias o que implica uma maior movimentação e concentração de pessoas, não só nas localidades onde decorrem este tipo de eventos como também se regista a ausência na zona habitacional.
Neste âmbito a Guarda Nacional Republicana tem em marcha a campanha Verão Seguro- Chave Directa que visa assegurar, de forma direccionada e eficaz, através de uma acção de patrulhamento mais intensivo, a segurança das residências dos cidadãos, que adiram a este programa, entre 1 de Julho e dia 15 de Setembro.
Um projecto de âmbito nacional mas que pouco é solicitado no interior do país, como o caso do concelho de Montalegre, como referiu Pereira Ventura Tenente-Coronel da GNR de Vila Real.
O factor amizade, proximidade e confiança no vizinho e ou amigos fazem com que os agentes da autoridade não sejam solicitados, para a vigilância das zonas habitacionais, aquando das ferias dos seus proprietários.
Verão Seguro – Chave directa visa um patrulhamento mais intensivo junto de residências por parte da GNR, é gratuito e pode ser solicitado através de um requerimento entregue no posto da Guarda Nacional Republicana da área da sua residência.
A história começa assim: “A enorme varejeira, como um cão treinado, guiou o padre Julião até ao cadáver. Aos cinquenta e dois anos, Julião Sacramento perdeu o cheiro e o tesão, vítima duma lesão cerebral enquanto penetrava o corpo suculento de Magda. Magda casara-se quase criança e quase criança vira partir o marido para o Brasil com a promessa de a mandar ir mal endireitasse a vida. O corpo de Magda, quase virgem, aguentou enquanto pôde, mas os verões ameaçavam incendiar os campos, quanto mais os corpos.”
Passa-se na aldeia de Pousos, a aldeia das mulheres, na qual vivem somente dois homens, o padre Julião e Simplício, este último com quase dois metros. O romance desenvolve-se a partir destas duas figuras masculinas juntamente com as mulheres carentes da aldeia (a única aldeia matriarcal nos anos 50 e 60 do séc. XX, em Portugal).
“A Aldeia das Mulheres” , um romance de 170 páginas foi apresentado no âmbito da Feira do Livro de Montalegre, na tarde do dia 31 de Maio, no multiusos em Montalegre.
A questão: Literatura infantil, foi abordada nesta apresentação. E segundo o autor “A literatura infantil não existe. Existe apenas literatura.” Uma literatura universal.
Para corroborar esta afirmação, o autor referiu dois exemplos. O de um conto infantil que outrora o Nobel colombiano Gabriel Garcia Marquez (segundo Manuel Araújo, o melhor escritor do mundo) escreveu, sendo um fracasso, escrito “num tom ridículo”.
O outro exemplo foi o sucesso alcançado pelo livro “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll, que nunca escreveu a pensar nos mais novos.
Manuel António Araújo diz ter gostado do público presente e da sua intervenção. Plateia composta maioritariamente por professores e encarregados de educação.
“A Associação de Pais junta-se sempre a este tipo de actividades, tratamos de mobilizar os pais, porque eles têm grande responsabilidade na promoção do livro e leitura junto dos seus filhos” refere Elsa Minhava presidente da APAMONTE (Associação de Pais das escolas de Montalegre) que em mais uma edição se junta ao Café com Letras na Feira do Livro.
Esta iniciativa contou também com a co-organização da Escola Gomes Monteiro de Boticas. Luísa Pires Monteiro professora daquele estabelecimento de ensino, refere que esta parceria nasce na criação da rede inter-concelhia das bibliotecas do Barroso, onde várias actividades são realizadas em simultâneo nos dois municípios.
Considera ainda que esta parceria trás varias vantagens entre as quais rentabilização de recursos, principalmente numa altura de contenção de custos.
“A Aldeia das Mulheres” de Manuel António Araújo foi apresentado publicamente em Montalegre esta terça-feira (31 de Maio) à tarde. O autor arrecadou já dois prémios literários importantes, o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores em 2001 e o Prémio Nacional de Conto Eça de Queirós em 1999, tendo publicado vários romances.
O livro Revista Aquae Flaviae , Inquirições de D Afonso III da autoria de José Dias Baptista, foi apresentado na noite desta terça-feira (31 de Maio) no auditório do multiusos em Montalegre.
Esta mais recente edição com o número 43, é integralmente dedicado às Inquirições de D. Afonso III (1258), com 270 páginas, relativas aos julgados medievais de Chaves, Barroso, Monforte de Rio Livre, Montenegro e Aguiar de Pena.
José Dias Baptista, explica que esta publicação “surgiu a pedido do Dr. Montalvão Machado que queria resolver problemas acerca da construção do castelo de Santo Estêvão e outros da região de Chaves. É um documento extremamente importante que se refere a um período da história muito mal estudado, e que era necessário traduzir do latim tabeliónico, bárbaro para português.”
A Revista Aquae Flaviae foi publicada a 1ª vez em 1989. Nestes 22 anos publicaram-se 43 números que permitiram publicar 324 artigos, escritos por 146 autores, num total de 9.472 páginas. Nesta Revista Aquae Flaviae , Inquirições de D Afonso III José Dias Baptista teve a árdua tarefa de traduzir três centenas de páginas, de latim bárbaro para Português fluente . Cada uma das 270 páginas tem duas colunas, uma com o português e outra com o latim.
Sobre a Revista, Orlando Alves vereador da Cultura da Câmara Municipal de Montalegre salientou, entre outros aspectos, o seu contributo “para a identidade” da região e suas gentes.
Foi apresentado na noite de 31 de Maio em Montalegre o Livro Revista Aquae Flaviae , Inquirições de D Afonso III da autoria de José Dias Baptista, uma publicação que “sai para a rua” numa altura que o Grupo Cultural Aquae Flaviae, celebra os 25 anos de existência. Desde 1989 publica artigos de factos com índole histórico-cultural.
MJA 01-06-2011
Pedro Silva Pereira, esteve esta sexta-feira (27 de Maio) à noite num jantar-comício em Montalegre com militantes e simpatizantes do Partido Socialista (PS).
"Vim aqui para falar de vitória!" Foram estas as palavras que abriram o discurso do candidato socialista pelo círculo de Vila Real às eleições legislativas.
Uma intervenção que passou pela forte crítica ao Partido Social Democrata (PSD) e ao programa que tem em agenda, no caso deste vir a ser eleito.
Começou por abordar a questão dos co-pagamentos e privatizações na área da saúde, do programa eleitoral do PSD.
"A direita quer a privatização dos cuidados primários de saúde. E quando introduzimos lógicas de rentabilidade financeira, naturalmente que significa uma revisão em baixa do que significa o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que conhecemos. É muito importante a sua cobertura geral, universal e gratuita. Se isso é importante em todo o pais, é sobretudo importante no interior, em que só um SNS presente é que pode assegurar os cuidados de saúde."
Referiu ainda o investimento feito no distrito nesta área: "Fizemos um grande investimento na requalificação nos cuidados de saúde primários em particular nos centros de Saúde como aconteceu aqui em Montalegre, nas Unidades de Cuidados Continuados e estamos a construir vários hospitais. No distrito de Vila Real qualificamos o Centro Hospitalar e em particular o centro oncológico, o centro de oftalmologia da Régua e em Chaves as unidades de hemodiálise. Houve um investimento no SNS. A nossa diferença é que queremos fazer mais enquanto que o PSD pretende por em causa todo o que foi feito até aqui"
Questionado se o SNS terá "arcabouço" para responder as necessidades e se não haverá risco de ruptura refere: "nós estamos a fazer uma intervenção no sentido de reduzir o desperdício no SNS e alterar alguns mecanismos, sobretudo na área da política do medicamento e que nos permite, retirando margens de lucro ao sector farmacêutico ou mesmo ao sector da farmácia, conseguir reduzir e racionalizar as despesas deste sector sem reduzir os cuidados de saúde. A proposta do PSD é contrária, é rever as coberturas do SNS. Aquilo que hoje é gratuito, amanha deixará de ser. Isso não nos parece forma de resolver o seu problema de sustentabilidade financeira. É uma proposta que interessa aos privados, mas não interessa nem à população em geral nem ao interior" concluiu.
Uma das questões muito debatida, desde à anos pelo presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, prende-se com a exploração das cinco barragens existentes no concelho, cinco barragens exploradas há 30 anos pela EDP, onde a câmara não recebe a derrama dos lucros produzidos porque é paga onde a empresa tem a sede. Neste sentido Pedro Silva Pereira disse que: "no caso do Partido Socialista ganhar as eleições, estará previsto que a derrama, aquilo que as empresas pagam em IRC sobre a exploração das barragens, seja revertido a favor dos municípios e da região. Tal como já vai acontecendo com os parques eólicos também as barragens significam mais rendimento para as populações locais. O primeiro-ministro teve a ocasião de anunciar recentemente que a nossa decisão é essa, para o orçamento de estado para 2012."
Na intervenção criticou ainda a forma com Pedro Passos Coelho caracterizou o programa "Novas Oportunidades": "Os 25 mil transmontanos que conseguiram esta certificação com trabalho e empenho, não vão deixar passar esta declaração impune: «trata-se de certificados à ignorância» dita por Passos Coelho.
"Estupefacto" abordou a questão da revisão da Constituição prevista pelo candidato social democrata se constituir governo: "Como é possível um empregado ser despedido sem justa-causa? Um artigo que é proibido o PSD quer mudá-lo. O país não precisa de aventuras e esta agenda trás mais problemas." Afiançou.
Para lá dos investimentos nas acessibilidades e energia, o cabeça-de-lista por Vila Real destacou os investimentos feitos na área social numa dupla vertente: "na educação e escolas construimos 20 novos centros escolares aqui no distrito e requalificamos escolas secundárias e EB 2/3, mas também com os equipamentos sociais, não apenas os lares de idosos, mas sobretudo e até rede de Cuidados Continuados para os nossos idosos. Foi uma enorme mais-valia, já temos 270 camas no distrito de Vila Real. Foi construir do nada uma resposta a uma necessidade que as populações sentiam, as famílias, os mais idosos, que muita vezes ficavam nos hospitais sem um atendimento condigno e esse investimento social é também uma marca que distingue a proposta política do PS e apresentamo-la como uma mais-valia no projecto do PS nestas eleições legislativas.
Perto do final, e com casa lotada disse: "Este é um dos momentos mais altos da campanha socialista do distrito de Vila Real. Estar em Montalegre com este mar de gente, gente solidária, generosa é muito gratificante. É com gente assim que o Partido Socialista ganha!"
Manuela Tender, candidata a deputada pelo círculo de Vila Real pelo Partido Social Democrata às eleições legislativas, na passagem por Montalegre dia 26 de Maio em campanha política, mostrou-se confiante na vitória do PSD a 5 de Junho e como tema central das declarações elegeu as características do seu candidato, cabeça de lista pelo distrito.
Mencionou que: "Pedro Passos Coelho é a opção mais acertada para ganhar as eleições em Portugal." Considerou que há descontentamento e neste momento as pessoas estão receptivas para a mudança com o seu partido, e assim sendo: " a diferença será muito maior no dia 5 de Junho" afirma convencida de uma vitória maioritária."
Considerou ainda que através do debate, transmitido pela RTP, com Passos Coelho e José Sócrates, o líder do PSD "mostrou que é um homem sério, à altura do cargo de primeiro-ministro de Portugal." Enalteceu particularidades, que o candidato por Vila Real diz ter, caracterizando-o como "um líder que sabe discutir as questões, que tem projectos para o país, que sabe defender as suas ideias e que é um homem de carácter. E é desse tipo de gente, com valores, que precisamos na nossa política" frisou.
Quanto a uma possível coligação pós-eleitoral com o CDS-PP diz acreditar na vitória do PSD, no entanto " todos os acordos, todos os entendimentos são bem-vindos para o bem do país" garantiu.
Relativamente para o interior do país (nomeadamente a região de Trás-os-Montes) afirma que o partido laranja diz ter grandes vantagens. "O seu líder é natural desta região, de Vila Real. Conhece muito bem a nossa realidade, as nossas necessidades, aquilo que são as expectativas dos transmontanos. Será de facto uma mais-valia podermos contar com o primeiro-ministro que não ouviu falar de Vila Real, mas sim, que conhece muito bem esta realidade. Estou convencida que o novo governo Social-Democrata trará uma melhoria na qualidade de vida a estas gentes, terá políticas de descriminação positiva relativamente à nossa região."
Manuela Tender conclui ainda: "Os portugueses entendem que têm de fazer sacrifícios se virem que o dinheiro está a ser bem gerido. José Sócrates provou que não saber gerir a coisa pública." E com o tombo do governo provocada pelo PSD diz ser "um grande serviço prestado ao país, provocando a sua queda e eleições antecipadas."
Quanto à gestão que o seu partido pretende executar, no caso de vir a ser constituído como governo, afirma que: "O PSD vai saber gerir, de uma outra forma, atendendo mais às pessoas e não tanto aquilo que são os interesses partidários e procurando salvaguardar o interesse nacional, credibilizar Portugal, contribuir para a estabilização das contas públicas e sobretudo também acudir aqueles que hoje já são muito necessitados, pessoas fragilizadas, o PSD tem um plano de emergência social que colocará em marcha mal ganhe as eleições e seja governo."
Dia 1 de Janeiro de 2002 quem ia acordando da passagem de ano, tentava nas caixas multibanco ou nos cafés, matar uma imensa curiosidade: tocar e ver pela primeira vez as notas e moedas de euro. No dia 1 de Janeiro de 2002 a zona euro tornou-se realidade com a circulação da moeda única em Portugal e em outros 11 países.
O escudo, "arrumou as botas" de vez. Volvidos 9 anos após a entrada em circulação da moeda úncia, olhamos para trás, numa altura em que o velhinho escudo, celebra o centésimo aniversário. A moeda da República Portuguesa foi criada a 22 de Maio de 1911 e vigorou até 28 de Fevereiro de 2002.
No Vozes do Povo desta semana, analisamos o euro, o escudo e a transição de moeda.
Diga-se que mudança não foi fácil, a aprendizagem teve que ser rápida (pois a lei obriga que os preços estejam correctamente nos produtos) e com ajudas de um entendido ou outro na matéria. Tornou-se igualmente complicado, para os compradores e vendedores, (como a informação foi “pouca e louca”), haver uma comunicação clara e esclarecida nas transacções comerciais. Para a D. Lina “ com o euro ficou tudo mais caro, antigamente ia-se ao café e pagava-se 50 escudos, agora são 50 cêntimos, portanto o dobro.” Ao lado a D. Zinda ouvia atentamente a conversa, e acrescentou: “ Agora o dinheiro não rende nada, gasta-se num instante, com 10 contos escudos, ia ao supermercado e trazia muitas coisas, agora é uma desgraça, 50 euros não dá para nada”. E a arrematar no núcleo de intervenções o Sr. Rodrigues, que acabara de tomar o café diz: “ Eu até tenho vergonha, por exemplo, os meus sobrinhos vêm a cada passo à terra, e uma pessoa dá-lhe uma nota, ora dantes com 500 escudos a rapaziada ia toda contente com a nota na mão, e agora com 5 euros, até parece mal…é portanto o dobro.” Como se pode ver, esta mudança, é vista como um aumento generalizado do custo de vida.
Por outro lado, houve ainda quem dissesse que uma das coisas boas, é na ida a Espanha “ Agora já não é preciso irmos cambiar o dinheiro, para ir às compras a Feces de Abaixo, ou a Xinzo de Limia, levamos o dinheirinho na carteira sem preocupações, e até sabemos se uma coisa é cara ou não” disse António, um dos contrabandista de outrora, que ainda conserva o gostinho, de dar um salto ao outro lado da fronteira e trazer uns caramelos prós netos. Uma pergunta comum a todos eles e com resposta unânime foi: “Preferia o escudo ou o euro?” e a resposta foi: “O escudo”. Para a D. Graça, e passados estes anos, “Ainda hoje faço as suas contas, quando tem que fazer os trocos, dar e receber dinheiro”..
António Chaves, Economista, Mestre em Economia Europeia, no Instituto de Estudos Europeus, na Universidade Livre de Bruxelas , é o meu convidado em estúdio este fim-de-semana, no âmbito do programa Vozes do Povo.
Vamos saber o porquê da criação de uma moeda única europeia, os prós e contras na economia portuguesa, que diferenças há no posicionamento do euro na competitividade das empresas.
,natural de Taboadela, a residir em Seara - Salto, Montalegre, celebrou na tarde desta quarta-feira (18 de Maio) o centésimo aniversário, numa festa onde reuniu amigos e familiares.
"Tem 100 anos, mas não parece. Quem olha para ela, dá-lhe uns 80" comenta uma amiga.
Ana conserva ainda uma boa memória, diz que "a cabeça funciona bem". E deu para ver, em meia-dúzia de palavras trocadas.
Senhora afável, com voz de menina e de olhar bonito. Quem a conhece diz que não teve uma vida fácil, mas que conservou sempre um espírito calmo, perante as adversidades da vida.
Em tempos chegou a ter mais de uma centena de cabeças-de-gado, era a agricultura um dos meios de subsistência e a dada altura chegou ainda a trabalhar nas Minas da Borralha, à procura de minério, mas não era fácil.
Actualmente vive com a filha mais nova, num lugar que conta com 12 habitantes. Quando se entra na aldeia, nem sinal de gente. Quem não conhece, até se atreveria a dizer que estaria deserta. Mais lá para diante, umas galinhas na rua, dão o sinal, que afinal, ainda há resistentes. E a D. Ana é uma delas.
100 anos celebrados, numa festa, onde a aniversariante apagou as velas, como que o tempo não tivesse passado por ela.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) realiza esta tarde, (18 de Maio), ás 15H00 na sua sede, em Lisboa, um debate sobre as propostas dos partidos políticos para a agricultura nacional, tendo em vista esclarecer os agricultores portugueses sobre as alternativas de que dispõem para o acto eleitoral do próximo dia 5 de Junho.
Participam o debate António Serrano (PS), Pedro Lynce (PSD), Paulo Portas (CDS), Pedro Soares (BE) e Agostinho Lopes (PCP).
Debate transmitido em directo pela Rádio Montalegre em 97.5 Fm ou em www.radiomontalegre.net
Montalegre engalanou-se para receber mais uma prova do Europeu de Ralicross, e quem se deslocou à pista Trás-os-Montes não deu - de forma nenhuma - o seu tempo como perdido.
O espetáculo foi de gala, e o vencedor, uma 'novidade'. Tanner Foust, um norte-americano que pelos vistos consegue conciliar bem o 'Drifting' com o Ralicross, (ao contrário de Ken Block com os ralis) vencendo e convencendo na final dos Supercar, batendo Andréas Eriksson, também em Ford Fiesta, por uns claros 2,597s.
Nos Super 1600, Andreas Bakkerud repetiu o triunfo de Lydden Hill, em Inglaterra, ainda que seguido de perto por Ulrik Linnemann (Peugeot 207). Nos Touring Car venceu Lars Øivind Enerberg (Ford Fiesta), com grande vantagem sobre Derek Tohill (Ford Fiesta).
Entre os portugueses, já se esperava que fossem eliminados cedo nos SuperCar, e efetivamente ficaram-se pela final C. Pedro Matos (Citroen Xsara) foi 13º e Joaquim Santos, 15º. Nos Super 1600. Mário Barbosa foi o melhor, com o 10º posto, enquanto que Hélder Ribeiro foi 14º, Nuno Ralha 16º e Joaquim Pacheco 17º.
Classificações
Super Car
1º Tanner Foust Ford Fiesta 6 voltas em 4m09,822s
2º Andréas Eriksson Ford Fiesta a 2,597s
3º Timur Timerzyanov Citroën C4 a 3,365s
4º Frode Holte Volvo C30 a 5,541s
5º Liam Doran Citroën C4 a 7,089s
6º Stig-Olov Walfridsson Renault Clio a 8,247s
Super 1600
1º Andreas Bakkerud Renault Clio 6 voltas em 4m20,096s
2º Ulrik Linnemann Peugeot 207 a 0,465s
3º Daniel Holten Citroën C2 a 1,974s
4º Johan Larsson Citroën C2 a 2,537s
5º David Johansson Citroën DS3 a 5,567s
6º Zden?k ?ermák ?koda Fabia a 6,710s
Touring Car
1º Lars Øivind Enerberg Ford Fiesta 6 voltas em 4m24,912s
2º Derek Tohill Ford Fiesta a 5,568s
3º Koen Pauwels Ford Fiesta a 6,472s
4º Roman ?astoral Opel Astra a 12,523s
5º Robin Olsson Peugeot 207 a 15,013s
6º Patrick Mertens VW Polo a 5 voltas
A Rádio Montalegre, volta a associar-se a iniciativas de solidariedade.
Sábado 7 de Maio, acontece a próxima, promovida pela delegação de Montalegre da Cruz Vermelha Portuguesa.
Um jantar e leilão no Montalegre Hotel, cujos fundos revertem em grande percentagem, para esta instituição de solidariedade.
No Vozes do Povo desta semana em estúdio, a presidente da Cruz Vermelha - Montalegre, Deolinda Morais.
Uma entrevista, onde será feita a "radiografia" do concelho de Montalegre, relativamente a situações de pobreza e/ou carência.
Que efeitos se verificam da actual crise, na região do Barroso.
A R.M tem em antena um passatempo, onde por sorteio oferecemos um jantar, a quem se candidatar a ele por email: mariajose@radiomontalegre.net
O único compromisso que queremos consigo (em contrapartida) é que não vá sozinho e leve o(s) amigo(s) e participe nesta noite.
Foi em clima de euforia que os alunos da Escola Secundária Dr. Bento da Cruz foram recebidos anteontem na Praça do Município, em Montalegre, depois de uma longa viagem desde Itália.
Os alunos representaram Portugal no 13º Festival Mundial de Criatividade nas Escolas, em Sanremo (Itália) e conquistaram o primeiro prémio na categoria de música popular. À chegada à vila de Trás-os--Montes, foram recebidos com foguetes, fanfarra e recepção no salão nobre da câmara.
Alexandre Baptista, David Bártolo, Paulo Gonçalves, Tiago Lopes (todos moradores em Montalegre), Catarina Dias, de Gralhós, João Dias, de São Vicente, Luís Rodrigues, de Vilaça, Marcelo Alves, de Antigo de Sarraquinhos, e Vanessa Pereira, de Meixide, com idades entre os 12 e os 18 anos, foram os tocadores de concertina que representaram o País em Itália. E brilharam.
