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MANUEL NABUCO HOMENAGEADO

 MANUEL NABUCO HOMENAGEADO

A Junta de Freguesia de Montalegre com o apoio da autarquia rendeu homenagem dia 27 de Junho ao antigo presidente de Junta, Manuel Lopes, mais conhecido como Nabuco falecido em 2000.
Na ponte que este havia projectado, foi descerrada uma lápide onde consta o seu nome. Presentes estiveram amigos, familiares, colegas partidários, do homem que durante anos guiou a junta de Montalegre pelo Partido Social Democrata.


«Sinto uma grande alegria, reconhecimento, um muito obrigado ao presidente de junta e da câmara e aos amigos que aqui estiveram.» referiu Manuel Lopes, filho do homenageado.
Margarida Lopes, esposa afirma que o marido «gostava muito do bem da população, eu sempre tive o desejo de assistir a esta cerimónia e hoje foi possível. Foi com muita emoção que aqui estive.»
Visivelmente emocionado, estava o socialista António Morais, actual presidente da junta de Montalegre, no discurso de homenagem onde salientou que «esta ponte a partir de hoje, fica com o seu nome gravado. Uma ponte idealizada por ele. Partiu precocemente, e não teve oportunidade de assistir à conclusão da obra, que por sinal, tem muita importância para a população daqui, no acesso aos armazéns agrícolas, e terrenos e casas. Sendo uma unta, com pouco dinheiro, é de enaltecer esta conquista.»
Fernando Rodrigues, em representação da autarquia começou por fazer um agradecimento especial à família presente, e uma palavra a António Morais «por ter a humildade de reconhecer e perpetuar a obra de Manuel Nabuco. Apesar das divergências politicas, partidárias, é muito importante reconhecer o contributo que cada um dá, para o bem comum. Estas homenagens foram já feitas a anteriores presidentes de câmara, como foi o caso do Tenente Canedo, e do Prof. Carvalho de Moura.
O Nabuco é um homem que todos reconhecemos grande dedicação, grande empenho. As pessoas vão, mas a memória fica.»
Já os amigos presentes na cerimónia, caracterizaram o antigo edil, como um homem dedicado, determinado, impulsivo. Amigo do amigo.
Uma jornada envolta de saudade e reconhecimento que continuou no parque do Cávado, numa festa aberta a todos aqueles que quiseram participar.

Manuel Domingos Lopes
Nasceu em Montalegre, em 1937. Faleceu em 25.8.2000, no Hospital de Chaves. Mais conhecido por Manuel Nabuco, dedicou se à agricultura e, depois do 25 de Abril de 1974, envolveu se, activamente na política local. Foi fundador do PPD/PSD, presidente da Mesa da Assembleia, eleito em sucessivos mandatos. Já era presidente da Junta quando se operou a revolução de Abril e nunca aceitou o "saneamento.. que alguns políticos locais queriam impor. Por causa disso chegou a estar preso. Em 1982 foi eleito presidente da Junta para apenas suspender as funções pela morte que o surpreendeu e surpreendeu todo o concelho. pois era uma pessoa muita conhecida e estimada. Fazia parte dos orgãos directivos da Cooperativa dos Produtores de Batata de Semente e do Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega. Também esteve ligado aos Bombeiros e à Santa Casa da Misericórdia. Foi presidente do Clube de Pesca "Os Barrosões". A ele se ficou a dever a construção do Bairro do Castro que é hoje o mais moderno bairro da capital de Barroso e também a praia fluvial do Cávado, junto à ponte Romana. Mandou recuperar a Capela do Senhor da Piedade, da Senhora das Neves, St' Adrião e S. Frutuoso (que não concluiu por entretanto falecer). O Povo de Barroso escreveu na sua edição de 31.8.2000: "No Senhor da Piedade deixou um santuário dotado de todas as condições necessárias para ali poder realizar se uma das maiores romarias do norte do país. Para a freguesia construiu pontes, abriu caminhos, recuperou o forno do povo público e mais uma infinidade de pequenas obras de interesse das populações. O seu feitio de homem dominador, por vezes violento, criou lhe algumas inimizades, mas ainda hoje era tido como insubstituível no cargo da autarquia montalegrense. Morreu um lutador, um homem incansável, um barrosão dos quatro costados, a quem Montalegre e o concelho muito ficam a dever. Impôs se como um homem determinado e de tal forma que os próprios adversários tanto o temiam, como o admiravam".

Maria José Afonso com a colaboração de: Dicionário dos mais Ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte.


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