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MONTALEGRE: Idosa burlada em 2500 euros |
«Ó tia, à quanto tempo? Olhe p´ra mim, não me tira p´la pinta?» Após alguns segundos de observação D. Eufresinda responde: «So se és filha da Maria»
E pronto assim começa a novela, que D. Eufresinda Rodrigues, 74 anos residente em Montalegre, não esquecerá tão cedo, vítima de burla no valor de 2500 euros dia 3 de Dezembro.
Pouco passava das 13horas, quando ouve bater à porta e eis que uma mulher, de estatura média, ligeiramente forte, com cabelo comprido, castanho-escuro a aborda fazendo-se passar por uma sobrinha ausente à uns anos, emigrada em França. Numa conversa afável, e uma postura extremamente comunicativa, a burlona pede dinheiro emprestado à vítima, para o registo da aquisição de um imóvel localizado em frente ao Centro de Saúde de Montalegre, pois na altura o teria indisponível, com a promessa de ser devolvido dias depois.
« O tio António, disse-me para lhe pedir, que concerteza me emprestava» disse a larápia, numa conversa envolvente à idosa, que perante tal afirmação acha curiosa essa indicação, pois o dito tio teria melhores condições económicas. «Vou telefonar ao teu tio, que tem mais dinheiro que eu, e nisto, ela chega-se a mim, passa-me a mão pelo meu nariz, senti uma coisa esquisita, e olhe, o que tinha em mente era só o dinheiro para lhe dar, so pensava naquilo, não seio que ela me deu a cheirar…» comenta a senhora, ao recordar o vivido.
A burlona, fazia-se acompanhar por uma mulher mais nova, uma criança de cerca de 6 meses de idade e um homem, com rosto longo e nariz saliente, e seguiam numa viatura pequena, de cor verde escuro.
Transportaram a lesada ao banco, onde levantou dinheiro no valor de 2500 euros e de seguida, deixam-na em casa, «tia, não faça o jantar, eu volto logo e fico aqui uns dois, três dias, até logo» foram as ultimas palavras que ouviu da burlona.
Assim, terminou um episódio para a D. Eufresinda esquecer e ainda abalada diz: « Ai meu Deus, tanto me custou a juntar este dinheirinho e agora fiquei sem nada».
A GNR de Montalegre tomou ocorrência da situação, o caso está a ser investigado pelo NIC (Núcleo de Investigação Criminal) de Chaves.
MJA
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