Paulo Gonçalves, de 14 anos, fez questão de explicar toda a emoção, que garantiu ser única e indescritível. "Participar num festival mundial, fora de Portugal, já é muito bom, mas estarmos numa sala com mais de 1500 pessoas e ouvir que a escola vencedora era a Escola Bento da Cruz, de Portugal, foi demais. Ficámos roucos de tanto gritar, pulámos todos juntos com a alegria", explicou. Uma emoção partilhada pelo director do Agrupamento de Escolas de Montalegre, João Surreira.
Fátima Fernandes, vereadora da educação da Câmara Municipal de Montalegre, emocionou-se com o feito dos jovens do concelho. "A nossa juventude é de uma terra tão pequenina, tão isolada e pode ser a melhor em qualquer parte do Mundo", disse a vereadora ao receber os estudantes.
Continuam as buscas do idoso desaparecido em Montalegre na passada segunda-feira, 4 de Abril.
Joaquim Carlos Alves, 84 anos, natural de Montalegre era utente do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre. Na manhã de 4 de Abril, saiu, como habito para o passeio matinal e não voltou para o almoço, como sempre acontecia.
O alerta foi dado de imediato às autoridades, dando-se inicio às buscas.
Foram já várias as pistas seguidas: ourigo, avelar, centro da vila e na tarde desta quarta-feira, nas margens do rio cávado. Segundo uma testemunha, Joaquim do Catorze, como era conhecido, teria passado perto do supermercado Minipreço por volta das 18h00 no dia que desapareceu.
Ate à data as buscas revelaram-se infrutíferas, segundo fonte da GNR de Montalegre.
No terreno estão envolvidos os Bombeiros Voluntários de Montalegre, vários meios da GNR, GIPS, familia e pessoas amigas.
Joaquim Alves, sofre de alzheimer, desloca-se com alguma dificuldade, e no dia que desapareceu vestia uma camisola de cor azul, um chapéu e uma bengala.
Continua desaparecido Joaquim Carlos Alves, 84 anos, natural da Portela na Vila de Montalegre e que é utente do Lar de S. José da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre.
O Sr. Joaquim do Catorze, como é conhecido na vila de Montalegre, saiu esta segunda-feira (4 de Abril de 2011) mais uma vez, como era hábito todas as manhãs, cerca das 9h30 do Lar de S. José para a sua rotina diária.
Um passeio pela vila de Montalegre, que incluía a zona do Castelo e a Portela, onde residiu, mas ao meio-dia estava sempre no Lar para o almoço, no entanto esta segunda-feira não regressou.
Funcionários do Lar e Familiares começaram desde logo a procurá-lo, foi dado o alerta à GNR, durante toda a noite as buscas prosseguiram mas até agora sem qualquer sinal do Sr. Joaquim do Catorze, como nos conta Luísa Pereira, directora técnica do Lar de S. José da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre.
“Crescer em Segurança” foi o mote para o concurso de Segurança e Prevenção Rodoviária, promovido pela Rádio Montalegre, Governo Civil e GNR, que decorreu de 21 de Fevereiro a 25 de Março nas escolas do 1º ciclo de Montalegre, onde os alunos receberam acções de sensibilização pelo núcleo Escola Segura da GNR.
Ensinamentos que visam alertar para a Segurança e que continuaram a ser abordados na sala de aula, com a elaboração de trabalhos (1º e 2º ano - desenho, 3º e 4º ano composição).
Ainda neste âmbito, de 21 a 25 de Março decorreu a Semana da Segurança e Prevenção Rodoviária, com exposição dos trabalhos realizados e com actividades práticas de algumas normas já transmitidas: como atravessar uma passadeira, actividade onde os encarregados de educação ensinaram os filhos a fazê-lo correctamente. No último dia teve lugar a cerimónia de encerramento e entrega de prémios no auditório municipal, com casa cheia e presença de algumas entidades.
Fátima Fernandes, Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Montalegre começou por enaltecer o trabalho desenvolvido pela organização: Rádio Montalegre e GNR, seguindo-se as felicitações a todos os alunos presentes. “Eu tenho a certeza absoluta que todos vocês aprenderam muito bem a estas regras todas que são fundamentais. Ter cidadãos tão competentes, tão responsáveis é isso que dá orgulho a qualquer autarquia.”
João Surreira, presidente da Comissão Provisória das Escolas de Montalegre mostrou agrado nesta cerimónia: “ é importante desde pequenos adquirirem certas normas, que pelo que vi aqui, fora bem assimilados. Parabéns a todos aqueles que tornaram esta iniciativa possível.”
Jorge Costa, Capitão da GNR do Destacamento Territorial de Chaves, corroborou as afirmações anteriores, mostrando satisfação na forma produtiva como as crianças interiorizaram certas regras.
A terminar a jornada, a demonstração de meios usados pela Guarda Nacional Republicana, que fascinou a pequenada.
Já no final quando se perguntou: “Gostaram de participar neste concurso? Aprenderam um pouquinho mais? A resposta não se fez tardar e em apoteose disseram: “Simmmm.”
Recorde-se que esta actividade vem no seguimento de outras que a Rádio Montalegre, Governo Civil e GNR têm levado a efeito desde à uns anos a esta parte, destinadas a públicos de diferentes faixas etárias, dentro e fora da escola, sempre sobre o mote Segurança e Prevenção.
Está a decorrer no concelho de Montalegre a campanha “A Segurança Não Tem Idade”, acção no âmbito do Programa Apoio 65 - Idosos em Segurança, do Ministério da Administração Interna, levada a cabo pela GNR, que tem como objectivo garantir as condições de segurança e a tranquilidade das pessoas idosas, ajudar a prevenir e a evitar situações de risco, e principalmente os que vivem mais afastados ou isolados dos centros populacionais mais activos, estão a ser contactados e recolhidos dados no terreno de situações de isolamento, pessoas idosas que por um ou outro motivo estejam a residir sós.
«Pretende-se com esta iniciativa criar uma maior proximidade e conhecimento de casos vulneráveis, no sentido de verem na GNR alguém próximo, e que podem contactar no caso de necessidade» informou fonte da GNR de Montalegre, que na tarde desta quinta-feira, foi até Travassos do Rio, aldeia do concelho de Montalegre, contactar 4 casos que se enquadram neste perfil.
Augusto Rodrigues, homem na casa dos oitenta, vive só desde que tem memória, solteiro e está habituado a viver assim. «Tenho uns primos em Covelães, mas não fazem caso de mim. Estou sozinho e foi sempre sozinho.»
Questionado se queria ir para um Lar, responde: «Já lá estive uns meses, mas, não gostei, não me agradou. E voltei para aqui.»
Vive actualmente numa casa com as condições mínimas, mas nem sempre foi assim:
«A minha casa não era assim, a Câmara de Montalegre é que ma ajeitou, assim vê: tenho aqui a cozinha o quarto, estou bem agora."
Augusto não sabe ler nem escrever, não conhece os números, resta a solidariedade dos vizinhos. «Quando precisares vais lá que eu ajudo-te a telefonar» diz uma senhora que ouve a conversa dos agentes da GNR com Augusto Rodrigues, quando lhe é deixado o contacto de telefone, na eventualidade de vir a precisar.
Mais meia-dúzia de metros encontramos o Sr Peirezo que conta já com 90 anos «como aquilo que me apetece, de manha cedo é uma sopinha, com 2 colheres de açúcar e pão e um pouco de água. Depois, como aquilo que calha. Os meus filhos visitam-me, e a minha sobrinha, é que vem às vezes e traz-me me algumas coisas.» E quando está doente? «Já à 10 anos que não tomo medicamentos.»
Na rua de baixo, Manuel Caselas outro octogenário, acabado de chegar da feira quinzenal de Montalegre, abre a porta. Viúvo há pouco tempo, sente muito a solidão. Quem o conhece diz não ser fácil ele ambientar-se às pessoas, e guarda na memória e no coração tempos difíceis do tempo de menino.
«Ninguém quer saber de mim, eu gostava de encontrar uma mulher, que tomasse conta de mim”. É a minha vida..Já não como sozinho, vem a mulher de Padroso fazer-me o jantar.» Antigamente era homem forte, «com uma mão era capaz de domar uma vaca».
Hoje os tempos inverteram-se, e coisas simples diz já não conseguir fazer: «Preciso ser lavado e que me façam a barba, tenho as mãos assim, que não me deixam….Nada, não encontro ninguém que me ajude, ninguém faz caso de mim».
Manuel até nem se importava de ir para um Lar, mas a espera torna-se longa. Só no próximo ano terá vaga.
«Quando precisar de ajuda, ligue-nos. Nós vamos passar por aqui de vez em quando para ver se está bem.» Arremata um agente da GNR antes de se direccionar para a vizinha Maria, a última da agenda.
Maria, menina solteira, de 69 anos nunca casou e viveu sempre com os pais, que já faleceram à uns anos. «Quiseram-me levar para a França, tenho uma cunhada que é toda cheia de nove horas, e se fosse para a outra irmã, zangavam-se uns com os outros. Assim estou na minha casa.» Também desconhece as letras e os números, «não tenho televisão, e água canalizada meti-a há pouco tempo.»
Já quase no final da visita, os agentes deixam mais meia-dúzia de conselhos a ter em conta em situações de burla. Maria, que diz não ser lorpa afirma: “Eu não sei ler nem escrever, mas não sou boa de enganar.»
A Segurança Não Tem Idade, acção levada a cabo pela Guarda Nacional Republicana está a decorrer em todo o concelho de Montalegre, com o intuito de aumentar o grau de confiança e conhecimento junto da terceira idade, conseguindo-se assim uma sinergia mútua entre esta força de segurança e os idosos, com um levantamento exaustivo dos casos que vivem sós.
Arrancou esta segunda-feira a Semana da Segurança e Prevenção Rodoviária, na escola Básica do 1º ciclo de Montalegre.
Iniciativa inserida no âmbito de um concurso sobre esta temática que teve inicio a 21 de Fevereiro, com acções de sensibilização teóricas levadas a cabo, pelo núcleo Escola Segura da GNR.
Um mês depois acontecem sensibilizações práticas, com o apoio da Associação de Pais das escolas de Montalegre, onde os encarregados de educação ensinam os filhos a atravessar passadeiras.
De referir que no espaço que compreende as acções teóricas e práticas, as crianças trabalharam na sala de aula questões relacionadas com a Segurança, elaborando trabalhos, que se encontram em exposição esta semana no átrio da escola.
Este iniciativa termina esta sexta-feira, com a cerimónia da entrega de prémios a todos os participantes seguindo-se uma demonstração de meios da Guarda Nacional Republicana.
Recorde-se que esta actividade vem no seguimento de outras que a Radio Montalegre, Governo Civil e GNR têm levado a efeito desde à uns anos a esta parte, destinadas a públicos de diferentes faixas etárias, dentro e fora da escola, sempre sobre o mote Seguança e Prevenção.
Teve lugar na manhã de 21 de Março, no auditório da Cooperativa Agrícola de Montalegre, uma assembleia-geral com os sócios. Cerca de trinta marcaram presença para ouvir, na palavra do então presidente José Justo, algumas justificações relativas ao estado actual daquela instituição.
José Justo, argumentou que a não apresentação de contas se deve ao facto de documentos importantes estarem na posse do Ministério Público, no âmbito de uma investigação que teve inicio a 14 de Dezembro de 2009. No entanto, segundo o próprio, foi já solicitado o envio dos mesmos, para que as contas sejam apresentadas.
“Esta instituição tem perdido vitalidade, muito por causa das directrizes governamentais da agricultura e por outro lado a situação dos ex-funcionários, os primeiros que saíram, depois outros e outros. Todo o dinheiro ficou congelado “ afirma.
Foi decidido por maioria absoluta nesta reunião a venda do armazém, situado no Bairro do Crasto, Montalegre para suposta liquidação de dívidas.
Luís Barroso da Fonte, um dos associados presentes mostrou o seu descontentamento face ao apresentado por José Justo nesta assembleia, considerando as afirmações pouco transparentes: “ Está a mentir com todas as palavras, as contas que nunca apresentou certas… Ninguém confia, e mesmo os restantes membros, estão contra. Ninguém se pronuncia, mas eu falo. Este senhor não disse por quanto a Cooperativa está empenhada. Não disse o valor que vai ser vendido o armazém…etc”
O então presidente da assembleia, referiu ter “passado e obra feita, não estou agarrado ao lugar” e neste seguimento, apresentou a demissão do cargo que ocupada desde 1975. Fernando Abel, um dos presentes diz acreditar “na viabilidade desta instituição, mas com o presidente demissionário e a união de todos.”
Outra das novidades trazidas foi a mudança do pagamento/subsídio que a autarquia de Montalegre destinou aos agricultores. Até então a Cooperativa recebia essa verba, a partir de agora esse valor será pago directamente ao agricultor, ou seja o produtor paga a sanidade animal à Associação de Defesa Sanitária, e só no ano seguinte recebe o valor da quantia já desembolsada.
Já no final a questão do Matadouro do Alto Tâmega e Barroso (MRAB), infra-estrutura que custou 4500000 euros, e que tem actualmente uma dívida de 450 mil euros. O presidente do conselho de administração confessou: “Atravessei os meus bens para ajudar a pagar, não pertenço ao grupo de oportunistas” num altura que este local de abate de animais, carece urgentemente de investimento. Ainda neste sentido, José Justo diz ter contactado várias autarquias da região para aumentar o capital social. Confirmadas, segundo o próprio, estão as de Cabeceiras de Basto e Valpaços, está última que entrará com 50.000 euros.
Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, questionado face a um possível investimento, deixou claro que ” a autarquia fez um segundo aumento de capital social. O que tínhamos a apoiar já foi feito. Temos que tentar encontrar uma solução para este problema de emergência, mas que a celeuma não retorne, passados 2 ou 3 anos. É preciso investimento, alguma modernização, profissionalização, fazer alguns investimentos para reduzir custos, nomeadamente nas energias renováveis. Mas para isto é preciso dinheiro, que é cada vez mais escasso. “
Recorde-se que recentemente a Comissão Parlamentar de Agricultura, visitou as instalações do MRAB, e na altura Pedro Soares, presidente da Comissão referiu: “Há um mau planeamento do governo sobre infra-estruturas para abate de animais. Devia existir uma rede de abate, que permitisse a rentabilização destas unidades e ao mesmo tempo fácil acessibilidade para os produtores. Há uma solução, para além de ter que haver boa gestão, ser ultrapassado com apoios da autarquia e administração central a situação difícil que se vive no matadouro, acho que só há uma solução que passa pelo aumento à produção, concerteza que a capacidade instalada no matadouro assim será melhor utilizada e rentabilizada. O rendimento daí retirado, pode contribuir também para diminuir esse passivo. A outra solução é encerrar e as instituições que estão ligadas ao matadouro tenham que arcar com esse passivo, mas é uma má solução.”
José Justo nesta assembleia, deixou a esperança que a agricultura e pecuária do Barroso chegue a bom porto, porém “tudo ficou pela subjectividade e pouca clareza da real situação da Cooperativa Agrícola de Montalegre, um discurso que ficou pelas nomeações de acções feitas pelo próprio, dizendo-se vítima de “alguns senhores”, de ingratidão por parte de outros, e da parte que nos interessa, passou por cima. Saio daqui sem saber, o que funciona, o que não funciona, quanto devemos e o que tem sido feito” comentou no final um sócio que preferiu manter o anonimato.
A Comissão de Agricultura de Desenvolvimento Rural e Pescas, fez um périplo de 13 a 15 de Março ao Barroso e Nordeste Transmontano com o intuito de percepcionar de perto, as actividades e projectos na área da agricultura e pecuária.
Do encontro constou, no âmbito da região do Alto Tâmega e Barroso, um balanço da implementação do Programa Leader II, programa que tem como objectivos permitir aos agentes e territórios rurais valorizar as suas próprias potencialidades, contribuir para o desenvolvimento económico, social e cultural do meio rural.
Em agenda esteve também o projecto da batata-de-semente e análise de constrangimentos na produção e comercialização da batata de consumo da Cooperativa Agrícola Norte Transmontano.
Em Boticas, o encontro teve lugar com produtores de raças autoctones de Trás-os-Montes, e ainda no âmbito do Leader, a Comissão pretendeu constatar de perto, se estas execuções seguiram este trâmite com sucesso.
A culminar esta passagem da Comissão de Agricultura Desenvolvimento Rural e Pescas, aconteceu uma reunião com Associações da Agricultura e Desenvolvimento Rural do concelho de Montalegre, onde as principais questões debatidas e apresentadas pelas Associações locais presentes prenderam-se com o desenquadramento do PRODER no interior do país, as ajudas à produção, a criação de um banco de terras e ainda a passagem plo Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega.
No Vozes do Povo desta semana (19-03) na Rádio Montalegre, entrevista a Pedro Soares - Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas.
O tema centrar-se-á na agricultura e pecuária do Barroso, os apoios à produção, o PRODER, o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso...
PARTICIPEM NA ENTREVISTA A REALIZAR A JOSÉ MÁRIO BRANCO!
Depois da entrevista com Fausto, Sérgio Godinho, já so faltava o José Mario Branco.
Uma vez mais, podem ser parte activa na entrevista que vamos realizar a José Mario Branco, ou seja, enviem as vossas questões para este email maria_radio_@hotmail.com , que nós tratamos do resto.
"Não tem brasileiras, não tem samba, não tem biquínis...mas tem muita animação, muita alegria e participação, e muita tradição." diz Jerónimo Fernandes oriundo do Porto e que pela primeira vez assiste ao Entrudo no Barroso, em Cabril na terça-feira de Carnaval.
Eram já 2 da tarde, realmente o tempo não está para brincadeiras, céu encoberto, que parece querer assombrar o cortejo, que daqui a pouco vai sair à rua.
Uma pinga cai, outra e outra "parece que vai chover, mas Deus nosso Senhor, não vai deixar" diz a D. Maria pronta para assistir ao que está agendado para esta tarde, lá na aldeia.
A tradição voltou a cumprir-se numa altura em que o Carnaval se celebra um pouco por todo o lado, há aqueles que visam perpetuar tradições, através das mesmas dar vida às aldeias, muito por vontade das gentes locais, e do apoio do Ecomuseu de Barroso.
Assim aconteceu em mais uma edição na terça-feira de Carnaval, onde os caretos saíram à rua, de diversas formas e feitios. "Eu vou de meio Bispo meio Padre, esta cruz é para exorcizar o mal que por aqui anda" diz um jovem participante "já cá ando desde os 9 anos de idade". Ali ao lado, depois outro amigo que diz: "A minha figura é o que aqui está metade índio metade não sei o quê...já faz 3 anos que participo. Gosto da brincadeira, estive bastante tempo fora e isto para mim é um orgulho aqui para Cabril."
E com apoio daqui e dali, assim se compõe a folia.
A sátira social esteve também presente, característica desta época festiva."Sou engenheiro ao Domingo." pode ler-se nas costas de um participante."É como o Sócrates, tirei o curso ao Domingo." justifica o mascarado o porquê de eleger este disfarce.
Um cortejo que percorreu as ruas todas da aldeia, com paragens obrigatórias em determinados locais, onde o dono da casa, oferecia ao careto uma malga de vinho para andar caminho.
Um desfile feito com gente jovem para público menos jovem. Atentos e no lugar da frente estavam os utentes do Centro Social e Paroquial de Cabril. "Eu mascarado já ando há muito, dou os parabéns a esta malta. Sentadinho aqui numa cadeira, também participei no teatro. Muito bonito!". Diz alegremente um utente da instituição, batendo palmas a quem animava o recinto. "Acho muito bonito isto tudo, na minha altura, não me mascarava, não havia dinheiro para comer quanto mais...mas hoje gostei muito" afirma, uma senhora na casa dos oitenta sentada na fila da frente do Pelourinho, que serviu de palco para "O pranto de Maria Parda" peça de teatro de Gil Vicente que data do Sec. XVI trazida a Cabril pela companhia de teatro Filandorra.
A personagem principal da peça é uma mulher que morreu à sede de vinho, andou de taberna em taberna à procura de quem lhe pagasse um copo, mas ninguém o fez.
David Carvalho, director da Filandorra no final da peça mostrava-se emocionado com o público presente: "Fui tocado pela mão de uma senhora, agarrada a mim, quase a chorar e a dizer: "Obrigada, obrigada.” Realmente, com este tipo de experiência, nós actores levamos daqui alma e contentamento".
Uma dupla efeméride, assinalada a preceito por este grupo de teatro, não fosse Carnaval e o dia da Mulher.
José Fernandes da Junta de Freguesia de Cabril fez um balanço positivo, com a elevada participação de jovens no evento."Está cada vez melhor, a novidade este ano foi a peça de teatro, contamos com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre e Ecomuseu de Barroso. Está em crescendo, é para continuar." afirma o edil.
O culminar da jornada aconteceu à noite com a queimada do Entrudo, voltando a reunir no centro da aldeia todos os entusiastas desta actividade.
A tradição voltou a cumprir-se, terça-feira de Carnaval em Cabril, aldeia do concelho de Montalegre, numa iniciativa, que visa dar vida à localidade e simultaneamente perpetuar tradições.
A Comissão de Agricultura de Desenvolvimento Rural e Pescas, faz um périplo de 13 a 15 de Março ao Barroso e Nordeste Transmontano com o intuito de percepcionar de perto, as actividades e projectos na área da agricultura e pecuária.
Do encontro consta, no âmbito da região do Alto Tâmega e Barroso, um balanço da implementação do Programa Leader II, programa que tem como objectivos permitir aos agentes e territórios rurais valorizar as suas próprias potencialidades, contribuir para o desenvolvimento económico, social e cultural do meio rural, suscitar um espírito de cooperação entre municípios, freguesias e lugares, de modo a despertar solidariedades que reforcem o desenvolvimento das regiões, sensibilizar a população para a riqueza do património da região, responsabilizando-as pela sua preservação e valorização e criar hábitos de convívio entre a população local, favorecendo os contactos entre os residentes e os visitantes.
O Leader II em suma tem como finalidade, fomentar o emprego, proteger o meio ambiente e a cultura local, além de promover a reativação económica do sector empresarial instalado nas zonas rurais.
Em agenda está também o projecto da batata-de-semente e análise de constrangimentos na produção e comercialização da batata de consumo da Cooperativa Agrícola Norte Transmontano.
Em Boticas, o encontro terá lugar com produtores de raças autotones de Trás-os-Montes, e ainda no âmbito do Leader, procurou-se evidenciar pelas suas diversas intervenções a importância da função patrimonial da agricultura e da pecuária. O objectivo é sobretudo a revalorização de raças autóctones ou de fileiras tradicionais em crise. A Comissão pretende constatar de perto, se estas execuções seguiram este trâmite com sucesso.
Recorde-se que dia 8 de Outubro do ano passado, em Vila Real, o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Pedro Barreiro, e a Gestora do PRODER, Gabriela Ventura, entregaram os Contratos de Financiamento aos beneficiários dos projectos aprovados para toda a região Norte, referentes às medidas de Apoio da Abordagem LEADER do Programa PRODER.
Nesta primeira fase, na região Norte, o investimento rondou os 66 milhões de euros e serão criados 791 empregos directos, num total de 456 projectos apoiados. No entanto, O Secretário de Estado, deixou em nota de rodapé, que os jovens devem apresentar as suas candidaturas, pois há fundos comunitários disponiveis para o efeito.Ainda na ocasião, Rui Barreiro disse que estes contratos «são um incentivo à criação e desenvolvimento de microempresas, promovendo também o desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer e de outras que se prendem com a conservação e valorização do património e serviços básicos para a população rural.»
Considerou ainda estas medidas como « fundamentais para o crescimento equilibrado do país, são uma boa forma para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem nos meios rurais e os projectos que foram aprovados são exemplo disso.» Na região do Alto Tâmega e Barroso serão criadas no âmbito destas candidaturas aprovadas 43 empresas, com 44 postos de trabalho, um apoio financeiro no valor de 7 milhões 895.226 euros.
Apoios financeiros que o Governo diz serem todos utilizados, já a oposição questiona a sua devolução a Bruxelas.
A culminar esta passagem da Comissão de Agricultura Desenvolvimento Rural e Pescas, está agendada uma reunião com Associações da Agricultura e Desenvolvimento Rural do concelho de Montalegre.
A II Mostra de Produtos Típicos a ter lugar de 5 a 8 de Março em Pitões das Júnias - Montalegre, foi o mote para a transmissão em directo das tradições desta aldeia recôndita do Portugal profundo para o Mundo, através do Portugal em Directo da RTP, na tarde desta terça..
Foram realizados vários directos, onde se enalteceu o trabalho realizado in-loco, pelas gentes e... Ecomuseu de Barroso em prol do desenvolvimento local, através dos seus recursos endogenos.
Segundo o jornalista Rui Sá da televisão pública, com as várias entrevistas realizadas na aldeia neste directo pretendeu-se mostrar os atractivos que esta terra tem, não só estes dias, mas também durante todo o ano. "Através desta projecção, este ano concerteza que o número de visitantes vai aumentar, e é também um dos nossos objectivos com estas transmissões, promover o turismo rural e os produtos locais" concluiu.
Montalegre, está aí! Para dar e vender hehe. Assente naquilo que é a genese de uma região: a sua Identidade!
David Fonseca fez uma viagem no tempo com Maria José Afonso, onde as memórias foram evocadas da sua carreira.
Este é um excerto da mesma, a restante é para ser ouvida na Rádio Montalegre em Março.
Teve inicio esta segunda-feira a campanha de Segurança e Prevenção Rodoviária nas escolas do concelho de Montalegre. Uma iniciativa que resulta de um protocolo da Radio Montalegre e Governo Civil de Vila Real, onde através da GNR se sensibilizam as crianças relativamente a cuidados vários a ter em conta no dia a dia. Para 2011, mudamos o molde, que pode ser visto nesta reportagem da TV Barroso.
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), também conhecido por Zeca Afonso,foi cantor e compositor.
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960 do século XX e se prolongou na década de 70, sendo dele originárias as famosas canções de intervenção, de conteúdo de esquerda, contra o fascismo. Zeca Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura fascista vigente em Portugal entre 1926 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), comandados pelos Capitães de Abril, que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.
As sucessivas interpretações das suas músicas por outros artistas, evidencia a sua imortalidade.
E porque hoje se assinala a data do seu falecimento, a Radio Montalegre rende-lhe homenagem, com a fantástica interpretação de Cantigas do Maio por Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti.
Este fim-de-semana na R.M, Maria José Afonso apresenta-lhe p´la mão do Dr. Barroso da Fonte, mais uma personagem do Barroso.
Ficou conhecido como O Manteigueiro...era de Medeiros , saiu desta região no sec XVIII e rumou à capital.
Chegou a "Fidalgo" e saiba de que forma se relacionou com os de Vilar de Perdizes. Conheça a sua história, este sábado no Vozes do Povo da Rádio Montalegre.
PEDRO SOARES - Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura enaltece Feira Fumeiro
O deputado e Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura, Pedro Soares, passou por Montalegre na XX Edição da Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, onde discutiu com os agricultores e associações locais o Projecto do Bloco para a criação de um Banco Público de Terras.
Pedro Soares juntou-se, no domingo, às milhares de pessoas que visitaram um dos mais populares certames transmontanos, e percorreu a Feira na companhia do presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues e do presidente da Cooperativa Agrícola de Boticas, Álbano Álvares considerando que a mesma “é um exemplo de dinamismo do mundo rural e da Região do Barroso e a prova de que o declínio do sector não é nenhuma inevitabilidade”.
Numa breve conversa com a jornalista Maria José Afonso, caracterizou a importância deste certame para o mundo rural.
Pedro Soares - É com muito gosto que aqui estou, a primeira vez que aqui vim, foi o ano passado. Fiquei surpreendido com a dinâmica económica cultural de desenvolvimento da feira e como é óbvio, não poderia deixar de dar esse contributo também este ano, de valorização daquilo que é a produção agrícola, combate a desertificação, aquilo que são também as iniciativas das autarquias, que cada vez mais têm papel nesse desenvolvimento rural e na promoção da produção agrícola. Esta feira em Montalegre é um exemplo para o país, para o nosso governo, para o ministério da agricultura. A agricultura não é um sector económico em perda, pelo contrário, desde seja apoiado valorizado, é um sector económico fundamental ainda para mais, numa situação de grave crise económica e social como o país está a viver, a agricultura é um meio de promover a economia, postos de trabalho de promover a fixação das pessoas nas regiões do interior, ainda para mais com produtos de qualidade como aqueles que temos oportunidade de ver aqui nesta feira. O governo esta muito virado para a exportação e eu estou convencido que os produtos que aqui estão têm essa capacidade para se exportados. Por isso mesmo a Feira do Fumeiro é uma montra excepcional.
Maria José Afonso - Como interpreta o facto de tantos milhares de euros de fundos comunitários destinados à agricultura para Portugal, ficarem na gaveta, não serem utilizados…
Pedro Soares - Isso tem que ser uma explicação que o ministro da agricultura tem que dar.
Não só de fundos europeus que ficam na gaveta como fundos que tem que ser devolvidos. Sabemos que o governo português vai ter que devolver mais de 100 milhões de euros, precisamente por não ter cumprido um conjunto de regras fundamentais. Isso é uma sangria em termos económicos do país e em particular da agricultura. O PRODER está com uma taxa de execução baixíssima, na ordem dos 28%, quando devíamos estar muito perto dos 50%.
Isto tem a ver com um facto que nos temos referido com grande insistência que: nos últimos anos houve uma enorme desvalorização da agricultura e do mundo rural. Precisamos de valorizar em termos económicos sociais e políticos esta área. E é precisamente essa talvez seja a questão essencial. Quando se fala na necessidade de investir na agricultura pensa-se “bem não será melhor investir noutros sectores da economia?”. Não. Tem que se investir na agricultura, é uma grande área de desenvolvimento com grande capacidade de progressão, ocupação das populações, criação de postos de trabalho e inclusivamente de promoção de grandes produtos de qualidade de âmbito regional. A valorização necessita ser feita. Lamentamos que nem todas as entidades com responsabilidades na área nem sempre o façam.
Manuel Duarte, presidente da Junta de Freguesia da Chã, referiu ter-se deslocado recentemente à Galiza para se inteirar do projecto do Bantegal, que consiste num banco público de terras e abordou o deputado face a esta questão que respondeu da seguinte forma:
Pedro Soares - Essa é uma questão que preocupa a Assembleia. Um banco é a melhor forma de combater o abandono agrícola, e por outro lado proporcionar também que uma nova geração entre na actividade agrícola. Como se sabe a União Europeia tem fundos específicos para jovens agricultores, o problema é que nesta região por exemplo, apesar de haver muito espaço, há pouca terra agricultável, e muita da que existe está abandonada, por razões várias. Essas pessoas podem registar essas propriedades no banco de terras. A sua titularidade fica lhe assegurada pelo estado, e ao mesmo tempo recebem o arrendamento por essa terra. Neste momento há já um projecto de lei em debate na Comissão Parlamentar de Agricultura, estamos à espera, há um compromisso do governo que apresente contributos para essa legislação até ao final de Fevereiro, e esperamos ate final de Março ter uma novidade positiva.
A Rádio Montalegre e o Hotel de Montalegre, propõe-lhe uma magnífica noite de S. Valentim.
Que tal, um jantar romântico, com um violinista, com direito a estadia de uma noite no hotel com sauna, piscina, banho turco.....?
Para se habilitar a ganhar, so tem que enviar uma frase, onde inclua as palavras S. Valentim e Montalegre Hotel para o email: maria_radio_@hotmail.com ou sms para 913 452 870
O autor frase da mais criativa, passa uma noite inesquecivel, a custo zero.
Mais um passatempo da sua Rádio ;)
(Podem participar ate 12 de Fevereiro, e boa sorte)
Carlos Zorrinho, Secretário de Estado da Energia e da Inovação foi uma das presenças na inauguração do Parque Eolico de Terra Fria - Montalegre. Numa breve troca de palavras com a Rádio Montalegre, referiu a importância que esta inauguração assume.
RM - Montalegre é um rico contributo para o país, na área das energias renováveis…
Carlos Zorrinho - Obviamente o Barroso é uma bateria de energias renováveis, isso é muito importante para o país, e desenvolvimento desta terra e é necessário tirar partido dessa oportunidade.
Foi aqui reivindicado pelo presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que possa haver uma maior relação entre a riqueza aqui criada e o desenvolvimento regional. Certamente isso será conseguido.
Mas queria em particular como Secretário de Estado da Inovação e da Energia agradecer muito às gentes do Barroso, aquilo que estão a contribuir para a economia do país.
Esta é uma energia que não importamos, é uma energia que substitui combustíveis fosseis que poluem o ambiente, cria muita riqueza para Portugal. Estas torres são fabricadas cá, e também exportadas. Significa que está a acontecer desenvolvimento. É muito importante que esta terra esteja também associada ao desenvolvimento.
Quando pudermos usar esta energia, que é produzida, nos nossos carros, nos eléctricos, então entraremos numa área fundamental que é a dos transportes e estaremos a dar um passo ainda mais importante neste domínio.
No Vozes do Povo desta semana, fique a saber o que se passou na inauguração do parque eólico Terra Fria de Montalegre, presidida pelo primeiro-ministro José Socrates, que se fez acompanhar pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, pelo secretário de Estado da Energia e da Inovação, Carlos Zorrinho, e pelo presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues.
Um investimento de 126 milhões de euros com capacidade para fornecer energia a toda a região do Alto Tâmega. Ao todo são 48 torres eólicas para abastecer 150 mil habitações por dia.
Para conhecer o que foi dito na cerimónia de inauguração este sábado, repete domingo.
Na passagem do Governo por Montalegre, no âmbito da inauguração do Parque Eólico Terra Fria, um investimento de 126 milhões de euros com uma produção média de energia anual de 260 gigawatts, o que equivale a uma facturação anual de 20 milhões de euros (segundo fonte governamental) e numa altura em que, Montalegre contribui uma vez mais para o aumento do P.I.B em Portugal, agora também com os parques eólicos, aRádio Montalegre questionou o Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira relativamente a esta questão, onde a capital do Barroso gera grandes fontes de receita para Lisboa e as contrapartidas são muito poucas…
MJA - O concelho de Montalegre, contribui em grande escala para a produção de riqueza no país. Primeiro com a energia hidroeléctrica, depois a eólica. No entanto, o retorno, de tanto que dá é pouco. Recordo, uma situação que se arrasta à anos, e que tanta falta faz ao concelho, a beneficiação da estrada nacional 103...
PSP -Estamos a fazer grandes investimentos na região de Trás-os-Montes em muitos sector, quer no da energia, nos centros escolares mas também na rede rodoviária, acessibilidades.
Nunca se fez tanto investimento na região transmontana. Como é sabido esta em obra a auto-estrada transmontana, túnel do Marão, e também o compromisso com a beneficiação da estrada nacional 103, que beneficia Montalegre continua na nossa agenda. Continua como um projecto que consideramos necessário concretizar, portanto Montalegre vai poder contar com esse contributo.
O Parque Eólico de Terra Fria, Montalegre, um investimento de 126 milhões de euros, foi inaugurado esta sexta-feira pelo primeiro-ministro, tendo «capacidade para fornecer energia a toda a região do Alto Tâmega», disse à Lusa o presidente da câmara.
Além de José Sócrates, na cerimónia de inauguração esteve presentes o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, o secretário de Estado da Energia e da Inovação, Carlos Zorrinho, e o presidente da câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues.
Segundo o autarca, o parque eólico é composto por 48 torres eólicas (aerogeradores), com uma potência instalada de 96 megawatts e vai poder abastecer 150 mil habitações por dia e «ainda sobra energia».
Por ano, a produção média de energia será de 260 gigawatts, o que equivale a uma facturação anual de 20 milhões de euros, segundo fonte governamental.
A redução de emissões de CO2 é de 117,5 mil toneladas por ano e a poupança estimada na importação de combustíveis fósseis é superior a 7 milhões de euros anuais.
Com este investimento, a autarquia recebeu «860 mil euros verba negociada com a ENEOP, empresa proprietária dos parques, como contrapartida imediata para o município».
Além deste montante, «a câmara de Montalegre vai receber 50 mil euros mensais, fruto dos 2,5 por cento de produção total do Parque Eólico», acrescentou Fernando Rodrigues.
O Parque Eólico de Terra Fria situa-se a 1.200 metros de altitude, entre as barragens de Alto Rabagão, Paradela e Venda Nova e Salamonde.
Actualmente, Portugal tem 206 parques eólicos com 2.027 torres eólicas, o equivalente a uma potência eólica de 5% do total instalado na Europa. Em 2009/2010, a percentagem de nova potência instalada foi de 10%, um crescimento superior à média europeia.
Dizem que o frio é conforme a roupa, e nestes dias o frio parece ser maior que o comprimento da manta. Isso não tira lugar às boas novidades e é com agrado que vemos a aproximação da realização de mais uma feira do fumeiro. Foi há 20 anos que se realizou o 1º certame, um acontecimento cuja amplitude ainda se desconhecia, uma espécie de caminho face ao desconhecido. Mas a forma como se desenvolveu, a adesão que teve da população, agricultores e pessoas que nos visitaram, tiveram, em cada ano, em crescendo uma festa, um convívio, um lugar de prazer e de presígo, que hoje honra toda a região de Barroso.
Começou-se na altura e com passos tímidos, num pequeno espaço situado na zona agrária, ali se servia o caldo, pela mão do Sr. João Ricoca e esposa, que aquecia o estômago e também o espírito, acompanhado do bom pão centeio de Barroso, cozido no forno de lenha e a acompanhar os grelhados das delícias barrosãs.
O engrossar do número de visitantes deste certame levou a que se procurasse um novo local, transitando para o antigo gimnodesportivo, onde cabia mais gente, a muita gente que já havia sido conquistada pela pureza que esta região emana. Tal como o velho slogan de uma marca japonesa, esta feira do fumeiro veio para ficar, é como as árvores que crescem ou morrem, e esta cresceu e cativa gente de todo o sítio do país, é um prazer para os barrosões recebê-los com ou sem neve, com ou sem chuva, que hoje vêm aqui como que peregrinação, ao S. João das Chouriças.
Estamos em vésperas de mais um acontecimento, e suponho que esse caudal vai continuar em crescendo, não há crise que a atrapalhe, porque se tornou num centro de convergência de alegria, festa e bons petiscos, bons produtos, e hoje assume-se como uma romaria indispensável no calendário da festas da nossa terra.
Este ano são esperadas milhares de pessoas, numa estrutura enquadrada com as novas exigências no âmbito da legislação, mas com os mesmos ingredientes que tornam tão característica esta feira e a sua genuinidade.
Do ponto de vista da nossa região, este certame é muito importante porque é uma forma de sustentação da actividade de muitas famílias porque aqui podem permanecer, criar os seus filhos, viver em tranquilidade, ganhando um mercado cada vez mais significativo e reconhecido, pela qualidade dos produtos que estão expostos.
O que mais me tem fascinado ao logo destas edições é o olhar tranquilo das lavradeiras de Barroso nos balcões da feira, cientes dos sabores saídos das suas mãos e orgulhosas dos seus segredos e temperos. A Feira do Fumeiro é antes de tudo um hino à mulher de Barroso que corre todo o ano às hortas e nabais, colhendo folha de couve, uma a uma, com desvelo, para apresentar o mais puro presigo que aconchega o estômago e fortalece a alma de todos os membros da família, à volta da tradicional lareira Barrosã. Felizmente não há só más notícias para Barroso, há uma dupla satisfação: não abunda muito o desemprego, pois há falta de indústria, falta de empresas, mas por outro lado com a crise que toda a gente apregoa, sabe-se que pelo menos 200 produtores, representando 200 pequenas indústrias vigoram, e aqui encontramos uma forma de manter um rendimento das famílias, para que possam sustentar-se, educar os seus filhos, viver com qualidade de vida no nosso tempo. São notícias para enaltecer, já que o acentuar, por vezes excessivo da crise, leva a pintar os dias de negro, e esta forma de conduta não é boa para sairmos da situação actual, e não é boa para projectarmos o nosso futuro com confiança e alegria.
Dar boas notícias neste caso é bom, registar esses momentos de alegria, enaltece-nos. Cá esperamos todos os visitantes com o mesmo ânimo e disposição, com o nosso caldinho quente que vai aquecer o estômago e o peito de todos aqueles que a ele acederem, e também o nosso espírito aberto de alegria, convívio, hospitalidade, que sempre foi o apanágio destas terras de Barroso. Cá o esperamos, com sorrisos, e com a vontade de os ver regressar mais uma vez.
Igor é um menino de 7 anos a quem lhe foi diagnosticada a doença Síndrome Mielodisplásico, o que significa que a medúla do Igor não consegue produzir células. Para isso o Igor necessita de um transplante de medula óssea.
E é aqui que você entra.
Porque não acontece só aos outros, no próximo dia 30 de Janeiro (domingo), entre as 10 e as 16 horas, dirija-se aos Bombeiros Voluntários de Chaves e dê o seu contributo, você poderá ser o dador compatível do Igor.
Um pequeno gesto da sua parte pode ser fundamental para salvar a vida desta criança.
Basta uma pequena amostra de sangue para dávida de Medula óssea.
Se tem entre 18 e 45 anos e um peso superior a 50 Kg registe-se como dador de medula óssea. Poderá estar a salvar a vida do Igor e de outras pessoas na mesma situação.
Se não fosse aquele cabelo, Vanessa, de 14 anos, até tinha boleia mais tarde. Mas não. Saiu ao pai. Tem muito e encarapinhado. Quando quer esticá-lo é o cabo dos trabalhos. Às vezes ocupa duas cabeleireiras: uma agarra-lhe a cabeça a outra estica-lhe os caracóis. Por isso, na sexta-feira, com festa de reveillon à espreita, não teve preguiça. Levantou-se e foi apanhar o autocarro que em tempo de aulas a leva para a escola.
Ainda antes das 9 horas haveria de estar em Montalegre à porta do cabeleireiro para apanhar vez. Jéssica, 17 anos, amiga de Vanessa, com menos cabelo, mas quase tantos caracóis, optou por um penteado ao natural e caseiro. Por causa do tempo a ameaçar chuva. Mas foi fazer companhia à amiga. Às 7.40 horas foram as primeiras passageiras da carreira que faz a ligação da aldeia de Meixide à sede do concelho. E quase, quase as últimas. Em Vilar de Perdizes, ninguém, em Solveira... ninguém, em Santo André...ninguém...
"Hoje é mau dia! Fim-de-Ano! já no Natal foi igual. Se viesse na segunda já não faltava gente, para não falar ao dia de feira", explica o motorista. Maria Alice Teixeira, de 66 anos, a terceira passageira, haveria de entrar na penúltima paragem do autocarro. Saco e guarda-chuva num braço, dinheiro certinho do bilhete na mão.
É passageira habitual. Ainda na terça-feira apanhou a carreira para ir ao centro de saúde aos medicamentos. Para a tensão, o colesterol e para os diabetes. Para ela e para o marido, nove anos mais velho. Ela é que toma conta de tudo. "Já como o meu primeiro marido eu é que era a senhora do dinheiro e agora também", explica.
O autocarro à porta vale-lhe muito. É que Maria Alice não gosta de ficar a dever favores a ninguém. "Assim, a gente paga e pronto!", explica. Na sexta-feira Maria Alice ia especialmente ao talho. "Vou buscar rojões". E "se Deus quiser" ainda os há-de pôr a fazer hoje. No pote e "com rachas de carvalho".
Desde o início do ano lectivo que todas as aldeias do concelho de Montalegre têm transporte público à porta. O serviço resultou de uma reorganização da rede de transporte escolar por forma a que o circuito servisse também a restante população.
Ao todo, foram criadas 25 carreiras. E, pelas contas, da autarquia de Montalegre, o aumento de custos em relação à factura já paga pelo transporte escolar foi de apenas 200 mil euros.
Mas o que o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, gosta mesmo de realçar é "o alcance social e a justiça" da medida. "Coloca os barrosões, que estão longe da sede do concelho em igualdade com os que estão na sede, no acesso aos serviços públicos, à saúde, ao comércio, porque passa a existir transporte acessível todos os dias, de todas as aldeias, de modo que as pessoas possam deslocar-se e fazer a sua vida normal sem grandes encargos no transporte", assegura o autarca.
Fernando Rodrigues garante que já há municípios que querem importar a solução e que até a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro se interessou pelo caso. "Quis saber como é que nós fizemos e atribuiu ao projecto grande mérito, pelo alcance social do transporte público, que é implementado em regiões de montanha", concluiu o autarca.
Chegada a época natalícia é tempo de festa, de união e de celebração um pouco por todo o lado, principalmente pelas escolas com os mais novos. Mas até os menos jovens têm direito a celebrar esta data com pompa e circunstância.
E foi o que aconteceu no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre. Utentes, funcionários e amigos juntaram-se à festa com um jantar onde não faltou nada.
Bacalhau, rabanadas, sonhos, iguarias tão tradicionais desta quadra.
Os menos jovens que têm como casa esta instituição foram presenteados com uma ceia de Natal farta, condimentada com o carinho das funcionárias que diariamente convivem com eles.
Abel Afonso, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre apelidou esta ceia como um momento de lazer e convívio entre funcionários e utentes, num ano marcado pelas dificuldades.
Mas não foi só de garfo que se caracterizou esta noite. O grupo de Cantares de Salto saltou para o palco para dar música aos presentes e deu o mote para o bailarico.
Com a música a tocar, houve alguns jovens atreveram-se a juntar às funcionárias que abriram a pista, para dar um pezinho de dança. As pernas de outros já não permitem tal, mas não deixaram de se balançar no seu lugar e de bater palmas aos bailarinos.
No decorrer da festa, eram visível a felicidade e a alegria nos rostos dos utentes que aproveitaram para recordar os tempos de meninice. Quanto à festa… melhor não poderia ter sido.
Porque velhos são os trapos, estes jovens, apesar já da idade avançada, continuam com o espírito vivo e agradecem o carinho e amor que lhes é depositado todos os dias por aqueles que tomam conta deles.
Os municípios que integram a empresa Águas de TMAD decidiram suspender o pagamento da água a partir de 2011.
Em causa está a proposta de aumento de 4,7 por cento do preço da água que a empresa apresentou e que foi votada negativamente pelos cerca de 30 municípios que integram a águas de TMAD. João Baptista, autarca de Chaves diz que o sistema multi-municipal não está a cumprir o acordado.
Os autarcas propõem a renegociação das tarifas, que deverão ser iguais às mais baixas do grupo Águas de Portugal, o que não acontece actualmente.
A empresa águas de TMAD já respondeu à ameaça dos autarcas. Boal Paixão, presidente da administração da ATMAD diz que «as soluções não são fáceis e lembra o investimento que foi feito a nível das infra-estruturas de recolha e tratamento de água e saneamento.»
Boal Paixão afirma ainda que «não está nas mãos da ATMAD conseguir os preços das tarifas iguais às do restante grupo de Águas de Portugal», mas diz que vai tentar o diálogo.
Os municípios integrantes no sistema multi-municipal de abastecimento de água e saneamento de TMAD ameaçam com o não pagamento da factura da água já a partir de Janeiro, caso a empresa insista num aumento de 4, 7 por cento e dizem ainda que caso as reivindicações não forem satisfeitas, os municípios poderão avançar mesmo com um processo de insolvência da ATMAD.
O Natal chegou mais cedo para os alunos do 2º ano da escola E.B 2, 3 de Montalegre com a entrega dos computadores Magalhães.
No acto da entrega, João Surreira, do Agrupamento de Escolas de Montalegre, disse aos pais e encarregados de educação para que
os filhos tirassem o máximo proveito destes aparelhos e deseja que esta iniciativa se manternha no ano que vem.
Os alunos presenteados com o Magalhães não poderiam estar mais contentes com a prenda antecipada e afiançaram logo que iam brincar muito com o seu novo computador.
Os pais e encarregados de educação vêm com bons olhos esta iniciativa visto que nos tempos que correm já nada se faz sem computadores.
Depois de um ano de interrupção, foram entregues ao todo 52 Magalhães aos alunos do 2º ano da escola básica de Montalegre que puderam aprender e brincar no seu novo computador de uma forma mais moderna.
No Vozes do Povo desta semana, falamos de: Açucar.
Da "crise" actual, se é que a há, da sua importância nos descobrimentos portugueses, de que forma se relaciona com a nossa história, e abordamos também aspectos negativos: o açucar e a escravatura..
Estes são alguns dos pontos que irei abordar ao meu convidado em estúdio. Para ouvir este fim-de-semana na RM.
Mais um bebé nasceu ontem em plena A24. É que, com o encerramento da maternidade do Hospital de Chaves, o bloco de partos que fica mais próximo situa-se a cerca de 65 quilómetros, no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes em Vila Real. E como o caminho nem sempre é fácil, a A24 tornou-se conhecida como "a maternidade das estradas portuguesas".
Desta vez foi uma menina, que nasceu cerca do meio-dia deste domingo, na SIV (Suporte Imediato de Vida)de Montalegre.
A tarefa esteve a cargo do enfermeiro Custódio Silva.
Maria Pereira, 39 anos natural de Corva, Salto, Montalegre já com sinais indicadores de trabalho de parto, deslocou-se ao Serviço de Urgência Básica de Montalegre, e por volta das 11h00,a SIV foi accionada, com a parturiente já em trabalho de parto activo.
No trajecto Montalegre Chaves deu-se a rotura da bolsa de águas e no inicio da A24, perto de Chaves, a menina nasceu, de seu nome Joana, procedendo-se de seguida aos cuidados imediatos ao recém-nascido, onde se registou boa vitalidade e reactividade, segundo fonte da SIV.
Maria e Joana, encontram-se bem, internadas no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real.
No Vozes do Povo desta semana, falamos do Boi do Povo, da sua simbologia outrora e como actualmente se olha para o passado, abordamos uma perspectiva histórica do boi do povo e das chegas de bois, que são uma tradição muito antiga em alguns concelhos de Trás-os-Montes e com maior expressão em Montalegre.
Durante séculos, as aldeias de Montalegre criaram o boi do povo com funções de reprodução e de representação da comunidade nas ancestrais chegas.
Os bois comunitários, cujos encargos, direitos e deveres eram distribuídos por todos os que possuíam vacas, foram sendo substituídos pela inseminação artificial, existindo actualmente poucos espalhados pelo concelho.
Fica o convite, para estar connosco, este sábado 11 de Dezembro, na Rádio Montalegre.
A Câmara Municipal de Montalegre, garante ser uma das autarquias mais bem preparadas, para enfrentar intempéries, como esta de neve que aconteceu durante esta semana, em Montalegre.
Quem o diz é Fernando Rodrigues, presidente da edilidade. «Estamos bem preparados para responder às necessidades que o mau tempo traz, reunimos os requisitos para que, num curto espaço de tempo, se circule nas principais vias do concelho. Dispomos de meios, como poucas câmaras», afirmou.
Ao total estiveram no terreno 12 limpa-neve e mais 4 máquinas para espalhar sal nas estradas principais, um investimento avultado que ronda os 10.000 euros por dia.
O autarca refere que correspondeu na medida do possível, às necessidades da população, com um grande esforço financeiro. «É necessário que as pessoas saibam, que efectivamente fazer as coisas tem custos, e não são assim tão baixos. O que se gasta nestes dias, cerca de 100.000 euros podia ser perfeitamente canalizado para criar outras obras. Mas, é uma questão de prioridades, e o bem-estar da população e manter os acessos rodoviários transitáveis nestas condições adversas, neste momento, é a primeira».
A neve é bonita, para turista ver. O que não aconteceu durante toda a semana. «Não vendi nada. Nem hoje, nem ontem, mas o que se há-de fazer?» afirma uma comerciante, de porta entreaberta encostada ao aquecedor, a ver se alguém entra. A opinião é unânime, os comerciantes locais de todas as áreas referem ter quebras no negócio na ordem dos 60%. Os turistas (ainda) não apareceram, e os locais pouco saem de casa.
Esta foi também uma semana sem aulas para os cerca de 1000 alunos das escolas de Montalegre e Baixo Barroso. Para muitos, esta foi uma espécie de mini férias, onde aproveitaram, claro está, para fazerem bonecos de neve.
A ausência de aulas é também sinónimo de ausência de transportes públicos que transportam a população das aldeias até à vila, e isso fez-se notar também nas vendas: «Eu vendo essencialmente para pessoas da aldeia, que levam daqui vários utensilios. Como não há autocarros, gente não se vê.» diz Cristina atrás do balcão, de braços cruzados.
Há uma esperança, para a restauração neste fim-de-semana que se avizinha. «Sempre pode ser, que os turistas apareçam, e façam mexer um pouco a economia que tem estado parada» afirma o proprietário de um restaurante.
“O que é bom e bonito, paga-se caro” assim aconteceu, na nevada que deslumbrou Montalegre num cenário branco com um toque angelical, mas que, em contrapartida, entrou nos bolsos dos Barrosões.
Foi encontrado dia 26 de Novembro, perto de São Paulo, Brasil, o corpo de Luciana Barreto Montanhana, Jornalista e noiva de Daniel, filho de Barrosões naturais do concelho de Montalegre, a residir no Brasil.
Luciana foi sequestrada dia 11 de Novembro, a última vez que foi vista, foi no parque de estacionamento subterrâneo de um centro comercial. Nessa mesma noite, a família recebeu uma ligação a exigir o resgate.
Os pais da jovem e o noivo (Daniel) accionaram a polícia. O criminoso contactava a família da vítima através de telefones públicos,e sempre de diferentes locais, até que acabou surpreendido, nove dias depois, quando falava na Zona Norte de São Paulo.
A equipa da Divisão Anti-sequestro da Polícia Civil apanhou o criminoso em flagrante delito, e para surpresa de todos, o culpado é um policia militar do Grupo Armado de Tácticas Especias (GATE), a tropa de elite da Polícia Militar (PM) de São Paulo.
O homem que exigia dinheiro à família de Luciana tinha recebido treinamento especial para libertar vítimas de cativeiro.
Rodrigo Domingues Medina, PM do GATE há mais de dez anos tentou a fuga a pé com troca de tiros e foi baleado, acabando por ser detido.
Rodrigo está internado num hospital da Polícia Militar. Com ele, foram encontrados o telemóvel e documentos da vítima.
Dias depois, a Divisão Antissequestro investigou algumas denúncias de cativeiro e confirmou ter encontrado o corpo de Luciana Montanhana nas margens de uma estrada.
O criminoso preso confessou que matou a jovem porque ela teria reagido. E, mesmo depois do assassinato, Rodrigo Medina ainda tentou, seis vezes, receber o resgate.
Luciana e Daniel tinham já comprado uma casa, estavam noivos e em breve pretendiam casar. Planos interrompidos por esta tragédia, que inexplicavelmente lhe bateu à porta. A família encontra-se profundamente consternada com este drama.
A corporação dos Bombeiros Voluntários de Montalegre, ficou a contar com menos membros, desde sexta-feira passada (26 de Novembro).
Ao total cerca de 10 bombeiros apresentaram demissão.
Os primeiros a tomar esta atitude foi Lima – Adjunto do Comandante e Luís Cascais Adjunto, por não comungarem das mesmas directrizes preconizadas pelo actual Comandante, David Teixeira.
Os restantes 8, em jeito de solidariedade, para com estes, apresentaram também a sua carta de demissão.
António Eduardo, Presidente da Direcção lamenta profundamente o sucedido: «é com muito pesar, que recebi esta notícia. São duas pessoas extremamente válidas, fizeram um excelente trabalho nesta casa. Tínhamos o melhor Comando do distrito e era reconhecido pelas altas patentes dos bombeiros.»
A RM tentou saber, quais os focos concretos de desentendimento, mas até à data as tentativas revelaram-se infrutíferas. Apuramos, que houve discórdia na forma como a missão do bombeiro é assimilada e encarada.
É o primeiro nevão deste Inverno na região transmontana.
Os flocos brancos começaram a aparecer ontem em alguns concelhos, mas ao início da noite caíam já com maior intensidade acumulando-se no piso.
O espectáculo branco acaba no entanto por causar constrangimentos na circulação automóvel.
A registar, na tarde desta segunda-feira, um acidente em Montalegre, na rua do reigoso, um veiculo da GNR, «acabou por se despistar, quando ia registar a ocorrência de um outro acidente, contudo, não se registaram danos humanos.»
Como referiu o Capitão Costa Destacamento Territorial de Chaves, da GNR
Também uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Montalegre, sofreu um acidente, em plena vila, quando transportava uma grávida para o Hospital de Chaves.
Os bombeiros dispõem de uma ambulância todo o terreno, mas nessa altura, estaria a ser usada num outro ponto do concelho de Montalegre, em Paradela do Rio.
A juntar a isto, um incêndio em Padornelos e crianças da escola para transportar para casa. Ocorrências a mais e em simultâneo, para os meios disponíveis.
Também os alunos das escolas de Montalegre, estão sem aulas. Uma situação que aconteceu, já ao inicio da tarde desta segunda-feira.
Relativamente, ao prognóstico dos próximos dias, João Surreira, do Agrupamento de Escolas de Montalegre aconselha os pais, a estarem atentos ao tempo, «se assim persistir na quinta-feira, o mais seguro, é os alunos ficarem em casa.» Ao total cerca de 1000 alunos, que engloba a sede do concelho e Baixo Barroso, estão sem aulas.
Diga-se que as condições, climatéricas que se fazem sentir, têm dificultado um pouco o acesso a serviços.
Hoje, a circulação automóvel faz-se apenas em veículos 4 X 4.
As vias, estão já a serem limpas por máquinas específicas para o efeito, no entanto as estradas mantêm-se cortadas como referiu o Capitão Costa da GNR de Chaves.
Segundo o Instituto de Meteorologia, prevê-se que a neve continue a cair na região durante todo o dia de hoje.
Para amanhã deverá ocorrer uma melhoria do estado do tempo.
Embora as temperaturas continuem baixas, a neve já não deverá fazer-se sentir.
Este será o mote para uma conversa com António Valentim, Psicólogo clínico e formador. Vamos saber, de que forma, os pais podem aprender, a educar melhor os filhos.
- Ao longo da humanidade as crianças sempre cresceram e nunca foram precisas formações para pais. Porquê esta necessidade agora, na nossa época?
- Sempre se ouviu dizer que educar uma criança não se aprende… ou se sabe ou não se sabe! Isso não terá mais a ver com o instinto materno ou com a sensibilidade dos pais nesta área educacional?
- Uma grande maioria de pessoas, que possuem uma vida activa, queixam-se de terem pouco tempo disponível, quanto mais para se inscreverem numa formação para pais! Não será pedir demasiado aos pais?
- O que é que o participante pode esperar depois de frequentar uma destas formações? Tornar-se num pai/mãe perfeito?
- Há profissionais da saúde mental que sublinham o risco de se destabilizar mais a situação ou a própria dinâmica familiar tornando os pais mais inseguros. O que tem a dizer sobre isto?
- Quais são os resultados que tem obtido com estas formações?
Estas são algumas das questões que vão ser respondidas por António Valentim no Vozes do Povo desta semana (sábado 12h00 - 13h00, repete domingo 08h00 - 09h00)
Um jipe e um barco, que foram furtados dia 22 de Novembro em Mirandela, foram recuperados na noite de 23 de Novembro pela GNR na aldeia de Morgade, perto da albufeira dos Pisões.
O alerta foi dado por uma moradora, que ao passar várias vezes no local onde... o jipe e o barco se encontravam, achou estranho a presença, uma vez que a barragem pouca água tem. «Passei aqui de manhã, e até pensei que fosse de alguém que por aqui andasse mas a barragem tem pouca água, como vê» afirmou. «Já no final do dia, achei que não seria uma situação comum, e comuniquei às entidades competentes».
O local, onde os larápios guardaram o material furtado, é um sitio, que por norma é pouco movimentado, e com poucas habitantes nas imediações.
Esta situação estranhou a população local «para aqui, é normal virem jipes com barcos, mas não deste tamanho, são bem mais pequenos» referiu um morador «e depois ali encostado ao pé da escola, numa rua que quase ninguém passa, era para desconfiar».
A GNR tomou as devidas diligências, accionando o Núcleo de Apoio Técnico da Guarda Nacional Republicana, «para a recolha de indícios, que possam dar informação útil, para chegarmos a possíveis culpados» afirmou o Capitão Costa, do Destacamento Territorial da GNR de Chaves.
Sempre que o frio chega, a lareira se acende e os porcos estão bem sebados, o ritual volta a cumprir-se no Centro Hípico do Larouco com a habitual reunião de assinantes, amigos e simpatizantes do Jornal Correio do Planalto.
São 13 de Novembro, 10 horas da manhã, as panelas estão já ao lume. Lá dentro, o manjar tão característico desta região, promete deliciar os convivas. Ora cozido, que é cozido, é no Barroso que se come.
"Aqui estão as batatas, ali as couves e aqui a chouriça, o chouriço, orelha, pernil e aqui, nesta bacia a couve partidinha, para ir p´rá sopa" diz Aldina Chaves, mulher que comanda a cozinha, esposa de Ricardo Moura, proprietário do sítio.
Enquanto as coisas se preparam para o almoço, lá em baixo no pátio já os homens mataram o bicho «sarrabulho, presunto chouriça pão e vinho, p´ra andar caminho.».
Trabalhadores de Padornelos e aldeias vizinhas comungam ainda do espírito comunitário de entre-ajuda.
A hora é chegada. São 14 no total, os porcos que vão ser mortos.
«Agora já não se mata o porco com a faca.» diz Acácio “Nabuco” homem, que durante anos, matou centenas deles, do mesmo jeito que aprendeu com os antepassados.«Leva um "tiro" ,fica morto, depois é que é sangrado a seguir, para que o animal não sofra.»
A tradição, com algumas mudanças, continua a ser o que era, que o diga Maria Crespo, que entrou já na casa dos oitenta de vida, encarregue de algumas tarefas: «apartei as tripas e aparei o sangue, com uma colher a mexer a mexer para se não tralhar, cerca de meia-hora sem parar. Chamam-me sempre.» Lamenta contudo, é o pouco interesse dos jovens em aprender estas lides «a rapaziada nova não sabe fazer nada. As novas não querem e as velhas morrem.»
Aos poucos, vão chegando os comensais, vindos de vários pontos do país, que se chegam à mesa, onde degustam o mata-bicho também, antes do almoço.
Ao total perto de 70 marcaram presença. «Podiam ser mais, quantos mais melhor», afirma Bento da Cruz, director do quinzenário. «É com muita satisfação que reunimos uma vez mais, com estes amigos e fiéis.» O que faz falta ao Jornal? «É mesmo o lado financeiro. Assinantes, precisam-se.» refere o escritor com um sorriso entre-aberto.
Uma das presenças assíduas, é a do Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, que evidencia a importância que este orgão desempenhou na altura da ditadura. «O movimento da Liberdade, a oportunidade de ter voz, foi possível através do Correio do Planalto, a quem nós Barrosões estamos muito agradecidos.»
A hora de almoço, já vai longa. "Fiquei fã, do que aqui foi servido, em qualidade e quantidade. No próximo ano, serei concerteza presença assídua», afirma um novo amigo, que pela primeira vez participa nesta comemoração.
A terminar, foram servidas sobremesas, características da dona da casa, as habituais rabanadas e o inconfundível bolo-de-noz.
Em Novembro, celebrou-se o 37º aniversário do Correio do Planato, em clima de fraternidade, numa jornada envolta de tradição no Centro Hípico do Larouco.
A Rádio Montalegre e o Jornal Notícias de Barroso, convidam-no a assistir ao filme "Mulheres da Raia", uma película da cineasta Diana Gonçalves, premiado já na vizinha Galiza.
O tema desta produção é o contrabando, outrora grande fonte de rendimento das aldeias raianas.
Queremos no final, ouvir e partilhar experiências de quem tem muito para contar.
11de Dezembro, 21h00 no auditório do Multiusos, em Montalegre.
Contamos consigo e traga um amigo :)
Devido as medidas de segurança enquanto decorre a Cimeira da Nato, o controlo documental nas fronteiras está a ser efectuado temporariamente, ficando a GNR e o serviço de estrangeiros e Fronteiras a controlar o fluxo de trânsito entre Portugal e Espanha até às 24 horas do próximo sábado.
No concelho de Montalegre, são 5 os pontos que fazem fronteira com a Galiza: 2 em Tourém, Vilar de Perdizes, Santo André e Sendim.
Ao total estão cerca de 12 agentes da Guarda Nacional Republicana (GNR) distribuídos por estes pontos de acesso, 24 horas por dia.
A estrada fronteiriça onde se verifica mais tráfego, é a 103.9 (Sendim) que regista em média, 100 fiscalizações diárias.
«Até ao momento todas as abordagens têm sido bem aceites pelos condutores, não se registando quaisquer anomalias» disse fonte da GNR.
Interrogados alguns automobilistas face ao porquê desta acção, uma maioria desconhece e desvaloriza esta campanha a propósito do evento pela qual a mesma se realiza: Cimeira da Nato.
A Rádio Montalegre soube, segundo fonte da Guardia Civil Espanhola, que na Galiza, está a ser dado apoio a esta iniciativa, numa campanha de fiscalização semelhante, mas com menos agentes e um período interior de tempo no terreno.
“Abordamos algumas das viaturas que saem do nosso país para Portugal”, revelou a mesma fonte.
O objectivo é impedir a entrada de grupos problemáticos durante a cimeira.
No entanto, a apresentação do Bilhete de Identidade será suficiente para garantir a passagem para o outro lado da fronteira.
Em 17 anos, esta é a segunda vez que o acordo de Schegen, que estabelece a livre circulação no espaço europeu, é suspenso, a primeira foi durante o Europeu de Futebol de 2004.
Um acidente com um tractor agrícola vitimou mortalmente, na manhã desta quinta-feira, Fernando Moura de 53 anos de idade, natural e residente no Cortiço.
A vítima recolhia mato, num terreno com alguma inclinação, quando de repente perde o controle da viatura capotando.
Fernando sofreu vários traumatismos na zona toráxica, revelando-se fatais. Acabou por falecer no local, após várias tentativas de reanimação dos Bomberios e SIV.
Por delegação do Ministério Publico o corpo foi transportado para ser autopsiado no Hospital de Chaves.
Foi em ambiente de festa, que o Jornal Correio do Planalto celebrou 37º aniversário dia 13 de Novembro no centro hípico do Larouco.
Uma jornada que por tradição começa com a matança de quase duas dezenas de porcos, e respectivo almoço cujo prato principal é o cozido à portuguesa.
Nesta edição reuniu cerca de 70 pessoas amigas, simpatizantes e assinantes deste quinzenário.
No Vozes do Povo desta semana, ouvimos os protagonistas desta festa desde a matança, cozinha e convidados e constatamos que a tradição embora se preserve, ha pormenores que se vão alterando com o tempo.
Conheça tudo este sábado das 12h00 às 13h00, repete domingo das 08h00 às 09h00.
Em Montalegre, Alegre criticou posição «envergonhada» e «submissa» do Presidente da República.
Montalegre encheu-se na noite de 13 de Novembro, com o calor de mais de quinhentas pessoas que acolheram Manuel Alegre com entusiasmo num jantar de campanha. Com o tempo invernoso nem a chuva impediram o ambiente entusiástico, com muitos aplausos e palavras de incentivo ao candidato.
Manuel Alegre agradeceu o apoio, com um “abraço fraterno e muito comovido” que estendeu também ao “reino maravilhoso de Trás-os-Montes de que falava Miguel Torga e onde pulsa mais forte o coração de Portugal”. O candidato fez ainda questão de dar “um abraço muito antigo e especial” a Júlio Montalvão Machado, “uma figura da resistência e do partido socialista”, que o acompanhou num dos “momentos mais tristes e mais marcantes” da sua vida. Manuel Alegre lembrou que foi da sua quinta, em Chaves, que passou o ribeiro onde deu “o salto” para Espanha que o levaria ao exílio.
Num discurso emocionado, o candidato afirmou que está neste combate para “dar a volta ao fado” e para “riscar a palavra fatalidade do nosso vocabulário político”. “Estamos aqui para ajudar o povo português a levantar a cabeça e criar uma nova esperança democrática para a nossa pátria”, garantiu Manuel Alegre, colhendo um vigoroso aplauso dos apoiantes.
O presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, que apresentou Montalegre como sendo “também alegre”, sustentou, por sua vez, que não é o actual Presidente, com as mesmas ideias políticas da sra. Merkel, que “vai afrontar o capitalismo selvagem e defender os mais fracos”. “Pela coragem, pela cultura, pela confiança e pelo futuro, tem que ser Manuel Alegre, para bem da Europa e de Portugal”, afirmou num discurso empolgado pelo calor do ambiente de festa.
Chegou ao final na tarde do dia 12 de Novembro, o julgamento de José Justo e da União de Cooperativas Agrícolas dos Produtores de Batata-Semente do Norte (UCBSN).José Justo, foi acusado de ter utilizado uma "argumentação falsa" para a obtenção de subsídio ao Ministério da Agricultur...a relativamente à situação económica da Biorope - Sociedade Europeia de Biotecnologia que tinha um projecto ligado à produção de batata-semente com sede em Vila do Conde. Segundo a acusação, o arguido teria ocultado que esta empresa estaria já inactiva, e que supostamente reunia todas as condições para a atribuição de um subsídio no valor de 1,3 milhões de euros.
O Tribunal de Chaves não deu como provados estes factos.
"Não se provou que houve engano, nem que se quis enganar o Ministério da Agricultura".
A segunda audiência deste julgamento que aconteceu dia 2 de Novembro, foi determinante pa...ra a resolução deste caso, foram considerados dois depoimentos fundamentais: o de Rui Martins - Técnico Oficial de Contas da União de Cooperativas que nas declarações proferidas afirmou: «as contas da UCBSN eram transparentes, claras e facilmente acessíveis».
Carlos Duarte foi outras das testemunhas abonatórias de José Justo, (presumivelmente a mais decisiva e determinante) fez parte de várias entidades governamentais relacionadas com a Agricultura, como por exemplo: Secretário de Estad...o Adjunto do Ministro da Agricultura, Pescas e Florestas e na qualidade das funções exercidas disse que: «este julgamento não faz qualquer sentido, o estado contactou a União de Cooperativas para a realização e promoção de vários projectos relacionados com a revitalização do sector agrícola, tendo conhecimento exacto da situação.» Relato importantíssimo, que levou os advogados de defesa a prescindirem de outras testemunhas de defesa, como Arlindo Cunha, antigo Ministro.
José Justo ainda na segunda audiência, mostrou-se bastante “emotivo” no discurso, no que concerne às intenções que o mesmo tinha para salvar a batata-de-semente, referindo que ali, nas instalações da Biorope, seria criada uma batat...a-base, para posterior produção da mesma em Trás-os-Montes, onde várias cooperativas tinham também projectos neste âmbito: Montalegre, Boticas, Chaves, Bragança e Moimenta da Beira. Facto que o Tribunal deu como provado, as suas intenções para com a agricultura local.
Artur Marques advogado do arguido, referiu que o subsídio solicitado ao Ministério da Agricultura, se inseria no âmbito de «equilibrar as contas da Biorope, o dinheiro recebido do estado, foi para pagar uma dívida que esta tinha para com a União de Cooperativas, de forma a sarar a sua estrutura financeira e económica».
Para o advogado, em representação de José Justo, « com a diminuição dessa parte do passivo da Biorope, e com a própria actividade e atribuição de fundos que a mesma pressupõe, a empresa viabilizava-se por si própria, uma situação q...ue se continua a acreditar.»
Perante os factos, o Tribunal de Chaves não deu como provado, o crime de que José Justo era acusado.
À saída do Tribunal, no dia da leitura do Acordão, a mandatária da União de Cooperativas, Noémia Correia Pires, mostrou-se agradada com o desfecho:« fez-se justiça, sempre disse desde o início, que este processo não poderia ter outra conclusão senão esta.»
Face à questão «no banco dos réus não deviam constar mais pessoas?» responde: «se há alguém que tivesse de ser julgado, seriam os senhores Ministros, e não o Engenheiro Justo.»
Este processo chegou ao fim dia 12 de Novembro, com a absolvição da UCBSN e do seu então Presidente, José Justo.
A Rádio Montalegre vai entrevistar Carlos do Carmo, e dá-lhe a oportunidade de ser parte activa desta conversa.
Envie as suas questões para Maria José Afonso, e nós tratamos do resto.
Uma entrevista feita com os ouvintes para os ouvintes, mais uma ideia da sua rádio!
No ano que celebra 30 anos de carreira, a Rádio Montalegre, rende homenagem ao pai do rock português.
Rui Veloso em grande estilo na sua rádio...para ouvir a qualquer hora, quando menos esperar.
A noite estava fria, as ruas desertas, lá ao longe os uivos de um lobo que ecoa no centro da aldeia. É para ter medo, afinal a terra das Bruxas, volta a reunir para mais uma celebração, que até parece Halloween, mas não é.
Os habitantes da aldeia, chamam-lhe: “Bruxas à Portuguesa - Em Vilar de Perdizes vai ser um 31”, assim se apregoava, e assim aconteceu.
O espírito vivido, é aquele que levou para as bocas do Mundo, esta aldeia recôndita do Portugal profundo. Bruxas que voam, mafarricos que pulam, diabretes que lançam magias para que esta noite seja do outro mundo. Esta tradição está intimamente ligada ao imaginário colectivo, passada de geração em geração, que hoje se assume como identidade cultural desta região.
Através deste passado fecundo, a Associação, de Defesa do Património de Vilar de Perdizes (ADPVP) e Ecomuseu de Barroso, com o apoio da autarquia, arregaçaram as mangas, e com base neste património entendido como memória colectiva, realiza actividades que promovem o turismo de forma a dar vida à aldeia, com curiosos que a visitam, turistas que ali degustam as especialidades da terra, e que dali levam alguns dos seus produtos. “Já vendi o pão todo. Restam alguns potes de mel e garrafinhas com o elixir mágico” afirma uma das vendedoras locais, enrolada numa capa negra.
Bruxas de vários tamanhos e feitios, licores, ovos, compotas e chás eram algumas das propostas de compra disponíveis aos visitantes.
No último dia do mês de Outubro, a tradição voltou a cumprir-se. Os comensais vindos de todo o país lotaram a restauração da aldeia: “não temos espaço para mais, e tivemos que mandar algumas pessoas embora” comentou a proprietária de um restaurante, quando questionada acerca do sucesso desta iniciativa. “Objectivos atingidos. É um projecto de tem pernas para andar. Está em crescendo e este ano superou as expectativas” refere Fátima Crespo, da ADPVP.
O programa incluiu animações de ruas, oficinas de vassouras e disfarces, concursos e desfiles, jogos populares, um jantar temático, baile de bruxas e o colóquio "Bruxas e diabos na cultura portuguesa".
Antes das 12 badaladas à meia-noite, teve lugar um cortejo pelas ruas da aldeia, que subitamente ficou às escuras. Medo? Sim, muito medo. Não estivesse o Diabo no forno, a fazer o pão com os pés, não estivesse a bruxa no ribeiro a colher a água cristalina, para poções extasiantes de cortar a respiração. Finda a peregrinação, surge um dos momentos altos da noite o momento onde tudo pode acontecer. O caldeirão está ao lume, na enorme fogueira que aquece a alma nesta noite fria. O Bruxo-Mor Padre Fontes, aparece para o ritual que os males promete exorcizar com a tradicional queimada:”Sapos e Bruxas. Mouchos corujas. (..)E quando este preparo, passar pelas nossas goelas ,ficaremos livres dos males da nossa alma e de todo o embruxamento”
Um gole, depois outro: “Uma delícia, extremamente saborosa” é a opinião de Maria Esteves, vinda do Alentejo. “Estarei atenta a próximas iniciativas desta região, terei todo gosto em comungar deste ambiente, que é deveras único.”
As actividades promotoras desta aldeia continuam vivas, com ou sem reunião de bruxas, assente na sua identidade que é o seu cartão-de-visita.
A proposta deste sábado, é Vilar de Perdizes, das 12h00 às 13h00 na Rádio Montalegre
A segunda sessão do julgamento, onde José Justo e a União de Cooperativas Agrícolas dos Produtores de Batata-Semente do Norte (UCBSN) são arguidos aconteceu dia 2 de Novembro no Tribunal de Chaves
Artur Marques, advogado de José Justo explicou em que pressupostos se baseava esta parceria entre a União de Cooperativas Agrícolas dos Produtores de Batata-Semente do Norte (UCBSN), a Biorope , o Estado e outras entidades públicas e privadas, diz que consistia «na criação de um projecto e na sua viabilização, destinado a apoiar a batata-de-semente, isto passava por diversos parceiros, nomeadamente pela Biorope empresa que tinha o know-how, o conhecimento base, para este projecto.»
Artur Marques referiu ainda que o subsídio solicitado ao Ministério da Agricultura, se insere no âmbito de «equilibrar as contas da Biorope, o dinheiro recebido do estado, foi para pagar uma dívida que esta tinha para com a União de Cooperativas, de forma a sarar a sua estrutura financeira e económica».
Para o advogado, em representação de José Justo, « com a diminuição dessa parte do passivo da Biorope, e com a própria actividade e atribuição de fundos que a mesma pressupõe, a empresa viabilizava-se por si própria, uma situação que continuamos a acreditar.» afirmou.
José Justo, no tribunal mostrou-se bastante “emotivo” no discurso, no que concerne às intenções que o mesmo tinha para salvar a batata-de-semente, referindo que ali, nas instalações da Biorope, seria criada uma batata-base, para posterior produção da mesma em Trás-os-Montes, onde várias cooperativas tinham também projectos neste âmbito: Montalegre, Boticas, Chaves, Bragança e Moimenta da Beira.
Na manhã do dia 2 de Novembro foram ouvidas 3 testemunhas, Rui Martins – Técnico Oficial de Contas da União de Cooperativas, Lídia Sousa da Polícia Judiciária – Titular da Investigação, que referiu, em base documental, que «efectivamente a Biorope a partir Fevereiro de 2001, não tinha funcionários, não havia desde então, certificação de contas às Finanças e Segurança Social. Estando portanto, parada.»
Carlos Duarte foi outras das testemunhas abonatórias de José Justo, fez parte de várias entidades governamentais relacionadas com a Agricultura, como por exemplo: Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Agricultura, Pescas e Florestas e na qualidade das funções exercidas diz: «este julgamento não faz qualquer sentido, o estado contactou a União de Cooperativas para a realização e promoção de vários projectos relacionados com a revitalização do sector agrícola, tendo conhecimento exacto da situação.»
Foi dito ainda, por Artur Marques que relativamente ao que o seu cliente é acusado, «a situação exacta da empresa, era de conhecimento do domínio público, não haveria como o Ministério da Agricultura não saber. Nunca se pôs em causa que estivesse a funcionar, pois o objectivo deste projecto era a sua viabilização.»
Nesta sessão os advogados de defesa: Artur Marques e Noémia Correia Pires prescindiram da presença de outras testemunhas de defesa, como o caso de Arlindo Cunha, Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente durante o Governo de Durão Barroso entre 2002 e 2004.
A leitura do Acórdão está marcada para 12 de Novembro
Todas as sextas-feiras que antecedem o 31 de Outubro, aprendizes de feiticeiro, mulheres que lêem a sina, diabretes de palmo e meio invadem o átrio da Escola Secundária Dr. Bento da Cruz, em Montalegre.
O túnel dos horrores, é uma das atracções, quem lá entra vive experiências de por os cabelos em pé.
Ali ao lado o futuro (in) certo é lido em meia-dúzia de cartas, numa tenda decorada a preceito.“Estou aqui na fila, para me verem o futuro, mas não acredito em nada disto” comenta Francisco, aluno de 11 anos que apesar de não acreditar, não arreda pé da fila, diz ter a curiosidade de saber o que a bruxa tem para lhe contar.
“No creo en brujas pero que las hay las hay!”
Um misto de misticismo, e alegria, é o espírito preconizado por toda a comunidade educativa.
Abóboras enfeitadas de mil uma maneiras, decoram o átrio do polivalente, estrategicamente colocadas a concurso, que ditará a mais original, enquanto alunos e professores dançam no baile das Bruxas.
E porque a origem pagã desta tradição evoca a "festa dos mortos" e segundo diziam: as almas voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo, ao som de Thriller, de Michael Jackson alunos de todas as idades deram corpo a esta coreografia onde quem passava “férias eternas”, regressou para comungar deste espírito.
Uma iniciativa realizada pelo núcleo de Inglês, Música e Educação Visual e Tecnológica que se realiza desde à 7 anos a esta parte. «Esta actividade assemelha-se um pouco aquilo que se realiza em Montalegre em prol das Bruxas, mas assente na tradição inglesa, com algumas diferenças” afirma Ana Paula Adão, professora de Inglês daquele estabelecimento de ensino.
“Eu estou vestido de vampiro, é a primeira vez que participo, e está a ser muito divertido” comenta Augusto Bernardes, aluno do 5º ano que participa nestas celebrações.
Uma mescla de tradições que se confundem: Britânicas e Barrosãs, com bruxas voadoras, gatos-pretos que lançam o azar em cenários horripilantes cuja palavra de ordem é: ter medo.
Diogo, vestido de negro da cabeça ao pés, envolto numa capa negra, e máscara cadavérica, é também estreante nestas andanças, personifica a “Morte” e diz que:”achei giro este disfarce, e a capa que uso, é a da Sexta-Feira 13, preta e comprida”.
João Surreira, presidente da Comissão Executiva Provisória do Agrupamento de Escolas de Montalegre caracteriza esta acção como «positiva onde os alunos aderem às actividades propostas com muito entusiasmo».
E efectivamente foram muitos os destemidos que contribuíram para mais um fantástico e aterrador Halloween, onde as bruxas, de seguida rumaram até à pitoresca aldeia: Vilar de Perdizes.
A Câmara Municipal de Montalegre e o Exército Português estabeleceram no dia 26 de Outubro, um protocolo de colaboração tendo em vista divulgar a prestação do Serviço Militar, no Município, bem como prestar esclarecimentos e cooperar no que respeita aos assuntos de natureza militar.
O presente protocolo, assinado em cerimónia singela realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, tem como objectivo divulgar no SAU - Serviço de Atendimento Único Municipal, as condições interentes à prestação de Serviço Militar em regime de voluntariado e em regime de contrato.
Visa, ainda, a prestação de esclarecimentos quanto ao Recenseamento Militar, ao Dia da Defesa Nacional, à emissão de Certidões Militares, Segundas vias de Cédulas Militares, Contagem do Tempo de Serviço, requerimentos para Complemento de Pensão e Reforma (ex-combatentes), entre outros requerimentos, que estarão a partir de agora acessíveis, nesta Autarquia.
De acordo com as claúsulas estabelecidas no documento, cabe ao Exército dar formação aos recursos humanos da autarquia sobre as matérias referidas, disponibilizar meios de divulgação, definir circuitos de articulação tendo em vista a eficácia e qualidade do atendimento, recorrendo às novas tecnologias, bem como, colaborar com a Câmara Municipal na organização de eventos culturais, recreativos e desportivos que contribuam para a divulgação do Serviço Militar. Por sua vez, à Câmara Municipal compete, prestar os referidos serviços, fornecendo ao Exército os esclarecimentos que vierem a ser solicitados e elaborando registos dos destinatários das acções de divulgação. Um trabalho desenvolvido de forma gratuíta com o objectivo primeiro de prestar mais serviços, informar os jovens do concelho e colaborar no recrutamento de pessoas para servir o Exército, ingressando e abrindo portas para uma carreira militar dentro das Forças Armadas.
É por isso, uma “nova oportunidade” que se abre aos jovens, disse na ocasião o edil Montalegrense, que além de agradecer a confiança que o Exército depositou na Autarquia, reconheceu a qualidade dos serviços que a Instituição Militar presta saudando a instituição do exército «pela "escola de cidadania" que representa e pela importância que teve e ainda tem hoje não só em termos estratégicos nacionais mas também na formação dos nossos jovens. Estabelecemos este protocolo para uma colaboração que a Câmara disponibiliza ao Exército e vice-versa no sentido de servirmos as pessoas, para prestar apoio àqueles que podem eventualmente estar interessados por esta área».
Na oportunidade, o Major General Jorge Santos, realçou a colaboração que esta Câmara Municipal demonstrou para com a Instituição Militar, considerando este como mais um desafio, que se traduz também numa nova oportunidade para os jovens do Barroso e revela uma nova forma de rectrutamento a desenvolver pelo Exército, através do aproveitamento de sinergias em prol de uma prestação de serviços mais próxima das pessoas. Referiu ainda, que apesar do vínculo laboral ser mínimo – cerca de 7 anos - o facto é que durante este período será dada formação aos jovens inscritos, o que contribuirá futuramente para uma melhor integração no mercado de trabalho.
No Vozes do Povo desta semana, vamos fazer uma visita guiada a um espaço cultural inteiramente dedicado ao Trás-os-Montes de outrora.
Visitamos o Museu de Arte Albano Silva, um dos roteiros culturais na Amadora.
São mais de 100 as miniaturas que compõem esta colecção, colocadas estrategicamente com o intuito de contar uma história. Retratam a vida, os usos e costumes da população de Cidadelha de Jales, uma pequena aldeia no concelho de Vila Pouca de Aguiar, da qual o proprietário do museu é natural.
Albano Silva levou para a grande cidade as recordações de infância e do tempo de trabalho no campo e nas minas, que sendo as suas recordações são simultâneamente parte da história do povo português.
Para ouvir este sábado 30 de Outubro das 12h00 às 13h00 na Rádio Montalegre.
O concelho de Montalegre recebeu uma iniciativa, que visa a prevenção do cancro da mama, levada a cabo pela Associação Laço, Liga Portuguesa Contra o Cancro e Centro de Saúde de Montalegre (C.S.M).
Durante um mês, uma unidade móvel de mamografia do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) instalada nas imediações do C.S.M, recebeu mulheres inscritas nesta unidade de saúde, com idades compreendidas entre os 45 e 69 anos.
Maria, 68 anos diz: «é a segunda vez que faço este exame, e está tudo bem».
O mesmo não podem dizer cerca de 30 utentes que foram já identificadas, sendo encaminhadas para o Instituto Português de Oncologia para a realização de exames mais precisos para esclarecimentos adicionais.
Este exame mamográfico digital tem como objectivo a detecção precoce do cancro da mama, uma vez que é o mais comum na mulher. A sua incidência aumenta com a idade e é a primeira causa de morte em mulheres entre os 35 e os 55 anos de idade. Estima-se que uma em cada 10 mulheres desenvolverá cancro da mama, ao longo da sua vida. Daí a importância dos programas de rastreio, que têm como objectivo principal a detecção do mesmo em fase precoce.
Joaquim Pires, director do C.S.M, faz balanço positivo desta iniciatiava, que no seu entender, «deve ser repetido de dois em dois anos, com este critério e rigor, de forma a garantir uma prevenção eficaz». Lamenta contudo o "desperdício" de recursos por parte de alguns médicos, que prescreveram a realização deste exame, quando e segundo o director do Centro de Saúde de Montalegre, «sabiam que este rastreio iria ser realizado de forma gratuita».
O próximo rastreio neste âmbito estará de regresso em 2012 onde mulheres com idades compreendidas entre os 45 e 69 anos serão convidadas, através de uma carta endereçada pelo Centro de Saúde de Montalegre a realizar uma mamografia.
A Guarda Nacional Republicana através do Núcleo Escola Segura promoveu dia 20 de Outubro no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre, uma acção de sensibilização de idosos para evitar que "caiam" em situações de burla.
É uma iniciativa do Ministério da Administração Interna, que durante um mês, realiza este tipo de iniciativa um pouco por todo o país.
"Idosos em Segurança" visa "elucidar os idosos sobre procedimentos de segurança a observar em situações de tentativa de burla ou burla consumada", disse fonte da GNR.
A campanha consiste numa palestra, os menos jovens são alertados para os casos mais comuns, que estão relacionadas com "pessoas que se fazem passar por falsos funcionários das mais diversas instituições, com o objectivo de obter dinheiro fácil".
Com a campanha "Idosos em Segurança" os militares da GNR pretendem "informar para os cuidados a ter com eventuais burlões, pedindo que não confiem em estranhos, que não andem com dinheiro ou que desconfiem de 'esquemas' que oferecem dinheiro fácil".
Na referida palestra, salientou-se também o facto de "todos os funcionários de água, luz, bancos, CTT e segurança social, entre outros, estarem bem identificados e, normalmente, serem seus conhecidos".
Outro conselho útil deixado, foi que se tenha sempre à mão "o número de telefone das autoridades e dos familiares, para comunicarem qualquer situação anormal, e que tenham uma boa relação com a vizinhança para apoio mútuo".
Por outro lado, caso o idoso seja alvo do "conto do vigário" deverá "anotar a matrícula do automóvel e as características dos suspeitos, como a etnia, cor do cabelo, dos olhos, se tem barba ou bigode, a cor das roupas, a idade, etc.".
Ao total cerca de meia centena de idosos, ouviram e partilharam experiências vividas com os amigos do alheio.
"Olhe eu quando vou para Braga, não levo carteira. Sabe onde o levo? No bolso das cuecas." Comentou uma senhora já de meia-idade, depois de ouvir alguns conselhos a ter em conta na via pública.
José Pontes, Provedor da Santa Casa, foi com bom agrado que acolheu esta acção, e referiu que "havia de acontecer com mais frequência".
Recorde-se que já este ano, a Rádio Montalegre e o Governo Civil de Vila Real promoveram através da GNR várias acções destinadas à terceira idade, marcando presença nas freguesias com um maior número de idosos, com o objectivo semelhante de alertar para eventuais investidas de pessoas mal intencionadas.
A próxima está agendada para 8 de Novembro, em Salto no centro de dia.
As chegas de bois continuam a atrair milhares de pessoas em Montalegre e o número de protagonistas destes espectáculos, os bois de Raça Barrosã, está em crescendo de edição para edição na participação do Campeonato de Chegas de Raça Barrosã que acontece desde 9 de Junho até meados de Agosto.
António Morais Presidente da Associação Etnográfica O Boi do Povo, fez balanço positivo da edição 2010 no jantar-convívio de entrega de prémios a participantes e vencedores, que teve lugar dia 19 de Outubro numa unidade hoteleira na vila de Montalegre.
Com um total de 16 participantes, António Morais mostra-se satisfeito no que concerne aos espectáculos assistidos. Lamenta, contudo, o acumular de um prejuízo na ordem dos 3000 euros, e um incidente ocorrido com um boi e o seu dono.
Morais diz que « as pessoas ganharam mais vício, estão mais motivadas em ter animais de Raça Barrosã sendo este um dos factores que justifica o aumento do número de concorrentes.»
O objectivo da organização dos campeonatos é precisamente "apoiar o fomento desta espécie que sofreu uma forte decadência nas últimas décadas".
A Associação Etnográfica "O Boi do Povo" foi criada em 1999, por um grupo de amigos apaixonados pelas tradicionais chegas de bois e, desde que nasceu, tem organizado estas lutas entre animais.
Fernando Moura é um apaixonado pelos bois da Raça Barrosã e receia que possa vir a desaparecer. «As Chegas de Bois nasceram quase de uma brincadeira entre os amantes desta raça característica de Montalegre. Queremos preservá-la».
O grande vencedor de 2010 foi o boi Xau, de Nuno Duarte e António Morais, arrecadando um prémio no valor de 2250 euros.
«É um boi campeão, já somou muitas vitórias» afirma um dos proprietários «e no próximo ano lá estamos para defender o título.»
Muitos espectadores desconhecem a dedicação, que os donos dos animais, têm para com eles. Nuno Duarte, na altura do tempo mais quente, levanta-se bem cedo, para o Xau, dar a sua caminhada matinal, por volta das 6h30 da manhã. O ritual repete-se ao final da tarde, criando uma relação de “amizade” entre o animal e o proprietário.
Estes espectáculos, têm por norma, lugar de destaque nos orgãos de comunicação social local, na Rádio Montalegre e TVBarroso, onde Fernando Moura, relator das chegas, explica para a forma como os bois se enfrentam, a violência com que o fazem ou a estratégia que adoptam para conseguir que o outro saia do campo com “o rabo entre as pernas”.
O Campeonato de Chegas de Bois de Raça Barrosã regressa em Junho de 2011, do dia do feriado municipal e promete atrair cada vez mais aficionados desta tradição que é é uma referência na região do Barroso.
Um incêndio destruiu por completo um armazém agrícola na aldeia de Gralhas, na madrugada de 21 de Outubro.
O alerta era dado, por volta das 3 horas da madrugada, por militares da GNR que seguiam na estrada Montalegre-Chaves, accionando de imediato os meios necessários.
Ao local ocorreram os Bombeiros Voluntários de Montalegre.
A situação causa alguma incógnita no que diz respeito à origem do fogo.
Relativamente a possiveis causas de incêndio, João Moura proprietário do armazém ardido diz:« se o armazém tivesse luz, até podia ter sido um curto-circuito, que tivesse provocado este incêndio, mas não é o caso». João Moura, diz manter uma relaçao afavél com o resto da comunidade da aldeia, não suspeitando de quem possa ter cometido esta acção: «dou-me bem com toda a gente, não tenho inimigos, sinceramente não estou a ver quem possa ter feito isto». E o facto, é que a ocorrência foi de imediato comunicada à Polícia Judiciária, que fez já averiguações no local, por suspeita de fogo posto.
Na tarde desta quinta, o rasto de destruição era visível. João Moura lamenta, com alguma emoção o ocorrido. «Vivia da pequena reforma que pouco passa dos 200 euros mensais e com o trabalho que ia fazendo no campo, dava para ir equilibrando as coisas. Nesta maldita manhã, ardeu tudo: lenha que lá tinha para este inverno, coelhos, galinhas, cebolas, batatas, um macho…olhe fiquei sem nada.»
Estima-se que o valor do prejuizo, ronde os vinte mil euros.
E a partir daqui? João encolhe os ombros, em jeito de aceitação obrigatória do sucedido.
«Restam os ferros dos arados, e as paredes do armazém com um amontoado de coisas ardidas.»
Começou o julgamento esta terça-feira de José Justo (ex-presidente da União de Cooperativas Agrícolas dos Produtores de Batata-Semente do Norte (UCBSN)) e da própria União de Cooperativas.
Justo é acusado de ter utilizado uma "argumentação falsa" para a obtenção de subsídio ao Ministério da Agricultura (MA) relativamente à situação económica da Biorope - Sociedade Europeia de Biotecnologia que tinha um objecto ligado à produção de batata-semente com sede em Vila do Conde.
A mandatária da União de Cooperativas, Noémia Correia Pires diz acreditar provar a inocência da União, e que neste julgamento, no banco está a UCBSN enquanto pessoa colectiva e José Justo, como pessoa singular. Questionada em relação ao destino de 1 milhão e 300 mil euros que supostamente seria para viabilizar a Biorope diz: «O fundo é atribuído para a União gerir e administrar. Fazer um depósito a prazo, não é forma de rentabilizar o dinheiro? Para aplicar mais em outras formações. Nunca ninguém disse qual era o caminho a seguir. Dizia gerir e administrar. E cada qual gere à sua maneira»
E ressalva que «houve sempre projectos, sempre no sentido de viabilizar esta empresa. Tudo com o aval dos 2 Ministros da Agricultura: Sevinate Pinto e Costa Neves».
Em nome de José Justo (que não se pronunciou na sala de audiências) no final desta primeira sessão, falou o seu advogado Artur Marques, que diz defender «a inexistência de crime. Há de facto um desfoque, a acusação é a de que houve uma fraude na obtenção de subsídios, foi pedido ao Ministro a utilização deste fundo. Veremos se houve um engano dos Ministros ao pressuposto da concessão desses fundos.»
Relativamente à situação económica da Biorope diz que o seu cliente sabia que «estava em dificuldades e o pedido desse subsídio foi para revitalizar a empresa. Havia, contudo o empenhamento desta viabilização por parte das cooperativas, ministério e outras entidades públicas» que não viria a ter o sucesso esperado com a queda do governo, então chefiado por Santana Lopes, acabando por ser chumbado.
Artur Marques refere que o seu cliente, José Justo, «acreditava e acredita na viabilidade desta empresa, dizendo possuir um património valiosíssimo.»
Face à questão do destino de 1 milhão e 300 mil euros afirma que «o dinheiro foi usado para o pagamento do empréstimo que a União tinha pedido, quando adquiriu a percentagem quase total da Biorope.»
Na manhã desta terça-feira foram ouvidas 3 testemunhas: Álbano Álvares, Presidente da Cooperativa Agrícola de Boticas, José Manuel Lima Teixeira então Presidente da Cooperativa Agrícola de Bragança e Anabela Adónis, Inspectora da Inspecção Geral da Agricultura que garantiu que a legalidade do despacho do Ministro sempre foi posta em causa por contrariar o âmbito da Portaria. Afirmou que na altura, o ministro se socorreu de um parecer solicitado a um "conhecido" professor universitário.
José Justo foi Presidente da União das Cooperativas dos Produtores de Batata-Semente do Norte com sede em Chaves até Novembro de 2005. Actualmente é Presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre e é membro da Direcção do Matadouro Regional do Alto Tâmega e barroso.
A próxima sessão no Tribunal de Chaves está marcada para 2 de Novembro onde serão ouvidas testemunhas de acusação.
A equipa de futsal do Benfica está de visita à região,este fim-de-semana para participar num quadrangular na vila de Montalegre. O torneio, que tem o apoio da Câmara de Montalegre e da Casa do Benfica do Alto Tâmega, realiza-se nos dias 23 e 24 de Outubro e vai opôr a equipa encarnada ao Boticas, ao Contacto e ao Macedense.
Recorde-se que o pavilhão desportivo de Montalegre, recebeu em Setembro de 2008 uma primeira edição do "Troféu Futsal de Montalegre" um torneio, onde o Benfica saiu daqui vencedor. Casa lotada num espectáculo que agradou a miúdos se graúdos.
A Rádio Montalegre vai transmitir a final do torneio, domingo a partir das 19h00.
Desporto em directo na sua rádio!
Numa altura em que a taxa de desemprego se agravou, durante o segundo trimestre do ano, e a subida superou mesmo os 35 por cento na região do Barroso, em Montalegre e Boticas eis que surgem novos incentivos para a criação de postos de trabalho e dinamização da economia local.
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, presidiiu à cerimónia de entrega de 57 contratos PRODER – Subprograma 3, dia 8 de Outubro em Vila Real, que correspondem a um investimento total de 7,9 milhões de euros e prevê a criação de cerca de 120 postos de trabalho nos 15 territórios de intervenção.
O Subprograma 3 privilegia acções promovidas no âmbito de estratégias de desenvolvimento local e através de agentes organizados especificamente para esse efeito. Os contratos entregues visam a diversificação de actividades na exploração agrícola, segundo Rui Barreiro estes contratos «são um incentivo à criação e desenvolvimento de microempresas, promovendo também o desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer e de outras que se prendem com a conservação e valorização do património e serviços básicos para a população rural.»
Considerou ainda estas medidas como « fundamentais para o crescimento equilibrado do país, são uma boa forma para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem nos meios rurais e os projectos que foram aprovados são exemplo disso.»
Os contratos entregues envolvem os beneficiários de todos os Grupos de Acção Local da Abordagem Leader da Região Norte representados pelas Associações de Desenvolvimento Local ADER-SOUSA, ADRAT, ADRIMAG, ADRIMINHO, ADRIL, ADRITEM, ATACHA, BEIRA DOURO, CORANE, DESTEQUE, DOLMEN, DOURO HISTÓRICO, DOURO SUPERIOR, SOL-DO-AVE e PROBASTO.
António Ramalho, Director Regional da Agricultura e Pescas da Região Norte, ressalvou que estes projectos «estimulam a iniciativa privada e consequentes postos de trabalho, o que contribui para a fixação da população e para o desenvolvimento dos meios rurais. »
Na região do Alto Tâmega e Barroso serão criadas no âmbito destas candidaturas aprovadas 43 empresas, com 44 postos de trabalho, um apoio financeiro no valor de 7 milhões 895.226 euros.
Os contratos de financiamento pretendem aplicar medidas de diversificação da economia, a criação de emprego e melhoria da qualidade de vida em territórios rurais, permitindo a criação de pequenos negócios e pequenas estruturas de apoio ao desenvolvimento, em áreas como o turismo, animação, artesanato, produtos locais, microempresas, recuperação de património e actividades de solidariedade social.
O filme retrata a aparição de Nossa Senhora à jovem Bernadette Soubirous na gruta de Massabielle, na pequena vila de Lourdes.
Os cenários foram recriados à data de 1858. Foi plo facto de Barroso, conservar no tempo certos aspectos arquitectónicos e paisagísticos do século XIX, que foi eleito para servir de palco a esta produção: Vilarinho Seco e Vila da Ponte.
As gravações começaram a 5 de Outubro contando com uma forte participação local na área da figuração. A D. Teresa e a D.Maria são duas figurantes de Vilarinho Seco, e é com pena que participam no último dia de filmagens :« já sentimos a falta deles, deram muita vida à aldeia» comentam enquanto descansam entre uma cena e outra.
Já Paulo Pinto, Presidente da Junta de Freguesia da Vila da Ponte, mostrou-se satisfeito com a ideia de a sua freguesia servir de cenário para esta produção, dando por isso todo o apoio disponível.
No ano que se comemoram 152 anos das aparições de Lourdes, eis que surge uma produção que retrata um dos marcos de fé daquela região francesa. A história de uma menina de origem muito humilde, a mais nova de 9 irmãos, que vislumbra a presença de Nossa Senhora na gruta de Massabielle. E a partir daqui toda a história do filme se desenvolve em torno de polémica e controvérsia na comunidade onde estava inserida.
A película estará pronta em Maio de 2011, e será traduzida em 6 línguas.
A Pista Automóvel de Montalegre, recebeu no fim-de-semana 9 e 10 de Outubro mais uma prova a contar para o Campeonato Nacional de Rallycross.
Ao total estiveram presentes dezanove pilotos distribuídos por 5 divisões, 3 delas para a Taça.
Jorge Fonseca do Clube Automóvel de Vila Real faz balanço positivo da última prova deste ano, em terras barrosãs, lamenta contudo a fraca afluência de pilotos a esta modalidade. Por sua vez, o piloto vencedor da Divisão 5 da Taça, atribui a culpa desta realidade, à Federacção Portuguesa de Automobilismo e Karting na mudança constante do regulamento, que implica mais gastos para os pilotos. Rodolfo Ribeiro dá como exemplo: « este ano decidiram que tínhamos que marcar pneus, e isso implica comprar 2 novos por prova, ou seja, um gasto acrescido de 700 euros por prova. Antes era permitido aos pilotos da Taça a compra de pneus usados aos concorrentes do campeonato, ficava a menos de metade do preço. Este acréscimo fez com que muitos desistissem. Porque quem tem apoios, patrocínios, corre em escalões superiores.»
Quanto a resultados finais na Divisão 8 da Taça em 1º Pedro Ribeiro - Toyota Starlet - 5 voltas em 4m50,102s; Divisão 6 - 1º Nuno Ralha - Citroën Saxo Cup - 7 voltas em 6m24,305s; Divisão 5 - 1º Rodolfo Ribeiro - Ford Sierra Cosworth - 7 voltas em 6m08,353s; Divisão 2- 1º Mário Barbosa - Citroën Saxo Kit-Car - 7 voltas em 5m53,684s; Divisão 1 - 1º Pedro Matos - Mitsubishi Lancer Evo VI - 7 voltas em 5m43,472s.
De salientar, que este fim-de-semana ditou um Campeão Nacional, na Divisão 2. Mário Barbosa venceu sem qualquer dificuldade ocupando o primeiro lugar do podium de âmbito nacional. Mostrou-se no final muito satisfeito com esta consagração em Montalegre e quanto à próxima época diz ser: «uma incógnita, depende do numero de inscritos...é uma questão a estudar ainda.»
Já na divisão rainha, um nome sonante nestas andanças não teve o melhor resultado. Eduardo Veiga consegui o 2º lugar, deixando o lugar de ouro para Pedro Matos, que apesar de todos os contratempos ocorridos em outras provas diz : «esta vitória soube muito bem. Foi a única prova que não houve qualquer problema, e conseguimos arrecadar o primeiro lugar.»
O calendário marca o regresso do Campeonato Europeu de Rallycross a Montalegre, em Maio dias 14 e 15, numa altura em que da competição foram retirados 3 circuitos Alemanha, Hungria e Finlândia para o regresso da Áustria, Holanda e Noruega. Outras novidades para 2011 passam pela mudança dos nomes das classes do campeonato. Em vez de divisões, as classes passarão a ter nomes descritivos. Assim, a partir do próximo ano, a Divisão 1 vai passar a chamar-se SuperCar, a Divisão 1-A será Super1600 e a Divisão 2 terá o nome de TouringCar.
O sistema de numeração dos carros também vai sofrer alterações. Todos os carros de cada classe serão numerados de 1 a 99.Anteriormente 1 a 99 era usado na Divisão 1, 101 a 199 na Divisão 1-A e o 201 a 299 na Divisão 2. Para ajudar a distinguir rapidamente os carros de cada classe vão ser usados fundos de cores diferentes nas placas de número para cada divisão: branco na Supercar, azul na Super1600 e verde na TouringCar.
Que Barroso, é rico em muitas coisas, nós já sabemos. Que muitos dos notáveis a vários niveis, são oriundos daqui, também vamos sabendo. Para este sábado apresentamos mais um. Chama-se Major Vitorino dos Santos, e assumiu relevante importância num acontecimento histórico, que por esta altura se celebrou um pouco por todo o país: A Revolução de 5 de Outubro. Venha conhecê-lo, numa entrevista com o investigador Enes Gonçalves que percorreu a vida deste homem de fio a pavio.
(Vitorino dos Santos, é o pai de Piteira Santos notável historiador, jornalista, tradutor e activista político. A Câmara Municipal de Oeiras atribuiu o seu nome à Biblioteca Municipal daquela cidade.)
Integrada nas comemorações Distritais do Centenário da Implantação da República Portuguesa, decorreu nos Claustros do Governo Civil de Vila Real, dia 5 de Outubro, a cerimónia pública de atribuição das Medalhas de Mérito Distrital aos cidadãos que desempenharam funções como Governador Civil do Distrito de Vila Real, após o 25 de Abril de 1974.
Assim, a Medalha de Mérito Distrital foi atribuída ao Dr. Júlio Montalvão Machado, ao Dr. Camilo de Sousa Botelho a título póstumo, ao Dr. Aires Querubim Soares, ao Dr. Armando Moreira, ao Dr. Artur Lourenço Vaz, ao Eng. Elói Franklin Ribeiro e ao Dr. António Alves Martinho.
A Rádio Montalegre esteve presente, e ouviu de viva voz, o testemmunho, de quem representou a região junto do Governo desde 1974.
No Vozes do Povo desta semana, falamos-lhe de República, celebrações de âmbito distrital e local. Para ouvir sábado (9 Outubro) das 12h00 às 13h00.
A SIC Mulher, vai passar por Montalegre, na próxima semana, onde irá gravar um programa de gastronomia.
Chama-se Chakall & Pulga, e é protagonizado por um dos mais famosos chefes de cozinha em Portugal, Chakall.
"Chakall & Pulga" é um programa de televisão que vai percorrer os municípios do país, à procura das raízes da nossa gastronomia.
A equipa da SIC Mulher, saiu do estudio e acompanhados por Chakall e o seu inseparável cão Pulga, percorrem vários locais do país, gastronomicamente relevantes: de norte a sul do continente mas também as ilhas da Madeira e dos Açores. Tudo para mostrar “ao vivo” como são feitos os melhores pratos regionais, a história que lhes serve de base e como as mais famosas e saborosas receitas tradicionais podem ser recriadas e adaptadas por Chakall.
Este é um programa de divulgação culinária que para além da apresentação de determinados pratos procura ter uma forte componente formativa, pedagógica.
Nos próximos dias 11 e 12 de Outubro, a equipa de Chakall e Pulga estarão por Montalegre onde será mostrada a potência de Montalegre nesta área.
Rui Santos, Director Regional da Segurança Social de Vila Real cessou funções depois de cinco anos e meio no cargo.
Agora Rui Santos regressa à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde foi nomeado como administrador daquele estabelecimento de ensino, pelo Reitor da UTAD Carlos Sequeira .
Numa entrevista à Rádio Montalegre, Rui Santos fala do balanço destes 5 anos.
Maria José Afonso (MJA) – O que encontrou há 5 anos e meio, quando encabeçou os destinos da Segurança Social do distrito de Vila Real ?
Rui Santos (RS) – Encontrei um serviço com funcionários capazes e preparados, mas de certa forma desaproveitados e desmotivados.
As suas competências, saber e dedicação não eram em muitos casos evidenciadas e potenciadas.
As redundâncias em relação a algumas tarefas eram uma evidência. A definição de objectivos e metas e sua posterior monitorização estavam numa fase incipiente.
Os investimentos na área social tinham sido sido congelados.
Por outro lado a dívida dos contribuintes à Segurança Social crescia a olhos vistos, a fraude e evasão contributiva era uma realidade sem um plano de controlo e combate. A fiscalização das prestações sociais e aos contribuintes era pouco eficaz e não agia no campo da prevenção.
Por vezes dou o seguinte exemplo – um cidadão recebia subsídio de desemprego, a fiscalização detectava que esse beneficiário estava a trabalhar.
A Lei previa que a comunicação do início de actividade se pudesse processar até ao 1º dia a seguir ao inicio do trabalho por parte da entidade empregadora ou pelo próprio.
Quando a fiscalização se deparava com um beneficiário em suposta irregularidade, esse cidadão, declarava que tinha começado a trabalhar nesse dia, fugindo assim a qualquer penalidade.
Era uma Lei errada, permissiva e tornava inócua a actividade da Fiscalização. Felizmente a Lei foi alterada e quem receber subsídio de desemprego, têm que comunicar previamente o início de actividade.
(Clique no título da notícia para continuar a ler...)
De quinze em quinze dias, sempre às 5as feiras, Montalegre recebe a já habitual feira que, nesses dias enche a vila de gente. As pessoas das aldeias vizinhas rumam até à vila para fazerem as suas compras e aproveitam para fazer os seus recados. Estas feiras, que em certos pontos do país são semanais, noutros mensais, são já uma tradição de tempos antigos e que não se deixam morrer, embora tenham sofrido algumas alterações.
Em Montalegre, há quem recorde como era há 20 anos atrás.
O Centro Desportivo e Cultural de Montalegre (CDCM), continua a dar cartas, na promoção e formação do desporto em particular do futebol.
Para este ano, há mais uma aposta, foi criado um novo escalão, ate então inexistente de Juvenis, diferenciando portanto, crianças com idades inferiores a 12 anos, que a partir de agora passam a competir numa faixa mais equilibrada em relação à idade. Irão participar no Campeonato Distrital de Infantis da Associação de Futebol de Vila Real.
Rui Santos, Director Regional da Segurança Social de Vila Real cessou funções depois de cinco anos e meio no cargo.
Agora Rui Santos regressa à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro onde é funcionário desde 1991. No seu lugar interinamente fica Francisco Rocha até aqui director adjunto.
O Reitor da UTAD Carlos Sequeira nomeou Rui Santos como administrador da Universidade esta terça-feira.
Rui Santos é o convidado desta semana na Rádio Montalegre no âmbito do programa Vozes do Povo, onde sera feita uma análise destes 5 anos à frente dos destinos da Segurança Social do Distrito de Vila Real.
Para ouvir sábado das 12 às 13h00.
A rede de transportes no concelho de Montalegre passa a ter 20 novos autocarros.
Um reforço do transporte público que colmata uma série de necessidades sentidas no município por múltiplos factores entre os quais a alta taxa de desertificação e o envelhecimento generalizado da população. Esta reestruturação nasce na necessidade de mobilidade por parte de pessoas, uma vez que as mesmas já se tinham pronunciado ao autarca Fernando Rodrigues, sobre este facto, visto que já havia transporte escolar e este não podia ser utilizado pela restante população..
REGRESSO ÀS AULAS em Montalegre, uma acção de sensibilização da GNR que aconteceu esta manhã na escola EB1 de Montalegre e no Baixo Barroso.
A Operação tem como objectivo através de contactos pessoais e transmissão de conselhos, com particular incidência no transporte de crianças menores de doze anos em veículo automóvel, sensibilizar pais e encarregados de educação para boas práticas a ter em conta no transporte das crianças.
"A crise do nosso mundo, aparentemente económica, política ou social, é antes de mais uma crise de homens HOMENS e mulheres MULHERES. Os outros são apenas consequência."
É esta uma das afirmações de uma associação que nasceu em Paris, destinada a emigrantes e que rapidamente se expandiu chegando também a Portugal, com o objectivo de tornar as pessoas mais felizes.
Mas, como isso é possivel?
Num entrevista realizada à mentora deste projecto, Maria de los Angeles fique a saber como.
Vozes do Povo na RM, este sábado 18 de Setembro do meio dia à uma da tarde. "A felicidade é uma forma de viajar e não um destino a chegar."
Foi decretada prisão preventiva ao individuou, de 21 anos que juntamente com um menor de 14 praticaram, esta segunda-feira (30 de Agosto) roubo, usando violência, mantendo sequestrado Alfredo Cruz de 83 anos, até final do acto criminoso.
Bruno Antunes, foi ouvido na tarde desta quarta feira pela Juiz no Tribunal Judicial de Montalegre sendo indiciado por crime de roubo, um crime qualificado , condução ilegal e ainda crime de receptação.
Segundo fonte judicial o roubo foi premeditado entre os 2 arguidos de 21 e 14 anos de idade, e um outro terceiro, irmão do menor.
Bruno Antunes, fica em prisão preventiva, presumivelmente por haver risco da actividade criminosa, perturbação de inquérito e perigo de fuga, uma vez que este já esteve no estrangeiro a trabalhar.
O Comando Territorial de Vila Real da Guarda Nacional Republicana, através do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Chaves, realizou, hoje (trinta e um de Agosto), uma busca domiciliária no concelho de Montalegre, no âmbito de inquérito pela prática dos crimes de roubo, sequestro e furto. Resultou da operação a detenção de um indivíduo do sexo masculino de 21 anos de idade, natural e residente em Ferral-Montalegre e a identificação de um menor de 14 anos de idade. Ambos praticaram, ontem, roubo sobre uma pessoa idosa (83 anos), usando de violência, mantendo-a sequestrada até final do acto criminoso. Segundo Capitão Costa, do destacamento Territorial da GNR de Chaves, estes indivíduos «já têm antecedentes criminais e no caso do menor já havia sido referenciado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Montalegre.» Na sequência da detenção e identificação foram apreendidos: 740€ provenientes de roubo praticado ontem; 1 motociclo furtado; 1 telemóvel, várias peças de vestuário e calçado, adquiridos com dinheiro proveniente de furto em residência.
O detido vai ser presente ao Tribunal Judicial de Montalegre, amanhã (1 de Setembro) pelas 10H00 para se lhe ser aplicada a medida adequada de coação.
Um jovem de 19 anos morreu, anteontem à tarde (trinta de Agosto), afogado na barragem dos Pisões, em Montalegre. Alípio Teixeira estava na água, a alguns metros da margem, com um grupo de amigos. Repentinamente, os colegas tê-lo-ão deixado de o ver. Quando foi encontrado, quase uma hora depois, por outro amigo, já estaria sem vida. O resultado da autópsia poderá ajudar a desvendar o que se passou, nomeadamente se terá sido “engolido” por um “remoinho” de água ou se terá sido vítima de doença súbita..
A delegação de Montalegre da Cruz Vermelha já existe há alguns anos. Contudo, esteve desactivada até Outubro último, data em que Deolinda Silva, assumiu as rédeas da associação. No momento em que já foram realizadas algumas coisas no terreno, continuam a ser dados os passos para cumprir a principal missão, ajudar quem precisa, são muitos os projectos. Deolinda Morais presidente da delegação local fala deste processo de reactivação e da constatação da realidade barrosã: "há muita miséria" afirma "e novos casos de famílias carenciadas, que até à pouco tempo tinham uma vida estável. São alguns dos afectados pela crise, que se aglomeram aos já referenciados." Uma entrevista para ser ouvida na RM no âmbito do Vozes do Povo sábado das 12h00 às 13h00.
Tozé Martinho, Miguel Dias, Patricia Candoso, Florbela Menezes, Daniel Garcia, Ricardo Vieira e Bruno Santos são o elenco da comédia Super Silva que dia vinte de Agosto passou por Montalegre.
Tozé Martinho, é já a segunda vez que pisa o auditório municipal de Montalegre, e "é com grande satisfação que retorno a esta belíssima terra. Fiquei encantado com a gastronomia, o castelo e o calor do público, que foi deveras fantástico", referiu o actor,no final da peça à Rádio Montalegre."Ficou o anseio de voltar quiçá, num próximo ano, com mais uma peça."
Rercode-se que Tozé Martinho passou por terras barrosãs, com as "Calcinhas Amarelas", teatro cómico que delirou a público, à sensivelmente um ano atras.
Também Patricia Candoso, actriz que se tornou conhecida na primeira série de Morangos com Açucar da TVI, encarnou a personagem de uma das esposas do taxista João Silva (Tozé Martinho)que mantem dois casamentos paralelos. Patricia mostrou-se encantada com a resposta que o púbico teve durante "Super Silva", diz ser "muito gratificante receber este feedback, é um sinal de que está a valer a pena, e a mensagem é bem transmitida."
Esta comédia, fez rir o público dos 8 aos oitenta, e no final a opinião era unânime: "valeu a pena vir aqui, ansiamos por mais noites como esta."
SINOPSE
Escrita por Ray Cooney, "Super Silva" conta as peripécias de João Silva,um taxista que sendo casado com duas mulheres, Bárbara e Isabel, tenta fazer de tudo para que uma não fique a saber da existência da outra. Esta situação complica-se quando João Silva salva uma velhinha de ser assaltada, envolvendo-se na história dois polícias e um jornalista que quer levar a público a heróica história do taxista. Para ajudar na confusão envolvem-se nesta embrulhada Beto e Aníbal, vizinhos das duas mulheres de João Silva.
O Governo Civil do Distrito de Vila Real, realizou dia 31 de Julho em Vila Verde da Raia, Chaves, na fronteira entre Portugal e Espanha uma campanha de boas vindas aos emigrantes que por esta altura do ano, regressam a Portugal para um período de férias.
Além de receber os emigrantes regressados, ao seu país de origem, o Governador Civil do distrito Alexandre Chaves, aproveitou ainda para alertar e esclarecer, com a entrega de panfletos informativos e um baralho de cartas, para a prevenção e segurança rodoviária.
Alexandre Chaves caracteriza este movimento como «um gesto de acolhimento aos emigrantes, de muita estima por todos aqueles que tiveram de abandonar o seu país, em busca de um futuro melhor. É simultaneamente um alerta, para que nesta estadia cumpram as normas de segurança rodoviária, e que a estrada seja apenas um meio de passagem e não de sinistralidade».
Uma acção que já acontece desde à uns anos a esta parte, nesta fronteira portuguesa, e pela primeira vez estendeu-se ao concelho de Montalegre que «tem também uma fronteira, de entrada e saída de portugueses, e desta forma queremos também marcar presença» explicou o Governador.
No âmbito do 30ºaniversário do jornal Notícias de Barroso,
lançamos um desafio ao seu mentor e fundador,
Padre António Lourenço Fontes: responder
a meia-dúzia de perguntas, em meia-dúzia de minutos...
...
MJA - Como nasceu a ideia de criar um jornal?
P.F. - Para apoio ao Barrosão na diáspora.
MJA- O que pretendia com a criação do mesmo??
P.F. -Manter Viva a Cultura Barrosã.
MJA - Que tipo de notícias eram publicadas?
P.F. -De índole cultural.
MJA - Seria mais um jornal de divulgação? Ou procurava ter um papel mais interventivo na sociedade?
P.F. - Interventivio e activo.
MJA - A população, como recebeu o jornal?
P.F. -Uns bem, outros indiferentes, mas lá o iam lendo.
MJA - Qual o artigo que mais deu que falar, publicado no NB?
P.F. -Em 25 anos foram vários.
Talvez: "Vinde ver um mundo a acabar. Trás-os-Montes espera por ti".
MJA - E apoios?
P.F. -Porte pago e mais nada.
MJA - Olhando para traz, trinta anos de vida de um jornal. Como caracteriza este percurso?
P.F. -Deus frutos e foi boa sementeira.
MJA -O NB pode ser um dos filhos, que não teve?
P.F. -Mais que isso, custou a parir, a criar e manter vivo.
MJA- O que espera do NB?
P.F. -Um meio de unir esforços e barrosões.
A Rádio Montalegre, tem para si 3 ofertas de baptismo de voo,no Festival Aéreo “RedBurros Fly-in” em Mogadouro a realizar dia 31 de Julho.
Para se habilitar a estes voos, é so envir um email para PASSATEMPO FESTIVAL AÉREO , com os seus dados (B.I) a dizer que quer ir. Os 3 primeiros, têm ida garantida!
O que está previsto no Festival Aéreo “RedBurros Fly-in”?
A Força Aérea Portuguesa, com planadores e o dornier Do.27 do Museu do Ar, tem já presença assegurada, a que se junta o simulador de voo do Helicóptero Westland Lynx Mk.95 da Marinha. Do programa da celebração destacam-se ainda patrulhas acrobáticas, como os SmokeWings, aerobática com o Pitts S2B e o Extra 300, a Patrulha Fantasma, assim como demonstrações de planadores e uma exposição estática de aeronaves, que estará aberta ao público entre as 12 e as 13 horas e as 17h30 e as 19 horas, para que o público possa ver de perto os equipamentos e trocar opiniões com os pilotos.
Festival Aéreo “RedBurros Fly-in”
É um evento, cujo nome é inspirado na tradicional festa asinina que se realiza na aldeia de Azinhoso, onde se localiza o aeródromo, reúne pela primeira em terras transmontanas alguns dos melhores pilotos e planadores nacionais que, a partir das 14 horas, cruzarão os céus de Mogadouro para verdadeiros espectáculos acrobáticos.
No Vozes do Povo este sábado(24 Julho) as memórias de quem tudo deu..e tudo perdeu nas Minas da Borralha. «Reformei-me com 2 contos e duzentos, dezoito pessoas em casa! Na loja ali ao pé do rio, fiquei a dever cento e tal contos...eu nem dormia de noite! »
Depoimento, aqui do amigo da fotografia.
«Mineiros de tamancos, fatos de cotim a desfazerem-se de co... Ver maisçados e sujos, capacetes na cabeça, gasómetro numa das mãos e a marmita na outra entravam num boqueirão da montanha. Só muito mais tarde foram distribuídos oleados impermeáveis e botas de Borracha.
Nas ruelas, no meio do poviléu cirandavam fotógrafos à minuta, ciganas a ler a sina, Barbeiros com banca, famílias de saltimbancos, arranca dentes, tocadores de concertina, uma cantadeira dos “motos” acompanhada por um ceguinho à viola, escorricha pipas por todos os cantos. -”Bote aí mais meio quartilho!”»
Junho, foi o mês da terceira-idade no concelho de Montalegre, com acções de sensibilização levadas a cabo pela GNR, núcleo Escola Segura de Chaves, ideia promovida pela Rádio Montalegre e Governo Civil do Distrito de Vila Real, inserida no âmbito de várias acções efectuadas no terreno, com o intuito de precaver, informar e sensibilizar pessoas de diferentes faixas etárias para a prevenção na area rodoviária e neste caso a teceira-idade onde centena e meia de menos jovens receberam ensinamentos úteis a ter em conta em situações de tentativa de burla e abandono uma vez que a maioria vive só, isolada, susceptíveis de serem enganados.
Cuidados a ter no verão, é o tema para a entrevista com António Massa, Médico-Dermatologista.
Cuidados redobrado para a terceira-idade e crianças.
Uma conversa pra ser ouvida na edição desta semana do Vozes do Povo (26 de Junho).
O autarca da Venda Nova, Montalegre, Jorge Silva promete luta, face a uma velha questão, que desde à uns anos, afecta o posto da GNR daquela localidade. Por não dispor das melhores condições para o cumprimento da missão atribuída aos militares, o actual posto fica situado numa habitação particular cedida por amigos de Jorge Silva, por um período de 4 meses, que está quase a terminar. «Arranjei-lhe esta casa, porque o local onde estavam não reunia as mínimas condições, quando chove, têm de andar de guarda-chuva na mão em alguns espaços das instalações, onde existem grandes infiltrações de água como aqui o inverno é rigoroso, e chove a maior parte do ano imagina-se o cenário» afirma o edil, revoltado com a ausência de resposta por parte do governo no que concerne ao financiamento das obras à muito previstas e necessárias no valor de 150.000 euros, verba no âmbito do PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central).
Durante o mês de Junho vão decorrer no concelho de Montalegre acções de sensibilização para idosos sob o lema: «Idosos em Segurança». Com esta iniciativa pretende-se uma melhor compreensão das regras de segurança básicas, promovendo o bem-estar e segurança da comunidade idosa.
As burlas a idosos registaram um aumento consideravel, o que não deixa de ser preocupante. É neste sentido, e à imagem do que já foi efectuado o ano passado, a Radio Montalegre e o Governo Civil de Vila Real através da GNR promovem acções junto da população mais idosa.
Esta ideia visa reforçar ainda mais a intenção de minimizar os principais problemas de segurança dos cidadãos, em particular daqueles que apresentam uma maior vulnerabilidade.
Calendarização de Acções:
11 de Junho - Sede da Junta de Freguesia de Viade de Baixo às 15h00
16 de Junho - Sede da Junta de Freguesia da Venda Nova às 15h00
22 de Junho - Centro de Dia - Vilar de Perdizes às 15h00
30 de Junho - Montalegre, auditório da Biblioteca Municipal, às 15h00
O cantor português Beto, de 43 anos, dia 23 de Maio em Torres Vedras vítima de um acidente vascular cerebral.
Nascido em Peniche em 1967, Beto fundou em 1992 o grupo Tanimaria, que actuava habitualmente no bar Xafarix, em Lisboa.
O cantor chegou a representar Portugal no Festival da OTI em 1998, na Costa Rica, com o tema «Quem Espera (Desespera)», tendo alcançado o 3.º lugar.
Em 2000 foi convidado a gravar um disco com a cantora Rita Guerra, que deu origem ao álbum «Desencontros», apresentado por ambos em tournée por todo o país, refere a agência Lusa.
Só em 2003 lançou o seu primeiro álbum a solo - «Olhar em Frente» - que a Associação Fonográfica Portuguesa certificou com Disco de Prata, e que chegou a disco de platina, segundo o site da Rádio Romântica FM, que apoiou o álbum de compilação de temas do cantor.
As suas interpretações ficaram conhecidas através de músicas que gravou para algumas telenovelas, como «Nunca Digas Adeus» ou «Tudo por Amor».
Em 2005 lançou o álbum «Influências», que em seis meses foi disco de platina com mais de 30.000 cópias vendidas.
Nos anos seguintes lançou «Porto de Abrigo» e «Por minha conta e risco». No ano passado, a Farol editou o seu disco «O Melhor de Beto».
A Rádio Montalegre recuperou uma entrevista realizada ao artista na altura da edição de Influências, pode ser ouvida durante este mês em 97.5.
O Agrupamento de Escolas de Montalegre no âmbito da Semana da Leitura, rende homenagem ao patrono daquele estabelecimento de ensino, Bento da Cruz que celebra o cinquentenário de vida literária. Uma semana repleta de actividades, que a Rádio Montalegre registou, para ouvir na edição desta semana do Vozes do Povo (17 e 18 de Abril).
Valpaços voltou a ser a "Capital do Folar" de 26 a 28 de Março, um dos emblemas da gastronomia da região transmontana do Alto Tâmega. A receita do folar, que passa de geração em geração, tem como ingredientes, além da farinha, ovos e azeite, carnes de porco, enchidos, coelho e galinha, e é cozido em formas de barro ou argila.
A Rádio Montalegre, marcou presença na cerimónia de abertura e mostra-lhe no Vozes do Povo desta semana (2 e 3 de Abril) em que consiste este certame, numa reportagem com expositores, visitantes e organização.
A Rádio Montalegre marcou presença na VII edição da Feira de Nanterre, um certame que reune muitos barrosões. Na edição desta semana do Vozes do Povo (20 e 21 de Março)fique a saber o que esta feira representa para os muitos emigrantes radicados na região parisiense.
O documentário sobre a vida e obra do Padre Fontes, realizado por Luís Costa Ribeiro, vai ser apresentado em Vilar de Perdizes no Domingo, 7 de Março, num almoço de homenagem ao Padre, num restaurante da freguesia (Cabaço).
Objectivo, reunir amigos e admiradores do Padre Fontes neste convívio que servirá também para comemorar o seu 70º aniversário (22-02-2010).
Este fim-de-semana comemora-se o Dia de S. Valentim. No Vozes do Povo, abordamos uma questão que é já considerada como um fenomeno emergente: a Violência no Namoro. O maior tipo de violência é psicológica, seguida da física e da sexual. Numa entrevista com Elisa Brito da APAV (Associação de Apoio à Vítima) delegação de Vila Real fique a saber entre variadissimos pontos:
Violência no Namoro
> Mitos e realidades
> Como saber se está a viver uma relação de namoro violenta?
> Porque é que uma jovem mantém uma relação de namoro violenta?
> Quais as consequências de uma relação violenta?
> O que posso fazer se uma amiga estiver envolvida numa relação de namoro violenta?
O namoro está habitualmente associado a uma fase romântica da vida. No entanto, em Portugal, está também ligado, em muitos casos, à violência.
Numa conversa com o Major Pereira Ventura da GNR de Vila Real, fique a saber que em 2009 no concelho de Montalegre registaram-se 10 denúncias de violência doméstica, conheça a realidade da capital de Barroso, no que concerne a este crime.
A ideia é de facto um bocado antiga, remonta à altura em que se organizava a feira Agrobarroso, que de forma intercalada se realizava com a autarquia de Boticas com o objectivo de promover a terra e dar alguma rentabilidade aos produtores e expositores que ali participavam com vários produtos locais, misturados com outro tipo de negócio, que a Barroso, não dizia tanto....
O aleitamento materno não só faz bem à criança como à mãe também! É um grande aliado contra diversas doenças e é facilmente digerido e absorvido. No Vozes do Povo desta semana, procuramos mostrar todas as vantagen deste acto para ambos. Um programa, que com toda a certeza vai esclarecer falsos mitos em redor desta questão. Para ouvir dia 15 de Janeiro das 12h00 às 13h00, repete domingo das 10h00 às 11h00.
As crianças do jardim-de-infância da pipela, visitaram dia 4 de Dezembro o Ecomuseu de Barroso – Espaço Padre Fontes.
Uma visita de cariz ambiental onde através da história de um feijão, que precisava de água para crescer e viver, se sensibilizou as crianças quanto à importância da água e rentabilização de recursos.
Neste sentido, e fazendo jus à mensagem transmitida, os meninos trouxeram de casa uma garrafa de plástico, que posteriormente foi dividida ao meio, para servir de “casa” aos feijões, que a partir dali iriam germinar, e eram muitos.
Tiveram direito ao baptismo «os meus vão chamar-se Rafael e Gonçalo» disse o Martim, um menino de 5 anos, todo contente na fila para os catalogar.
«Estas iniciativas são muito bem-vindas à escola, projectos de parceria com diferente entidades. São oportunidades de se fazerem actividades diferentes fora da escola» refere Joaquina Machado professora do pré-escolar daquela escola.
Os alunos visitam o espaço, uma vez por semana, com temas variados que se relacionam com uma ideia que vai nascer na primavera: uma horta biológica.
As crianças saíram maravilhadas com a ânsia de voltar e acompanhar o crescimento dos seus pés de feijão.
O conhecido ponta-de-lança Mário Jardel, esteve de passagem por Montalegre, e marcou presença, num jantar de homenagem, promovido pelo C.D.C.Montalegre onde estiveram jogadores do clube, e admiradores de Jardel.
Jardel participou nos treinos do CDCM, na piscina do Hotel, seguindo-se o jantar, onde foi presenteado, por João Abreu, com duas bolas assinadas pelos jogadores dos clubes, onde o jogador brilhou: F.C.Porto e S.C.Portugal. O super Mário mostrou-se sensibilizado, e colocou lá a rubrica que faltava: a sua.
Recorde-se que Mário Jardel chegou em 1996 ao FC Porto, vindo do Grémio de Porto Alegre, e tornou-se um mito. Melhor marcador do campeonato quatro anos consecutivos, marcou pelos dragões 130 golos em 125 jogos. Melhor marcador da Liga dos Campeões 1999/2000, chamou a atenção de vários clubes europeus e acabou indo para o Galatasaray da Turquia, vencedor da Taça UEFA esse mesmo ano, e que tinha um ambicioso projecto europeu. Venceu a Supertaça Europeia marcando dois golos ao Real Madrid, foi campeão turco, marcou 22 golos em 24 jogos. Não se adaptou à Turquia e regressou a Portugal, desta feita ao Sporting. Foi mais do mesmo. Campeão em 2001/2002, melhor marcador com 41 golos na liga dessa época. A partir de 2003 Jardel vê o seu mundo mudar, sofrendo profundas alterações na estrutura profissional, familiar e social. ,Em entrevista à Radio Montalegre, Jardel afirma : « Estou à espera de algum contrato. Se tivesse alguma proposta, ficava em Portugal, mas os seres humanos são complicados e olham muitas vezes só para o lado mau. Mas estou a dar a volta e a treinar para estar preparado quando surgir a oportunidade."
Nesta passagem, a Rádio Montalegre, realizou uma entrevista com o jogador, onde percorreu os tempos de menino no Brasil, a importância do desporto na família, os títulos que conquistou, e como é dar a volta depois de uma reviravolta, uma vez que à alguns meses assumiu a dependência de drogas e a sua vontade em levar a recuperação até ao fim, o jogador tem contado com o apoio incondicional da companheira, Tatiana.
Uma conversa, onde Mario contou o segredo para ter chegado onde chegou, deixou conselhos para quem ambiciona o mundo do futebol, lamentou nunca ter realizado o sonho de jogar num grande clube, como o Real Madrid, por exemplo. A entrevista pode ser ouvida na integra dia 5 de Dezembro, no programa Vozes do Povo das 12h00 às 13h00, repete Domingo das 10h00 às 11h00.
Prevenir as burlas, sobretudo entre a população mais idosa é o principal objectivo de um conjunto de acções de sensibilização que a GNR promoveu, entre 15 de Outubro e 15 de Novembro, em todo o território nacional, no âmbito do programa Idosos em Segurança.
No concelho de Montalegre, a GNR também desenvolveu este tipo de acção nas diversas freguesias da sua área de jurisdição. Com esta acção, o objectivo é “contribuir para uma melhoria dos canais de ligação da GNR à população, potenciando também desta forma, o sentimento de segurança junto da população afectada por este tipo de criminalidade”.
Com estas iniciativas também se divulga e dá visibilidade ao Programa “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, implementando o contacto pessoal com os idosos, nas suas residências, sobretudo nos mais isolados, e nos locais habituais de concentração, especialmente em Centros de Dia, Lares da Terceira Idade, Misericórdias, sensibilizando-os e alertando-os para a adopção de medidas preventivas, ou para os procedimentos a seguir aquando da ocorrência deste género de crimes.
Refira-se, contudo, que a Rádio Montalegre e o Governo Civil de Vila Real, à parte destas acções integradas num plano nacional, tem desenvolvido, concelho, com regularidade, este tipo de sensibilização, quer junto dos idosos, no âmbito do Programa Idoso em Segurança, quer junto das crianças, nas diversas escolas..
Está patente ao público uma exposição subordinada ao tema: « Batata de Semente - o "minério" de Barroso» no Ecomuseu de Barroso - Espaço Padre Fontes.
A Abertura oficial aconteceu dia 18 de Outubro, uma cerimónia presidida por descendentes de fundadores da Cooperativa Agrícola de Montalegre (José Enes Gonçalves e João Canedo), Fernando Rodrigues, presidente da autarquia, e como comissário o Eng. Vilhena de Gusmão.
Depois de uma visita guiada pelos produtos e artefactos expostos alusivos à batata e à sua produção, comercialização, Enes Gonçalves salientou a importância que este tuberculo teve no desenvolvimento e progresso do concelho a partir dos anos trinta, ganhando outro impulso com a criação da Cooperativa Agrícola. Por sua vez João Canedo sente esta exposição como uma homenagem ao fundador da Cooperativa, Tenente Canedo, seu pai. « Esta exposição significa um reconhecimento pelo trabalho desempenhado pelo meu pai, em prol do concelho. É gratificante ver, que se lembram do Tenente Canedo, que é uma daquelas pessoas, que quando existe se vê» colmatou João Canedo nos comentários tecidos a propósito desta iniciativa. Já Fernando Rodrigues, fez o termo de comparação da forma como a batata de semente foi utilizada outrora, e como os produtos locais actualmente podem ser fonte de rendimento, através do seu aproveitamento.
Exposição alusiva à Batata - O "minério" de Barroso patente ao público nas instalações no Ecomuseu de Barroso em Montalegre uma organização conjunta de José Enes Gonçalves, João Canedo e Ecomuseu.
Para ouvir no Vozes do Povo a cerimónia de abertura da exposição (24 e 25 de Outubro).
O conhecido actor Óscar Branco, esteve em Montalegre dia 4 de Outubro, para um espectáculo teatral, comemorativo dos 30 anos de carreira do artista. A Rádio Montalegre entrevistou-o, onde foram percorridas memórias do seu tempo de menino em terras de Barroso.
Uma conversa bem disposta para ser ouvida nesta edição do Vozes do Povo 10 e 11 de Outubro (Sábado 12h00 - 13h00 - Repete Domingo das 10h00 às 11h00).
Foi a 15 de Setembro de 1994 que a Rádio Montalegre começou a difundir a sua primeira emissão. De lá para cá muitas são histórias, algumas delas contadas, por entre muita diversão, num simples jantar-convívio com a presença dos funcionários da rádio.
A Rádio Montalegre em protocolo com o Governo Civil de Vila Real, promoveu dia 16 de Setembro à tarde, na aldeia de Paredes do Rio uma acção de sensibilização destinada a idosos, sobre possíveis cenários de vitimização, através do Núcleo de Operações Especiais da GNR, destacamento territorial de Chaves. Cerca de meia centena de idosos, ouviram atentamente, as indicações, cuidados a ter na mais diversas ocasiões, desde a recepção de desconhecidos nas próprias casas, até ao abandono, que por sua vez deve ser denunciado às autoridades sempre que constatado. Alguns dos idosos, mostraram-se agradados, com o que foi dito e chegaram a partilhar experiências relativas a visitas dos amigos do alheio. Uma acção no âmbito do Programa Apoio 65 – Idoso em Segurança do Ministério da Administração Interna que visa garantir as condições de segurança e a tranquilidade das pessoas idosas, promover o conhecimento do trabalho da GNR e da PSP junto desta população, ajudar a prevenir situações de risco. Para José Carlos Moura presidente da Associação Cultural de Paredes do Rio, iniciativas destas, são muito bem vindas à comunidade. Uma ideia da Rádio Montalegre e Governo Civil de Vila Real cujo objectivo e informar e sensibilizar a terceira idade, sector da população que é muitas vezes sujeita a actividades criminosas que urge prevenir.
Os Santa Maria, desfilam no Álbum-do-Mês de Setembro na sua rádio, sem hora marcada. Oiça a conversa que incide numa retrospectiva de 10 anos de vida do grupo.
Au Revoir Portugal! é um retrato histórico de 5 episódios, sobre a emigração portuguesa para França nas décadas de 50/60/70. Durante este período saíram do país, clandestinamente, cerca de dois milhões de portugueses. Tratou-se do maior êxodo e da maior hemorragia humana que alguma vez a História de Portugal conheceu.
Au Revoir Portugal! é uma série de 5 documentários. AU REVOIR PORTUGAL - O Salto foi seleccionado para o Festival dos Caminhos do Cinema Português 2009, em Coimbra.
Carlos Domingomes é o principal mentor e realizador destes registos. Entrevista para ser ouvida na proxima edição do Vozes do Povo 16 e 17 de Maio.
Rádio Montalegre e Rádio Alfa (Paris) voltaram a realizar mais um programa “Intercâmbio”. Oportunidade para reforçar os laços dos emigrantes com a terra natal. Hora e meia de sucesso com muitos convidados em estúdio que deram um forte contributo sobre a realidade actual do concelho.
O Gabinete de Apoio ao Emigrante foi criado dia 16 de Outubro de 2007,num acordo de cooperação entre a Câmara Municipal de Montalegre e a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas cujo fim passa pela «criação de estruturas, ou o aproveitamento das já existentes na Câmara, para efeitos de apoio aos munícipes que tenham estado emigrados, que estejam em vias de regresso ou que ainda residam nos países de acolhimento».
Volvido este tempo, fomos saber como está a funcionalidade deste gabinete, com o Presidente da Autarquia Fernando Rodrigues. Uma conversa para ser ouvida dias 28 e 29 de Março no Vozes do Povo, onde o edil esclarece, as competências, e objectivos deste serviço.
Desde o final do século XIX que o conceito de paternidade e a sua vivência concreta têm sido alvo de reflexões e debates. Porque nesta semana, se comemora o Dia do Pai, no Vozes do Povo (21 e 22 de Março)abordamos a paternidade ao longo dos tempos.
- Quais as implicações e desafios do exercício da paternidade actualmente?
- Alguns especialistas dizem que o contacto dos filhos com o pai é importante para que a criança construa a sua identidade. Como fica essa questão da construção da identidade numa sociedade em que nem sempre os filhos são criados pela figura paterna?
Estas e outras questões serão respondidas numa conversa com o Dr. Francisco Carvalho, psicólogo.
A Radio Montalegre e a Radio Alfa (Paris) realizam dia 8 de Março entre as 11h30 e 13h00 um programa em simultâneo onde os ouvintes podem participar e colocar as suas questões.
Uma emissão a não perder.
António Martinho, foi Governador Civil do Distrito de Vila Real, durante 4 anos, cessou funções em meados de Janeiro para abraçar um novo desafio: a liderança do Turismo do Douro.
O Ex-Goverandor, é o convidado da próxima edição do Vozes do Povo 21 e 22 de Fevereiro onde fala dos pontos altos e das dificuldades vividas durante esta governação.
As escolas do pré-escolar e 1º Ciclo em Montalegre, receberam dias 11 e 12 de Fevereiro, uma acção de sensibilização na área da prevenção rodoviária, promovida pela Rádio Montalegre e levada a cabo pela GNR - Escola Segura de Chaves, onde através de um filme, Sandra Morais, soldado da GNR, mostrou os cuidados a ter na escola, via pública, em casa, etc.
Os alunos tiveram a oportunidade, através de um jogo didáctico, mostrar os conhecimentos adquiridos na área da prevenção rodoviária.
Uma acção muito bem recebida por aquele estabelecimento de ensino, pois segundo António José Carvalho, responsável pelo 1º Ciclo «estas iniciativas complementam um conhecimento que tem sido transmitido pela escola, e ajuda a termos crianças mais responsáveis.» Uma afirmação corroborada pela docente do pré-escolar Fernanda Fernandes uma vez que este tema está inserido no plano curricular, «é uma mais valia, aos ensinamentos que têm vindo a ser transmitidos durante as aulas»
E quanto ao público-alvo, crianças com idades compreendidas entre os 3 e 6 anos de idade, identificam com clareza alguns sinais de trânsito e cuidados a ter na via pública. Já Ana Margarida, aluna do 3º ano diz ter ficado com mais conhecimento.
Recorde-se que esta acção, insere-se no âmbito de um protocolo entre o Governo Civil de Vila Real e a Rádio Montalegre (R.M), onde esta estação emissora, promove uma serie de acções destinadas a diferentes faixas etárias, com o tema central da Prevenção Rodoviária.
As primeiras aconteceram dias 11 e 12 de Fevereiro, no pré escolar e 1º Ciclo em Montalegre. A complementar a teoria desta iniciativa, está agendada para inícios de Março, uma visita à escola de prevenção rodoviária de Boticas, onde as crianças terão a oportunidade de ver na pratica, alguns dos alertas transmitidos pela GNR – Escola Segura de Chaves,
Os registos áudio recolhidos destas actividades, servirão de suporte em programas específicos sobre o tema, a serem emitidos pela R.M.
Depois de ter exposto as suas obras no Centro Cultural de Chaves, e de Vidago, Porfírio Alves Pires mostra as suas telas, numa exposição organizada pela Rádio Montalegre e Hotel Quality Inn, nas instalações desta unidade hoteleira a partir de 8 de Fevereiro.
Porfírio, foi convidado numa das emissões do programa da R.M (Vozes do Povo), onde evocou memórias de infância, do percurso até Paris, e depois Lisboa. Também Álvaro Lobato Faria, director do Movimento de Arte Contemporanêa em Lisboa, entrevistado no âmbito desta emissão, classificou a arte de Porfírio como «possuidora de um “classicismo” surpreendente, as “envolvências”, jogam com o pressuposto do nosso conhecimento adquirido, numa experiência de quotidianos proporcionados, em que a matéria do ausente se dá através do representado. Porfírio mostra arquitecturas em que o sinal da paisagem se ausenta para dar lugar a um rigoroso jogo de planos, cidades utópicas construídas para além do habitável. O seu trabalho é a demonstração cabal do rigor técnico, da seriedade profissional de um artista que se afirma pela profunda negação de facilidades no acto de fazer, o que imprime uma força actual e consentânea ao conjunto de toda a mostra.»
Porfírio Alves Pires, nasce em Montalegre em 1944. Termina a licenciatura em 1973 em Paris (CESAIPE). É encarregue das cadeiras de desenho no Atelier André Michel em Paris na primeira metade da década de 70.
Ensina projecto e desenho na Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, em Lisboa na década de 80.
É critico de arte no Diário de Lisboa de 86 até à sua extinção, e no Diário Fim de Semana.
Expõe regularmente pintura e desenho desde a década de 80.
Em Montalegre, no Quality Inn a partir de 8 de Fevereiro exposição aberta ao publico.
Uma iniciativa da Radio Montalegre e Hotel Quality Inn.
A Rádio Montalegre, promoveu numa operação STOP efectuada pela GNR e levada a cabo pelo Agrupamento de Escuteiros 1115 de Montalegre uma acção de sensibilização rodoviária com o objectivo de alertar os automobilistas sobre a importância do cumprimento das regras de segurança na estrada. Eram 15h00 e estava tudo a postos no cruzamento de S. Vicente da Chã - Montalegre, cerca de 15 escuteiros, com idades compreendidas entre os 6 e 18 anos, abordaram os automobilistas oriundos de diversas zonas do país e da vizinha Espanha, onde através da distribuição de panfletos e apelos incisivos no controlo da velocidade, excesso de álcool e substâncias psicotrópicas, uso de telemóvel e falta de utilização de cintos de segurança nos bancos da frente e traseiros, além do uso devido das cadeiras para crianças; alertas para as boas práticas a ter em conta enquanto se conduz. Por sua vez, os destinatários desta acção mostraram-se agradavelmente surpreendidos, e cerca de 80 % dos inquiridos referiram que esta prática é pouco comum, mas muito bem-vinda. Recorde-se que a Rádio Montalegre tem promovido no terreno diversas acções promotoras da segurança rodoviária, destinadas a públicos distintos, desde crianças do pré-escolar, à terceira idade com recolhimento de registos áudio para posterior emissão em programas específicos sobre o tema. Estas iniciativas inserem-se no âmbito de um protocolo assinado com esta estação emissora e o Governo Civil do Distrito de Vila Real.
Apesar da música ter estado nos seus planos desde o início, foi no teatro que Adelaide Ferreira se estreou na vida artística. Tinha, na altura, 16 anos e uma grande paixão pelos palcos, pelo que, depois de concluído o Curso de Formação de Actores, começou a participar em comédias musicais e dramas.
Gravou pela primeira vez a convite de Paulo de Carvalho, e o resultado foi o single 'Meu Amor Vamos Conversar os Dois', editado em 1978, que apesar do grande apoio das rádios e da boa aceitação do público, não levou Adelaide Ferreira a apostar de imediato numa carreira musical. No entanto, dois anos depois, regressou a estúdio para gravar o single 'Espero Por Ti', participando, no mesmo ano, no filme 'Kilas , o Mau da Fita', e na respectiva banda sonora.
O reconhecimento de Adelaide Ferreira como nome de referência do rock português, aconteceu em 1981 com o lançamento de 'Baby Suicida'. Na conversa com a artista percorremos mais de 30 anos de carreira, para ser ouvida dia 28 e 29 de Junho no Top Nacional de Vendas.
Quinze anos de carreira é um momento a registar em qualquer profissão. Os Pólo Norte festejam este ano o 15º aniversário da banda e para não deixarem passar a data incólume, aceitaram o convite da R.M para percorrerem 15 anos de memórias.
Uma entrevista com Miguel Gameiro, vocalista da banda, para ser ouvida dia 30 de Maio e 1 de Junho, no top nacional de vendas com Maria José Afonso.
No ano ano em que se comemoram os 200 anos das invasões francesas, Rogério Borralheiro em co-autoria com José Viriato Capela e Henrique Matos, publicam:"O heróico patriotismo das províncias do norte, os concelhos na restauração de Portugal de 1808",uma obra que retrata um período importantíssimo da nossa história. Venha conhecê-lo em primeira-mão no próximo Vozes do Povo (17 e 18 de Fevereiro).
Carlos Machado, nunca tendo publicado, com o seu primeiro romance intitulado “O homem que viveu duas vezes”, foi vencedor do Prémio Alves Redol 2006. Esta obra de ficção, com uma história de amor como pano de fundo de toda a trama, é um romance de época e de lugar – passa-se no concelho de Montalegre – que, para além do descritivo de modos de vida peculiares e de uma certa ideologia reinante, é fundamentalmente uma reflexão sobre a procura de identidade dos personagens, da identificação dos sentimentos e do sentido das palavras.
Nomes que se cruzam, fisionomias que se parecem, palavras com significados diversos, corpos que se trocam, são os ingredientes para a busca da identidade que conforta cada ser humano, em cada instante.
Carlos Machado nasceu, em 1954, em Venda Nova, Montalegre, tendo vivido sempre em Lisboa. Frequentou o Liceu de Camões, onde teve como professores, entre outros, Vergílio Ferreira e Mário Dionísio; licenciou-se, em 1977, em Engenharia Electrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico e desenvolveu a sua actividade profissional no sector das Telecomunicações (colaborador da PT, Vodafone, TMN). Exerce, actualmente, funções de Subdirector Geral no Ministério da Administração Interna.
Venha conhecê-lo na próxima edição do Vozes do Povo (26 e 27 de Abril) na RM.
O grupo Chouribebes do Barroso, conhecidos pela interpretação da “Haka Barrosã”, gravaram uma música nos estúdios da Rádio Montalegre. O tema, com referência à própria rádio, chama-se “Quem é o barrosão?” sendo já um autêntico sucesso.
Conheça os rostos deste afamado grupo no nosso site.
No vozes do povo vamos falar de cultura, de uma das expressões artísticas mais antigas: o teatro. Nesta edição vamos conhecer um barrosão que está no centro da cultura portuguesa:
Chama-se Carlos Fragateiro, desempenha funções enquanto professor auxiliar no departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro desde 2001 e é desde 2006 o director do Teatro Nacional D.Maria II em Lisboa.
Uma entrevista a não perder, onde vão ser percorridas memórias,conheça também os desafios propostos para Montalegre, na dinamização da cultura, mormente o teatro.
Sábado 12H00 / 13H00, repete Domingo 10H00 / 11H00.
A pretexto do dia internacional da mulher, a Rádio Montalegre convidou três mulheres para falarem sobre desporto. Um programa inédito, “jogado ao ataque”, cujas protagonistas espantaram pela guerra e argumentação.
Mart´nália Mendonça Ferreira, conhecida como Mart'nália, é uma cantora, compositora e percussionista carioca.
Filha do sambista Martinho da Vila e da cantora Anália Mendonça, veio a Portugal dar dois espectaculos de carnaval, um em Chaves e outro em Espinho.
Foi na noite de 2 de Fevereiro, que a sala do Casino Solverde em Chaves se encheu com o calor da musica brasileira, Mart´nália cantou e encantou com o seu ritmo swingado. A rádio Montalegre, esteve com a cantora, quisemos saber muitas coisas...a não perder a entrevista no Top Nacional de Vendas dia 8 de Fevereiro (14h00 / 17h00) repete domingo, depois da tarde desportiva.
O conhecido programa desportivo da RCP (Rádio Clube Português), Lugar Cativo, da autoria de Fernando Correia, foi concebido e realizado, excepcionalmente, a partir dos estúdios da Rádio Montalegre. Hora e meia de emissão onde o desporto do concelho foi “radiografado”. Um “cartão postal” fantástico emitido em simultâneo pelas duas rádios.
O actor Diogo Morgado foi protagonista do filme Amo-te Teresa, participou em series de humor da SIC, apresentou programas de televisão e fez parte do elenco de telenovelas da TVI e SIC. Esteve de passagem por Montalegre, a RM esteve com ele, escute a entrevista nesta sexta 18 de Janeiro no Top Nacional de Vendas (14h00-17h00) repete domingo depois da tarde desportiva.
Sexta 11 de Janeiro, não perca a entrevista com Fernando Tordo no Top Nacional de Vendas (14h00/17h00). Uma mão cheia de memórias para serem ouvidas em 97.5.
Eles são duas das vozes do programa Contra-Informação da RTP, deram um espectaculo no novo auditorio municipal, com muito humor.
Nós estivemos com eles, escute a entrevista neste sábado 19 de Janeiro entre as 12h00 e 13h00 no Vozes do Povo.
NOTÍCIAS
Montalegre: Camião Racing na pista automóvel
A adrenalina dos pesos pesados está de regresso à pista automóvel de Montalegre, numa prova inserida no renovado Campeonato de Portugal de Camião Racing, que complementará a temporada de Off-Road em quatro provas. A capital do Barroso recebe em Julho esta prova pontuável.
Chaves: Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil prevê conjunto de ações para fazer face a sit
Foi apresentado na passada segunda-feira (16 de janeiro) o novo Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Chaves (PMEPCC). O documento agora atualizado é para ser testado durante os próximos dois anos e prevê um conjunto de ações e meios para fazer face aos diferentes riscos em situações de acidentes graves, catástrofes e calamidades, como cheias, incêndios florestais e urbanos, nevões, entre outros.
Boticas: Tradição volta a cumprir-se na festa de S. Sebastião
É já nesta sexta-feira que a freguesia de Alturas do Barroso vai voltar a organizar por mais um ano a festa em honra de S. Sebastião, que, como é hábito, conta sempre com a presença de milhares de fiéis.
Chaves: Homem detido por furto
Foi detido ontem um individuou de 67 anos de idade no concelho de Chaves, no âmbito de inquérito de investigação (crime de furto) levado a cabo pelo Comando Territorial de Vila Real da Guarda Nacional Republicana, através do Posto Territorial de Chaves.
Manuel de Oliveira Honoris Causa na UTAD
No próximo dia 8 de Fevereiro Manuel de Oliveira vai estar em Vila Real, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para receber o doutoramento honoris causa.
Recorde-se que a academia trasmontana já anunciou a atribuição deste titulo no ano passado, mas por motivos de agenda do realizador centenário, ainda não tinha sido possível realizar a cerimónia.